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A experiência apresenta a identificação inédita de triatomíneo da espécie Triatoma vitticeps infectado por Trypanosoma cruzi no município de São José do Vale do Rio Preto, configurando um evento relevante para a vigilância em saúde em território previamente classificado como silencioso para Doença de Chagas.
O achado ocorreu em dezembro de 2025, a partir da detecção de elevada infestação intradomiciliar, com presença de ninfas, evidenciando colonização ativa e risco potencial de transmissão. A confirmação taxonômica e parasitológica contou com apoio de instituições de referência, assegurando rigor técnico-científico.
A resposta municipal foi pautada na vigilância baseada em evidências, com adoção de medidas oportunas e custo-efetivas ainda na fase de suspeita, incluindo bloqueio vetorial, educação em saúde e monitoramento ativo. Após confirmação, houve ampliação das ações com investigação sorológica, qualificação das equipes e fortalecimento da vigilância territorial.
A iniciativa destaca-se pela inovação na tomada de decisão precoce, pela articulação intersetorial e pela capacidade de resposta em tempo oportuno, reforçando o protagonismo municipal no enfrentamento de doenças negligenciadas. Trata-se de uma prática sustentável, replicável e alinhada aos princípios do SUS
A ausência de registros prévios de triatomíneos infectados no município evidenciava uma lacuna na vigilância territorial, caracterizando uma possível área silenciosa para Doença de Chagas. A identificação de infestação intradomiciliar com colônias ativas expôs um risco epidemiológico relevante, exigindo resposta rápida, qualificação das ações e reorganização dos processos de trabalho. O evento evidenciou a necessidade de fortalecer a vigilância baseada em evidências, com atuação integrada, sensível ao território e capaz de antecipar riscos em cenários subnotificados
A prática resultou na confirmação do primeiro registro municipal de Triatoma vitticeps infectado por Trypanosoma cruzi, com eliminação do foco após intervenções oportunas e custo-efetivas. Observou-se impacto direto na ampliação da vigilância ativa, com aumento das notificações espontâneas e identificação de nova área com presença do vetor.
Houve fortalecimento da capacidade técnica local, integração entre vigilâncias e qualificação da resposta territorial. A investigação sorológica permitiu a detecção de caso reagente em monitoramento, ampliando a sensibilidade do sistema.
Como diferencial, destaca-se a inovação na antecipação das ações antes da confirmação laboratorial, reduzindo o tempo de resposta e potencializando o controle. A experiência gerou aprendizado institucional, fortalecimento da rede e potencial de replicabilidade em outros municípios com características semelhantes
Recomenda-se a adoção de abordagem proativa e territorializada na vigilância de triatomíneos, com início imediato de ações frente à suspeita, priorizando intervenções oportunas e custo-efetivas. É fundamental investir na educação permanente das equipes, na integração intersetorial e no fortalecimento do vínculo com a comunidade como estratégia de vigilância participativa.
Destaca-se a importância de parcerias com instituições de referência para qualificação técnica e validação de processos. A experiência demonstra que práticas sustentáveis, baseadas em evidências e com foco no território, são altamente replicáveis e capazes de fortalecer a resposta do SUS frente a agravos negligenciados, mesmo em contextos sem histórico prévio.
Rua Professora Maria Emilia Esteves, 617 - Centro, São José do Vale do Rio Preto - RJ, Brasil
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