favor seguir as recomendações abaixo:
A Atenção Domiciliar no SUS enfrenta desafios relacionados à complexidade clínica e ao sofrimento emocional de pacientes em situação de vulnerabilidade, especialmente aqueles com doenças crônicas, neurológicas e em cuidados paliativos. Nesse contexto, observa-se elevada prevalência de sintomas como ansiedade, apatia, dor e isolamento social, além de sobrecarga emocional de familiares e cuidadores.
Diante dessa realidade, a equipe do Programa Melhor em Casa de Arraial do Cabo (RJ) identificou a necessidade de incorporar estratégias inovadoras de cuidado que ampliassem a dimensão humanizada da assistência.
Assim, foi implementada, em 2025, a musicoterapia como ferramenta complementar no cuidado domiciliar, integrada às visitas regulares da equipe multiprofissional. A iniciativa buscou promover bem-estar físico e emocional, fortalecer vínculos e qualificar o cuidado no território, transformando o ambiente domiciliar em espaço terapêutico mais acolhedor e significativo.
Implementar a musicoterapia como estratégia de cuidado humanizado no Programa Melhor em Casa, visando à melhoria do bem-estar físico, emocional e social dos pacientes, familiares e cuidadores.
Objetivos específicos: promover redução de sintomas como ansiedade, dor e agitação, estimular a interação social e cognitiva dos pacientes, fortalecer o vínculo entre equipe, usuários e familiares, ampliar a participação dos cuidadores no processo terapêutico, qualificar o cuidado domiciliar por meio de abordagem integrativa e contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos usuários assistidos.
A implementação da musicoterapia no cuidado domiciliar demonstrou impacto positivo nos aspectos emocionais, comportamentais e relacionais dos pacientes e cuidadores.
Observou-se que 85% dos pacientes apresentaram melhora no humor e maior interação durante e após as sessões musicais, enquanto 70% relataram redução de sintomas como agitação, dor e ansiedade. Entre os cuidadores, 70% referiram alívio emocional e melhora do ambiente domiciliar.
Destaca-se a participação ativa de familiares em 100% das sessões, fortalecendo o cuidado compartilhado e o vínculo com a equipe.
A estratégia também favoreceu a abordagem de temas sensíveis, como luto e sofrimento emocional, ampliando a escuta qualificada e o acolhimento. Além disso, houve aumento da motivação da equipe multiprofissional e incorporação da música como ferramenta transversal no cuidado.
A experiência contribuiu para a humanização da assistência, melhoria da qualidade de vida e fortalecimento do vínculo entre serviço, usuários e comunidade.
Um aspecto relevante refere-se à avaliação prévia e contínua dos indivíduos, considerando suas características físicas, emocionais, cognitivas e culturais, a fim de promover intervenções personalizadas e eficazes. O uso de recursos musicais deve ser diversificado, incluindo instrumentos acessíveis, a voz e a improvisação, estimulando a participação ativa e a expressão individual. A necessidade de um ambiente acolhedor e seguro, que favoreça a livre expressão e o desenvolvimento do vínculo terapêutico. A prática deve ser constantemente avaliada e ajustada, com base na observação dos resultados e no feedback dos participantes.
Av. Gov. Leonel de Moura Brizola - Praia dos Anjos, Arraial do Cabo - RJ, Brasil
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