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A experiência descreve a atuação da Vigilância Ambiental no enfrentamento de infestação massiva do caramujo gigante africano (Achatina fulica) no município de São José do Vale do Rio Preto, território com forte vocação agrícola e relevante produção de chuchu no estado do Rio de Janeiro, evidenciando alta relevância sanitária, ambiental e socioeconômica.
Em janeiro de 2025, a equipe foi acionada para intervenção em lavoura com presença de milhares de moluscos em ampla extensão territorial, com impacto direto na produção e risco à saúde dos trabalhadores. Apesar de relatos prévios, inexistia estratégia estruturada de enfrentamento, revelando fragilidades na governança e na vigilância territorial.
A resposta municipal foi imediata e baseada em evidências, com adoção de medidas oportunas, custo-efetivas e altamente aplicáveis, como controle mecânico, educação em saúde e mobilização comunitária, iniciadas ainda na fase de suspeita. Após confirmação laboratorial da presença de Angiostrongylus cantonensis, intensificaram-se as ações com capacitação das equipes, ampliação da vigilância ativa e implementação de medidas complementares, incluindo desratização em áreas críticas, fundamentada no ciclo biológico do parasito.
A experiência está alinhada às diretrizes do SUS, especialmente quanto à integralidade, equidade, participação social e atuação intersetorial, e destaca-se pelo caráter inovador ao antecipar ações antes da confirmação laboratorial, promovendo resposta ágil e eficaz.
A infestação crescente de Achatina fulica, associada à ausência de ações estruturadas, evidenciou um problema de alta relevância para a saúde pública e para a economia local. Em um município com forte atividade agrícola, a presença do molusco e o risco de transmissão do Angiostrongylus cantonensis representaram ameaça direta à saúde dos trabalhadores e da população.
A baixa percepção de risco, aliada à inexistência de estratégias organizadas, favoreceu a expansão da infestação, tornando necessária uma resposta inovadora, aplicável e alinhada às diretrizes do SUS, capaz de reorganizar o processo de trabalho e fortalecer a vigilância territorial de forma sustentável.
As ações implementadas resultaram na redução expressiva da infestação em áreas críticas, incluindo lavouras, praças e áreas urbanas, demonstrando alta efetividade das estratégias adotadas. Observou-se impacto direto na retomada da produção agrícola e na redução dos riscos à saúde dos trabalhadores.
A experiência fortaleceu a vigilância territorial, ampliando a capacidade de identificação precoce e resposta a novos focos, além de promover intensa participação social e corresponsabilização da comunidade.
Como diferencial inovador, destaca-se a antecipação das ações antes da confirmação laboratorial e a incorporação de medidas baseadas no ciclo epidemiológico do parasito, como a desratização, contribuindo para interrupção da cadeia de transmissão.
A prática demonstrou alta aplicabilidade e potencial de replicação em outros municípios, especialmente aqueles com características agrícolas semelhantes, consolidando-se como modelo de intervenção sustentável e eficaz.
Recomenda-se que municípios adotem estratégias proativas e territorializadas no enfrentamento de espécies invasoras com impacto na saúde pública, priorizando ações baseadas em evidências, de baixo custo e alta efetividade.
É fundamental fortalecer a governança local, a integração intersetorial e a participação social, garantindo alinhamento às diretrizes do SUS, como integralidade e equidade. A capacitação contínua das equipes e o investimento em educação em saúde são essenciais para ampliar a sustentabilidade das ações.
Destaca-se que o controle do Achatina fulica deve considerar o ciclo biológico dos agentes associados, incluindo estratégias complementares como a desratização quando indicada. A experiência demonstra que ações simples, bem organizadas e com forte engajamento comunitário são altamente aplicáveis, replicáveis e capazes de gerar impacto significativo na saúde coletiva
Rua Professora Maria Emilia Esteves, 617 - Centro, São José do Vale do Rio Preto - RJ, Brasil
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