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A experiência foi desenvolvida no município de Irecê – Bahia, em uma instituição pública de ensino médio e técnico, durante a 1ª Semana do Orgulho LGBTQIA+. O território caracteriza-se pela presença de jovens em diferentes contextos de vulnerabilidade social, com possíveis barreiras de acesso aos serviços de saúde e à informação qualificada sobre infecções sexualmente transmissíveis (IST). A ação foi realizada por meio da unidade móvel do CTA/SAE, inserida no ambiente escolar, promovendo a articulação intersetorial entre saúde e educação. O contexto envolveu diversidade de gênero, orientação sexual, raça/cor e condições socioeconômicas, demandando estratégias inclusivas, acessíveis e culturalmente adequadas para ampliar o acesso à prevenção combinada.
Objetivo geral
Ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e às estratégias de prevenção combinada das IST entre jovens estudantes em ambiente escolar.
Objetivos específicos
• Descentralizar a oferta de testagem rápida.
• Promover educação em saúde.
• Estimular a adesão às ações de prevenção.
• Reduzir barreiras de acesso aos serviços de saúde.
• Fortalecer a vinculação ao CTA/SAE, incluindo o acesso à Profilaxia Pré-Exposição (PrEP).
Justificativa
A necessidade de ampliar o acesso dos jovens à prevenção e ao diagnóstico precoce das IST, associada às barreiras de acesso aos serviços de saúde, ao estigma e à desinformação sobre saúde sexual, justificou a realização da experiência. O ambiente escolar constitui um espaço estratégico para desenvolver ações educativas e aproximar os serviços de saúde da população jovem. Nesse sentido, a utilização da unidade móvel do CTA/SAE durante a 1ª Semana do Orgulho LGBTQIA+ possibilitou ofertar serviços de prevenção e testagem em um contexto de valorização da diversidade, promovendo acolhimento, equidade e acesso à informação qualificada.
Implementação e desenvolvimento da experiência
A ação foi realizada durante a 1ª Semana do Orgulho LGBTQIA+, por meio da unidade móvel do CTA/SAE, integrando saúde e educação com foco nos jovens estudantes. Foram ofertados testagem rápida para HIV, sífilis e hepatites B e C, aconselhamento pré e pós-teste, vacinação, distribuição de preservativos internos e externos, gel lubrificante e ações educativas em saúde.
As atividades foram organizadas em um fluxo acolhedor, com atendimento sigiloso e humanizado, adaptado à linguagem juvenil. Como estratégia inovadora, utilizou-se uma abordagem lúdica e culturalmente contextualizada, com incentivo simbólico por meio do “morango do amor” aos primeiros participantes que aderiram espontaneamente à testagem, além da distribuição de brindes, favorecendo o engajamento dos estudantes.
Foram consideradas as dimensões de gênero, orientação sexual, raça/cor, juventude e vulnerabilidade social, buscando promover um ambiente inclusivo e livre de discriminação. A experiência também estimulou o protagonismo juvenil por meio da participação dos estudantes nas atividades educativas e na mobilização interna.
Os participantes com resultados reagentes foram encaminhados ao CTA/SAE para continuidade do cuidado, avaliação e acompanhamento conforme os protocolos vigentes. Também foram fornecidas orientações sobre os serviços disponíveis, incluindo o acesso à PrEP, fortalecendo a articulação entre a instituição de ensino e a rede de atenção à saúde.
As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), incluindo HIV, sífilis e hepatites virais, permanecem como importante problema de saúde pública, especialmente entre populações jovens. Persistem desafios relacionados ao diagnóstico precoce, acesso aos serviços de saúde e adesão às estratégias de prevenção.
Observa-se baixa procura por testagem espontânea, influenciada por fatores como estigma, medo do resultado, desinformação e barreiras de acesso, sobretudo em serviços com horários convencionais. No contexto local, estudantes da rede pública apresentam baixa vinculação às ações de prevenção e cuidado contínuo, contribuindo para o subdiagnóstico e manutenção da cadeia de transmissão.
Além disso, fatores socioculturais dificultam o diálogo sobre sexualidade e prevenção no ambiente escolar, aumentando vulnerabilidades.
Diante desse cenário, tornou-se necessária a implementação de estratégias inovadoras, acessíveis e contextualizadas, capazes de promover o engajamento juvenil, ampliar o acesso à testagem e fortalecer a vinculação às estratégias de prevenção combinada, incluindo a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP).
A ação alcançou aproximadamente 500 jovens estudantes e participantes da comunidade escolar.
Foram realizados 164 testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C, contribuindo para o diagnóstico precoce. Foram distribuídos 720 preservativos e 200 géis lubrificantes.
Observou-se alta adesão às atividades educativas e aumento do interesse dos jovens por temas de saúde sexual.
Destaca-se o aumento da procura pelo CTA/SAE após a ação, especialmente para acesso à PrEP, evidenciando fortalecimento da vinculação ao serviço. Houve redução do estigma, maior aceitação da testagem no ambiente escolar e fortalecimento do vínculo com os serviços de saúde.
Recomenda-se estabelecer parceria prévia entre os serviços de saúde e a instituição de ensino, planejar o fluxo de atendimento, garantir equipe capacitada, insumos e estrutura para testagem rápida, vacinação e aconselhamento. É fundamental assegurar sigilo, acolhimento humanizado e respeito à diversidade, utilizando linguagem acessível e estratégias lúdicas que estimulem a participação juvenil. A experiência pode ser adaptada à realidade de cada território, considerando as necessidades dos jovens e fortalecendo a articulação entre saúde e educação.
Rua cruzeiro do sul, sn, Bairro são josé - Irecê Bahia
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