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Processo de Descentralização de Salas de Vacinas: um Relato de Experiência

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Atualmente, as ações de imunização são uma das principais preocupações da saúde pública nos municípios, devido a inúmeros fatores, tais como: baixas coberturas vacinais, baixa adesão as campanhas de prevenção e imunização, aumento das notícias popularmente denominadas “fake News”, o fortalecimento dos movimentos antivacinas e ressurgimento de doenças imunopreveníveis e retorno de doenças já erradicadas. A Atenção Primária é considerada como a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), dada a sua importância e a necessidade de ampliação do acesso da população à saúde, é fundamental o desenvolvimento de estratégias para o fortalecimento da Atenção Básica, através da diversificação e descentralização dos serviços ofertados e melhoria dos serviços já disponíveis. Objetivo: descrever o percurso metodológico desenvolvido para efetivar a descentralização das salas de vacinas em um município do Sul de Minas, percurso de aproximadamente oito meses. Método: Trata-se de apresentação descritiva de uma experiência desenvolvido em um município do Sul de Minas Gerais, Brasil, em 2023, no processo de implantação de novas salas de vacina e descentralização das estratégias vacinais, como melhoria da acessibilidade as vacinas pela população. Resultados esperados: Importante ressaltar que, o projeto ainda está em execução e já é possível observar resultados positivos. Contudo, espera-se que as estratégias sejam imprescindíveis para a melhoria dos indicadores de imunização, bem como a avaliação do impacto destas ações específicas, executadas com o intuito de minimizar a ocorrência das doenças imunopreveníveis. Considerações finais: Durante as fases, observou-se grande participação do público-alvo e alterações significativas das estratégias de imunização. Dentre os pontos relevantes das atividades realizadas, destaca-se a possibilidade de maior acolhimento e de vínculo com a população. Para alcançar as metas propostas as estratégias vão além da ampliação da estrutura física e dos investimentos em móveis, a principal estratégia para ter êxito nessa experiencia foi investir no capital humano empoderamento os profissionais de saúde dos departamentos sobre a Importância do PNI (Programa Nacional de Imunização ) e também de serem formadores de opinião e mobilizadores sociais sobre a adesão as vacinas ofertadas pelo Sistema Único de Saúde.

Atualmente, as ações de imunização são uma das principais preocupações da saúde pública nos municípios, devido a inúmeros fatores, tais como: baixas coberturas vacinais, baixa adesão as campanhas de prevenção e imunização, aumento das notícias popularmente denominadas “fake News”, o fortalecimento dos movimentos antivacinas e ressurgimento de doenças imunopreveníveis e retorno de doenças já erradicadas. A Atenção Primária é considerada como a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), dada a sua importância e a necessidade de ampliação do acesso da população à saúde, é fundamental o desenvolvimento de estratégias para o fortalecimento da Atenção Básica, através da diversificação e descentralização dos serviços ofertados e melhoria dos serviços já disponíveis. A centralização das salas de vacinas em apenas uma unidade de saúde no território municipal, não favorece a garantia a saúde de grande parte dos munícipes, além de dificultar o acesso da população, por não considerar as barreiras de acesso, barreiras territoriais/geográficas e disparidades na saúde. Além disso, várias ações de imunização não eram desempenhadas conforme recomendadas pelo Programa Nacional de Imunização (PNI), incipiência nos processos de trabalho e alimentação dos sistemas de informações (SIPNI-web, movimentação de imunobiológicos, baixas no estoque de imunobiológicos e insumos estratégicos), etc.

