Operação Quintal Nota 10:tecnologia social e afeto no controle de arboviroses em Paracuru (CE)

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Nilene Silva Morais

Nina Flor

Nina Flor Freire de Sousa

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1. Contextualização
Esta experiência detalha uma estratégia intersetorial de combate ao Aedes aegypti no bairro Parque dos Coqueiros, em Paracuru-CE. A iniciativa nasceu da necessidade urgente de romper com a “fadiga da comunidade” frente aos métodos tradicionais de inspeção. Ao observar que o modelo puramente fiscalizatório apresentava sinais de esgotamento, promovemos uma virada de paradigma: transitar da “cultura da punição” para a “cultura da valorização”.

Unificamos o trabalho de campo das Agentes de Combate às Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS) em uma dinâmica de “limpeza premiada”, substituindo a notificação pelo incentivo. O diferencial tecnológico consistiu na certificação dos moradores com mudas de plantas equipadas com QR Codes (Saúde Digital/mHealth), permitindo acesso a áudios personalizados das agentes com orientações de cuidado. A iniciativa converteu o antigo medo da multa em orgulho comunitário e corresponsabilidade territorial.

2. Justificativa
O enfrentamento às arboviroses frequentemente encontra barreiras na resistência dos moradores e no distanciamento entre o poder público e a população. A alta taxa de recusa de acesso aos domicílios (55%) no cenário pré-intervenção evidenciava que a abordagem fiscalizatória era ineficaz para promover a mudança de comportamento sustentável. A experiência justifica-se, portanto, pela necessidade de inovação na saúde pública através de tecnologias leves-duras e da humanização do atendimento, transformando o munícipe de alvo de fiscalização em protagonista do cuidado ambiental.
3. Objetivos
Geral
Reduzir o Índice de Infestação Predial (IIP) de arboviroses através de uma estratégia de mobilização social baseada em incentivos biológicos e ferramentas de Saúde Digital.

Específicos
Erradicação: Eliminar criadouros em 100% dos imóveis da área piloto, substituindo a fiscalização punitiva pela valorização do cidadão.

Intersetorialidade: Consolidar a parceria entre as Secretarias de Saúde e Meio Ambiente via logística de arborização urbana.

Vínculo e Tecnologia: Fortalecer a relação entre profissionais e munícipes através de QR Codes, humanizando o atendimento e fomentando a vigilância participativa.

Esta experiência detalha uma estratégia intersetorial de combate ao Aedes aegypti no bairro Parque dos Coqueiros, em Paracuru-CE, nascida da necessidade de romper com a fadiga da comunidade frente aos métodos tradicionais de inspeção. Ao observarmos que o modelo meramente fiscalizatório apresentava sinais de esgotamento, promovemos uma virada de paradigma: transitar da “cultura da punição” para a “cultura da valorização”. Unificamos o trabalho de campo das agentes (ACE e ACS) em uma dinâmica de “limpeza premiada”, substituindo a notificação pelo incentivo. O diferencial tecnológico foi a certificação dos moradores com mudas de plantas equipadas com QR Codes (Saúde Digital/mHealth), permitindo acesso a áudios personalizados das agentes com orientações de cuidado. A iniciativa converteu o antigo medo da multa em orgulho comunitário e corresponsabilidade territorial.

Objetivos

Geral: Reduzir o Índice de Infestação Predial (IIP) de arboviroses através de uma estratégia de mobilização social baseada em incentivos biológicos e ferramentas de Saúde Digital. Específicos: Erradicar criadouros em 100% dos imóveis da área piloto, substituindo a fiscalização punitiva pela valorização do cidadão. Consolidar a intersetorialidade entre as Secretarias de Saúde e Meio Ambiente via logística de arborização urbana. Fortalecer o vínculo entre profissionais e munícipes através de tecnologias leves-duras (QR Codes), humanizando o atendimento e fomentando a vigilância participativa.

