autor da pratica

Resposta municipal ao surto de caramujo africano e controle do risco sanitário

Rosana de Jesus Vieira Carvalho

Rosana Vieira

Esta prática está EM MODERAÇÃO por

Rosana de Jesus Vieira Carvalho

favor seguir as recomendações abaixo:

Nenhuma recomendação da moderação

A experiência descreve a atuação da Vigilância Ambiental no enfrentamento de infestação massiva do caramujo gigante africano (Achatina fulica) no município de São José do Vale do Rio Preto, território com forte vocação agrícola e relevante produção de chuchu no estado do Rio de Janeiro, evidenciando alta relevância sanitária, ambiental e socioeconômica.
Em janeiro de 2025, a equipe foi acionada para intervenção em lavoura com presença de milhares de moluscos em ampla extensão territorial, com impacto direto na produção e risco à saúde dos trabalhadores. Apesar de relatos prévios, inexistia estratégia estruturada de enfrentamento, revelando fragilidades na governança e na vigilância territorial.
A resposta municipal foi imediata e baseada em evidências, com adoção de medidas oportunas, custo-efetivas e altamente aplicáveis, como controle mecânico, educação em saúde e mobilização comunitária, iniciadas ainda na fase de suspeita. Após confirmação laboratorial da presença de Angiostrongylus cantonensis, intensificaram-se as ações com capacitação das equipes, ampliação da vigilância ativa e implementação de medidas complementares, incluindo desratização em áreas críticas, fundamentada no ciclo biológico do parasito.
A experiência está alinhada às diretrizes do SUS, especialmente quanto à integralidade, equidade, participação social e atuação intersetorial, e destaca-se pelo caráter inovador ao antecipar ações antes da confirmação laboratorial, promovendo resposta ágil e eficaz.

A infestação crescente de Achatina fulica, associada à ausência de ações estruturadas, evidenciou um problema de alta relevância para a saúde pública e para a economia local. Em um município com forte atividade agrícola, a presença do molusco e o risco de transmissão do Angiostrongylus cantonensis representaram ameaça direta à saúde dos trabalhadores e da população.
A baixa percepção de risco, aliada à inexistência de estratégias organizadas, favoreceu a expansão da infestação, tornando necessária uma resposta inovadora, aplicável e alinhada às diretrizes do SUS, capaz de reorganizar o processo de trabalho e fortalecer a vigilância territorial de forma sustentável.

As ações implementadas resultaram na redução expressiva da infestação em áreas críticas, incluindo lavouras, praças e áreas urbanas, demonstrando alta efetividade das estratégias adotadas. Observou-se impacto direto na retomada da produção agrícola e na redução dos riscos à saúde dos trabalhadores.
A experiência fortaleceu a vigilância territorial, ampliando a capacidade de identificação precoce e resposta a novos focos, além de promover intensa participação social e corresponsabilização da comunidade.
Como diferencial inovador, destaca-se a antecipação das ações antes da confirmação laboratorial e a incorporação de medidas baseadas no ciclo epidemiológico do parasito, como a desratização, contribuindo para interrupção da cadeia de transmissão.
A prática demonstrou alta aplicabilidade e potencial de replicação em outros municípios, especialmente aqueles com características agrícolas semelhantes, consolidando-se como modelo de intervenção sustentável e eficaz.

Recomenda-se que municípios adotem estratégias proativas e territorializadas no enfrentamento de espécies invasoras com impacto na saúde pública, priorizando ações baseadas em evidências, de baixo custo e alta efetividade.
É fundamental fortalecer a governança local, a integração intersetorial e a participação social, garantindo alinhamento às diretrizes do SUS, como integralidade e equidade. A capacitação contínua das equipes e o investimento em educação em saúde são essenciais para ampliar a sustentabilidade das ações.
Destaca-se que o controle do Achatina fulica deve considerar o ciclo biológico dos agentes associados, incluindo estratégias complementares como a desratização quando indicada. A experiência demonstra que ações simples, bem organizadas e com forte engajamento comunitário são altamente aplicáveis, replicáveis e capazes de gerar impacto significativo na saúde coletiva

autor Principal

Rosana de Jesus Vieira Carvalho

rosanacarvalho134@gmail.com

Coordenadora da Vigilância Ambiental em Saúde

Coautores

Rosana de Jesus Vieira Carvalho

A prática foi aplicada em

São José do Vale do Rio Preto

Rio de Janeiro

Sudeste

Esta prática está vinculada a

Rua Professora Maria Emilia Esteves, 617 - Centro, São José do Vale do Rio Preto - RJ, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Rosana de Jesus Vieira Carvalho

Conta vinculada

26 mar 2026

CADASTRO

26 mar 2026

ATUALIZAÇÃO

02 jan 2025

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

Arquivos