favor seguir as recomendações abaixo:
São Gonçalo iniciou um processo intenso de mapeamento e reterritorialização das equipes de Saúde da Família (eSF) em 2024, com a intenção de reorganizar os territórios de cobertura dessas equipes, identificar os territórios ainda desassistidos e qualificar o cuidado em saúde nos territórios e comunidades. Esta organização tem permitido o melhor dimensionamento da necessidade de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e eSF para a cobertura de 100% do território municipal, auxiliando na redistribuição das atividades entre os profissionais e no apoio à gestão.
O mapeamento, a territorialização e o cadastramento da população são atividades essencialmente inerentes ao trabalho das eSF, realizadas pelos ACS e coordenadas pelos enfermeiros da equipe e Coordenadores Regionais de APS. A territorialização se apresenta como uma ferramenta imprescindível no planejamento das políticas públicas de saúde e dos programas e ações ofertados pelas Unidades de Saúde de uma região. É uma atividade essencial para organização do trabalho das equipes e deve ser revisitado periodicamente, pois o território é vivo e dinâmico e as equipes devem conduzir esse processo, sempre que necessário.
A territorialização orienta o planejamento das ações, a adscrição da população e a coordenação do cuidado. Diante desse cenário, entre agosto de 2024 e junho de 2025, foi desenvolvida uma experiência de (re)territorialização envolvendo as equipes da APS, com foco na demarcação e validação das áreas de cobertura no município de São Gonçalo. A iniciativa teve como público-alvo as eSF, equipes de Atenção Primária (eAP), ACS e coordenações locais, sendo motivada pela necessidade de qualificar o planejamento em saúde e fortalecer a gestão da informação no território.
Objetivo geral:
Realizar o mapeamento, demarcação e validação dos territórios das equipes de Saúde da Família de São Gonçalo, para qualificar a organização da atenção e subsidiar o planejamento em saúde.
Objetivos específicos:
Oficializar os territórios adscritos das equipes junto aos profissionais;
Padronizar a exposição dos mapas nas unidades de saúde;
Identificar áreas descobertas e sobreposições de cobertura;
Subsidiar a ampliação da cobertura e a reorganização das equipes.
A experiência envolveu a validação de aproximadamente 1.400 microáreas, correspondentes a 208 eSF e 19 eAP. Foram realizadas ao menos uma visita em cada unidade de saúde, com 92 unidades visitadas ao longo do período apontado. As visitas às unidades possibilitaram a construção coletiva dos mapas e o fortalecimento do vínculo das equipes com seus territórios.
Foram identificadas áreas descobertas, 220 áreas sem a cobertura de ACS no momento e sobreposições na cobertura assistencial, evidenciando a necessidade de reorganização territorial em etapas posteriores. O processo também permitiu qualificar a análise dos cadastros nos sistemas de informação, reforçando a importância da atualização e fidedignidade dos dados.
Além disso, observou-se maior engajamento dos ACS e das equipes no reconhecimento do território como elemento central do processo de trabalho.
A experiência demonstrou que o mapeamento e a territorialização constituem estratégias essenciais para a organização da APS, permitindo maior conhecimento das singularidades territoriais, identificação de vulnerabilidades e qualificação do planejamento em saúde.
O processo contribuiu para dar visibilidade à territorialização na agenda municipal e fortalecer o papel da gestão da informação na tomada de decisão. Destaca-se, contudo, a necessidade de institucionalização, padronização e atualização periódica dos mapas das equipes, reconhecendo a territorialização como um processo contínuo, dinâmico e estratégico para a gestão e o cuidado em saúde.
Rodovia Niterói - Manilha, 100 - Boa Vista, São Gonçalo - RJ, Brasil
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