Metodologia

A operacionalização estruturou-se em: Mapeamento e Diagnóstico: Visitas integradas (ACE/ACS) para identificação de riscos em 28 imóveis piloto. Mobilização e Autonomia: Estabelecimento de sete dias para limpeza voluntária pelos moradores, sob a lógica da certificação por mérito. Certificação Digital e Afetiva: Entrega de mudas certificadas com QR Codes. Ao escanear o código, o morador acessava áudios das agentes da microárea com orientações educativas. Recursos e Parcerias: Utilizou-se parceria estratégica com a Secretaria de Meio Ambiente (doação de mudas) e ferramentas de baixo custo (aplicativos de áudio e geradores de QR Code) para gamificação do processo de vigilância. A utilização da voz da agente da própria microárea no QR Code serviu como um elemento de fortalecimento do vínculo e proximidade, rompendo a frieza dos alertas genéricos de saúde pública.

Resultados

Os principais indicadores e resultados alcançados foram: Indicador de Infestação: Erradicação física de criadouros em 100% dos 28 imóveis monitorados Indicador de Adesão: 100% de aceitação da tecnologia digital (QR Code) pelos moradores participantes. Impacto Social: Fortalecimento do vínculo assistencial e aumento da confiança no serviço público Impacto Gerencial: Consolidação da intersetorialidade, provando a viabilidade de ações de baixo custo, alta resolutividade e grande potencial de replicabilidade. Antes da estratégia, a recusa de entrada nos domicílios era de 55%. Com o ‘Quintal Nota … coloque: Descrição

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Descrição da Experiência: Quintal Nota 10
1. Contextualização
Esta experiência detalha uma estratégia intersetorial de combate ao Aedes aegypti no bairro Parque dos Coqueiros, em Paracuru-CE. A iniciativa nasceu da necessidade urgente de romper com a “fadiga da comunidade” frente aos métodos tradicionais de inspeção. Ao observar que o modelo puramente fiscalizatório apresentava sinais de esgotamento, promovemos uma virada de paradigma: transitar da “cultura da punição” para a “cultura da valorização”.

Unificamos o trabalho de campo das Agentes de Combate às Endemias (ACE) e Agentes Comunitários de Saúde (ACS) em uma dinâmica de “limpeza premiada”, substituindo a notificação pelo incentivo. O diferencial tecnológico consistiu na certificação dos moradores com mudas de plantas equipadas com QR Codes (Saúde Digital/mHealth), permitindo acesso a áudios personalizados das agentes com orientações de cuidado. A iniciativa converteu o antigo medo da multa em orgulho comunitário e corresponsabilidade territorial.

2. Justificativa
O enfrentamento às arboviroses frequentemente encontra barreiras na resistência dos moradores e no distanciamento entre o poder público e a população. A alta taxa de recusa de acesso aos domicílios (55%) no cenário pré-intervenção evidenciava que a abordagem fiscalizatória era ineficaz para promover a mudança de comportamento sustentável. A experiência justifica-se, portanto, pela necessidade de inovação na saúde pública através de tecnologias leves-duras e da humanização do atendimento, transformando o munícipe de alvo de fiscalização em protagonista do cuidado ambiental.

3. Objetivos
Geral
Reduzir o Índice de Infestação Predial (IIP) de arboviroses através de uma estratégia de mobilização social baseada em incentivos biológicos e ferramentas de Saúde Digital.

Específicos
Erradicação: Eliminar criadouros em 100% dos imóveis da área piloto, substituindo a fiscalização punitiva pela valorização do cidadão.

Intersetorialidade: Consolidar a parceria entre as Secretarias de Saúde e Meio Ambiente via logística de arborização urbana.

Vínculo e Tecnologia: Fortalecer a relação entre profissionais e munícipes através de QR Codes, humanizando o atendimento e fomentando a vigilância participativa.

