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O Projeto Florescer é uma estratégia de cuidado integral às gestantes desenvolvida no município de Piumhi/MG, com foco na educação perinatal, humanização da assistência, fortalecimento da autonomia feminina e promoção de melhores desfechos maternos e neonatais.
A prática foi criada diante da necessidade de ampliar o acesso das gestantes a informações qualificadas sobre gestação, parto, puerpério e amamentação, além de reduzir medos, inseguranças e a cultura de excessivas intervenções obstétricas, especialmente as cesarianas sem indicação clínica.
Os encontros acontecem de forma contínua, em período noturno, favorecendo o acesso das mulheres e acompanhantes. O projeto utiliza metodologias participativas e práticas integrativas em saúde, incluindo rodas de conversa, grupo de WhatsApp para suporte contínuo, encontros com os pais, orientações sobre parto respeitoso, aleitamento materno e puerpério, além de atividades como dança circular, meditação, aromaterapia, ultrassom natural e Chá de Bênçãos.
O projeto também valoriza a construção de experiências positivas de parto e nascimento por meio do fortalecimento do ambiente acolhedor, silencioso e respeitoso durante o trabalho de parto. A assistência desenvolvida prioriza o respeito ao tempo fisiológico do nascimento, a redução de estímulos excessivos e o acompanhamento da mulher desde o início do trabalho de parto, incluindo suporte inicial no ambiente domiciliar sempre que possível.
Além das rodas de conversa e atividades educativas, o Projeto Florescer promove experiências de fortalecimento emocional e construção de vínculo materno-familiar, como Chá de Bênçãos, ultrassom natural, práticas de relaxamento, meditação e vivências coletivas que valorizam a gestação como processo de transformação física, emocional e social.
A prática integra educação em saúde, acolhimento emocional, fortalecimento de vínculos e assistência baseada em evidências científicas, promovendo maior protagonismo da mulher durante o ciclo gravídico-puerperal e fortalecendo a rede de cuidado materno-infantil do município.
O Projeto Florescer surgiu diante da necessidade de fortalecer ações de educação em saúde voltadas às gestantes do município, considerando o aumento das cesarianas, o medo do parto normal, a desinformação sobre o processo fisiológico do nascimento e a carência de espaços de acolhimento emocional durante a gestação.
Observava-se que muitas mulheres chegavam ao final da gravidez inseguras, com pouca autonomia sobre as decisões relacionadas ao parto, sem acesso adequado a informações baseadas em evidências científicas e frequentemente expostas à cultura de excessivas intervenções obstétricas. Também havia baixa participação dos acompanhantes no pré-natal e ausência de estratégias coletivas que integrassem cuidado emocional, práticas integrativas e fortalecimento do vínculo com a equipe de saúde.
Diante desse cenário, o projeto foi desenvolvido como estratégia de humanização do cuidado, incentivo ao protagonismo feminino, fortalecimento da assistência pré-natal e promoção de experiências positivas de gestação, parto e nascimento. Além disso, identificou-se a necessidade de ampliar ações de promoção da saúde materna e fortalecimento da rede de apoio às gestantes no município.
A prática proporcionou fortalecimento do vínculo entre gestantes e equipe multiprofissional, ampliação do acesso à informação qualificada e maior participação ativa das mulheres no processo gestacional, parto e puerpério.
Entre os resultados observados, destaca-se elevada adesão das gestantes às atividades propostas, maior participação dos acompanhantes no pré-natal e no parto, fortalecimento do cuidado humanizado e ampliação da autonomia feminina nas decisões relacionadas ao nascimento.
A experiência também contribuiu para desfechos obstétricos e neonatais positivos em um grupo acompanhado longitudinalmente durante o ano de 2025, incluindo elevada taxa de partos vaginais, redução de intervenções desnecessárias e fortalecimento da assistência baseada em evidências científicas.
No período de janeiro a dezembro de 2025, entre 47 gestantes acompanhadas, observou-se aproximadamente 91,5% de partos vaginais e 8,5% de cesarianas, incluindo experiências positivas de VBAC (parto vaginal após cesariana). Não foram registradas episiotomias entre as mulheres acompanhadas no grupo analisado, nem desfechos neonatais graves relacionados à assistência ao parto.
Também foram observados fortalecimento do vínculo materno com o bebê, incentivo ao aleitamento materno exclusivo, maior segurança emocional das gestantes durante o trabalho de parto e maior construção de rede de apoio familiar ao longo da gestação e do puerpério.
Observou-se ainda maior confiança das mulheres no processo fisiológico do parto, fortalecimento emocional durante o trabalho de parto e melhor preparo dos acompanhantes para participação ativa no nascimento. O acompanhamento contínuo e o incentivo à permanência da mulher em ambiente acolhedor e silencioso durante o início do trabalho de parto contribuíram para experiências mais positivas e redução de intervenções desnecessárias.
As práticas integrativas e vivências coletivas, como Chá de Bênçãos, ultrassom natural e rodas de apoio entre gestantes, fortaleceram vínculos, ampliaram a rede de apoio materna e favoreceram o protagonismo feminino ao longo da gestação e do parto.
Os resultados reforçam a importância da educação perinatal, do acolhimento contínuo e das práticas integrativas como estratégias capazes de transformar a experiência da gestação e promover melhores desfechos maternos e neonatais.
A implementação de práticas semelhantes requer compromisso com a humanização da assistência, fortalecimento da atenção primária e valorização da educação perinatal como estratégia de promoção da saúde materno-infantil. Experiências como o Projeto Florescer demonstram que ações coletivas, acessíveis e baseadas em evidências científicas podem contribuir significativamente para redução de intervenções desnecessárias, fortalecimento da autonomia feminina e promoção de experiências positivas de parto e nascimento.
Recomenda-se que os municípios invistam na criação de grupos de gestantes contínuos, com participação multiprofissional, inclusão dos acompanhantes e utilização de metodologias participativas e práticas integrativas em saúde. Estratégias simples, de baixo custo e alto impacto, como rodas de conversa, grupos de apoio, educação em saúde e fortalecimento de vínculo entre equipe e usuárias, podem transformar indicadores maternos e neonatais, além de ampliar a confiança das mulheres no processo fisiológico do parto.
Também se recomenda a valorização de estratégias que fortaleçam o cuidado emocional e a fisiologia do nascimento, incluindo ambientes acolhedores, redução de estímulos excessivos durante o trabalho de parto, participação ativa da família e acompanhamento contínuo da gestante desde o início do processo de parto. Experiências que utilizam práticas integrativas, vivências coletivas e fortalecimento de vínculos demonstram potencial para transformar a experiência do nascimento e reduzir intervenções obstétricas desnecessárias.
A experiência reforça ainda a importância do protagonismo da enfermagem obstétrica na promoção do parto respeitoso, da assistência baseada em evidências científicas e da construção de redes de cuidado mais acolhedoras, humanizadas e resolutivas dentro do SUS.
Rua Doutor José Poppe, Piumhi - MG, Brasil
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