Para garantir o êxito das ações do Programa Nacional de Imunização (PNI), em busca da construção de serviços mais justos e equânime, com o intuito de buscar transformação da realidade local, favorecendo a melhoria dos níveis de saúde da população, e também, o fortalecimento das potencialidades do território, como espaço de desenvolvimento do planejamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Como uma das iniciativas que visam favorecer o aumento das coberturas vacinais, a Secretaria Municipal de Saúde após identificar a centralização da sala de vacina, como um dificultador para as ações de imunização, elaborou um plano de ação para fortalecimento das ações de imunização no território e iniciou sua execução. A metodologia foi desenvolvida e descritas em fases: FASE I – Levantamento e planejamento de todos os itens/materiais necessários para abertura de novas salas de vacinas, como, câmaras de armazenamento dos imunobiológicos, ar-condicionados, computadores, mobiliários, fichários, aquisição do vacimóvel (veículo específico para execuções de estratégias vacinais para atingir a população da zona rural, entre outros. FASE II – realizado processo licitatório e aquisição dos materiais necessários; FASE III – Iniciado separação dos cartões espelhos da população, conforme relação extraída do sistema de informação local – SIDIM, com base na relação de cidadão cadastrados nas unidades de saúde. Como continha apenas um arquivo geral, foi necessário separar os fichários por unidade de saúde, foi realizado fichário rotativo das crianças menores de dois anos e outro fichário rotativo para crianças menores de quatro anos. Bem como, fichário dos adolescentes, adultos/população geral. Foi um grande desafio, que utilizou um período de dois meses e empenho de toda a equipe de saúde da referida unidade central. FASE IV- Foi ofertado treinamento para os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) sobre averiguação de situação vacinal, busca ativa de crianças faltosas e fornecimento de instrumentos norteadores que facilitaram os registros das informações pelos ACS. FASE V – Treinamento sobre aplicação de vacinas, especialmente, a vacina contra BCG em recém-nascidos. Esse treinamento foi ofertado pela SRS Varginha em parceria com um município vizinho, compreendido em duas etapas. A primeira com abordagem teórica ministrada pela referência em imunização da SRS e a segunda etapa, ministrado treinamento prático com supervisão de enfermeiros que são referências técnicas do município vizinho parceiro. FASE VI – Realizado treinamento para utilização do prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), o sistema de informação do Ministério da Saúde, para garantir o lançamento adequado dos imunobiológicos administrados. Por reconhecer a importância da gestão da informação, desde o processo de coleta e processamento de dados até a análise e interpretação dos dados processados, e também, a divulgação das informações, que fatores imprescindíveis para melhorar a qualidade no atendimento à população, por permitir a avaliação das ações de saúde desenvolvidas e monitoramento dos indicadores. FASE VII- englobou a realização do “I Seminário Municipal de Imunização”, em parceria com a SRS Varginha, Fundação Ezequiel Dias (FUNED- BH) e Prefeitura de Belo Horizonte, que gentilmente, disponibilizaram profissionais com vasta experiência na área de epidemiologia e imunização para palestrarem no evento. O seminário ocorreu nos dias 18 e 19 de abril de 2023, tendo como público alvo todos os profissionais de saúde do setor público municipal e profissionais referências em Epidemiologia e Imunização da Microrregião de Saúde de Três Pontas, composta por mais outros quatros municípios. O seminário teve como objetivo a conscientização da importância da vacinação e o manejo dos imunobiológicos. O êxito do Programa Nacional de Imunização (PNI) está relacionado à segurança e eficácia dos imunobiológicos, bem como o cumprimento das recomendações específicas de conservação, manipulação, administração, acompanhamento pós-vacinal, dentre outras, pela equipe de enfermagem. FASE VIII – Concomitante vem ocorrendo a organização do processo de trabalho, definição de fluxos assistenciais e definição da composição das equipes treinadas/capacitadas para trabalhar nas novas salas de vacinação habilitadas das unidades de saúde; FASE IX – A inauguração de duas salas de vacinação, com previsão para término no mês de Maio de 2023; e o monitoramento das estratégias.

O fortalecimento da Vigilância em Saúde e Atenção Primária é de suma importância para aumentar as coberturas vacinais nos municípios a medida que a população vai recebendo as vacinas, diminuímos a incidência de determinada doença e observa-se melhoras nos determinantes e condicionantes de saúde, promovendo as ações de promoção e proteção da saúde da população. Para alcançar as metas propostas as estratégias vão além da ampliação da estrutura física e dos investimentos em móveis, a principal estratégia para ter êxito nessa experiencia foi investir no capital humano e empoderamento dos profissionais de saúde que atuam nos departamentos, sobre a Importância do PNI( Plano Nacional de Imunização ) e também de serem formadores de opinião e mobilizadores sociais sobre a adesão as vacinas ofertadas pelo Sistema Único de Saúde.

Principal

Viviane Graciele da Silva

Coautores

Rafaela Gama Reis Marques

A prática foi aplicada em

Região

Instituição

Endereço

Uma organização do tipo

Instituição Privada

Foi cadastrada por

Conta vinculada

ideiasus@gmail.com

A prática foi cadastrada em

23 dez 2023

e atualizada em

23 dez 2023

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos

Palavras-chave

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