4. Implementação e Desenvolvimento
Metodologia Operacional
A execução da estratégia foi dividida em quatro eixos fundamentais:

Mapeamento e Diagnóstico: Visitas integradas (ACE/ACS) para identificação de riscos em 28 imóveis selecionados como piloto.

Mobilização e Autonomia: Estabelecimento de um cronograma de sete dias para limpeza voluntária pelos moradores, operando sob a lógica da certificação por mérito.

Certificação Digital e Afetiva: Entrega de mudas certificadas com QR Codes. Ao escanear o código, o morador acessava áudios das agentes da sua própria microárea com orientações educativas específicas.

Recursos e Parcerias: Aproveitamento de recursos de baixo custo (aplicativos de áudio e geradores de QR Code) e parcerias estratégicas com a Secretaria de Meio Ambiente para a viabilização das mudas. A utilização da voz da agente como elemento de mediação rompeu a frieza dos alertas genéricos de saúde pública.

O problema central que motivou esta experiência foi o esgotamento do modelo tradicional de vigilância em saúde, pautado essencialmente na fiscalização punitiva e na notificação de irregularidades. No bairro Parque dos Coqueiros, em Paracuru-CE, observou-se uma “fadiga comunitária” manifestada por uma alarmante taxa de 55% de recusa de acesso aos domicílios por parte dos moradores. Essa barreira impedia a eficácia do combate ao Aedes aegypti, uma vez que a relação entre o serviço público e a população estava alicerçada no medo da multa e no distanciamento institucional. Identificamos, portanto, uma oportunidade crítica de aperfeiçoamento: transitar de uma postura fiscalizatória para uma lógica de valorização e corresponsabilidade, utilizando a tecnologia para humanizar o vínculo assistencial e transformar o munícipe de alvo de sanção em um agente ativo na promoção do cuidado ambiental e territorial.

A implementação da estratégia Quintal Nota 10 gerou impactos quantitativos e qualitativos expressivos:
Indicador de Infestação: Erradicação física de criadouros em 100% dos 28 imóveis monitorados.
Indicador de Adesão: 100% de aceitação da tecnologia digital pelos moradores.
Impacto no Acesso: Redução drástica da recusa de entrada domiciliar, superando o índice anterior de 55% de negativa.
Impacto Social e Gerencial: Fortalecimento do vínculo assistencial, aumento da confiança no serviço público e demonstração da viabilidade de ações de baixo custo, alta resolutividade e grande potencial de replicabilidade em outros territórios.

Para implementar com sucesso uma estratégia similar, os autores recomendam focar na construção de pontes em vez de muros. A primeira orientação é realizar um diagnóstico preciso da realidade local, garantindo que a equipe (ACS e ACE) esteja integrada e sinta-se valorizada como protagonista do processo. A tecnologia não deve ser o centro, mas um facilitador do afeto: utilize ferramentas de baixo custo, como QR Codes, apenas para potencializar o vínculo humano já existente. É fundamental investir na escuta ativa do morador para entender suas resistências antes de propor soluções, priorizando o incentivo positivo e a educação ambiental em detrimento da punição. Por fim, cultive parcerias intersetoriais reais, especialmente com o Meio Ambiente ou Agricultura, pois a entrega de um benefício concreto, como uma muda de planta funciona como um poderoso catalisador de confiança e engajamento comunitário.
A chave da replicabilidade reside na simplicidade, na proximidade e na capacidade de transformar a vigilância em um ato de cuidado compartilhado.

autor Principal

Nilene Silva Morais

Nilenemorais@gmail.com

Agente de Endemias

Coautores

Nina Flor Freire de Sousa,Fernando Pimentel

A prática foi aplicada em

Paracuru

Ceará

Nordeste

Esta prática está vinculada a

Rua Daniel Leite - Paracuru, CE, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Nina Flor Freire de Sousa

Conta vinculada

15 jun 2026

CADASTRO

15 jun 2026

ATUALIZAÇÃO

01 mar 2026

inicio

04 mar 2026

fim

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos