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O uso contínuo de medicamentos psicotrópicos no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS) exige ações coordenadas de cuidado e vigilância, visando à segurança do paciente, ao uso racional dos fármacos e à efetividade terapêutica. No município de Baía da Traição, observa-se crescente demanda por medicamentos psicotrópicos, tanto por parte da população usuária do SUS quanto entre trabalhadores adoecidos.
Esse cenário impõe a necessidade de uma estratégia organizada de acompanhamento clínico, dispensação e adesão terapêutica.
A presente proposta tem por finalidade a criação de um Grupo de Acompanhamento de Usuários e Trabalhadores em Uso de Psicofármacos, articulando intervenções clínicas, farmacêuticas e psicossociais para cuidado integral e redução de intercorrências.O objetivo geral é Implementar um modelo de cuidado integral e contínuo para usuários e trabalhadores em uso de medicamentos psicotrópicos, com ênfase na adesão terapêutica, uso racional de medicamentos e promoção da saúde mental. E como objetivos Específicos temos : Garantir o acompanhamento clínico e terapêutico regular dos usuários em uso de psicofármacos;
Monitorar a dispensação e o uso dos medicamentos, evitando desperdícios e descontinuidade; Integrar práticas terapêuticas complementares e ações de grupo ao tratamento medicamentoso; Favorecer a escuta qualificada e a responsabilização compartilhada pelo cuidado; Criar um sistema de registro individual por meio de cartão de acompanhamento e caderneta de saúde mental; Identificar a prevalência de uso dos diferentes psicofármacos entre os usuários acompanhados, subsidiando a gestão da assistência farmacêutica no município. Estudo observacional do tipo Coorte Prospectiva, com acompanhamento de usuários e trabalhadores em uso contínuo de psicotrópicos por seis meses, registrando adesão, comparecimento, uso regular da medicação e prevalência dos fármacos.
No município de Baía da Traição, observava-se um número crescente de usuários em uso de psicofármacos sem acompanhamento sistemático pela equipe de saúde, associado à baixa adesão ao tratamento não medicamentoso e fragilidade no vínculo com os serviços da Atenção Primária. Além disso, havia dificuldades no monitoramento do uso correto das medicações, presença de faltas frequentes nas consultas e ausência de estratégias organizadas de cuidado coletivo em saúde mental. Diante desse cenário, identificou-se a necessidade de estruturar um grupo de acompanhamento que promovesse o cuidado contínuo, fortalecesse o vínculo dos usuários com a equipe e incentivasse a adesão ao tratamento de forma integral.
Observou-se alta adesão dos usuários aos grupos de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS)e funcionais, além do fortalecimento do controle e acompanhamento dos usuários em uso de psicofármacos. A implantação de instrumentos de monitoramento possibilitou o rastreio dos usuários, maior organização da dispensação de medicamentos e qualificação do controle para a gestão, contribuindo para a continuidade do cuidado e melhor tomada de decisão pela equipe.
É fundamental implantar instrumentos simples de registro e monitoramento dos usuários, como planilhas ou fichas de acompanhamento, que permitam o controle das dispensações, identificação de faltosos e acompanhamento da adesão ao tratamento. Além disso, destaca-se a importância de associar a dispensação medicamentosa à participação em grupos terapêuticos, como as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), fortalecendo o vínculo e o cuidado integral. O envolvimento da equipe multiprofissional e o acompanhamento contínuo pela gestão são essenciais para garantir a efetividade e sustentabilidade da prática.
Baía da Traição, PB, Brasil
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