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A experiência foi desenvolvida no município de Parauapebas/PA, a partir da articulação entre o CRAS da Paz e as unidades de saúde do território, com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale e do CEDAPS, no âmbito do Programa Juntos pela Saúde (BNDES e IDIS), em implementação no período de 2022 a 2026.
A matriz intersetorial foi construída com o objetivo de promover ações de educação em saúde e cidadania, fortalecendo a integração entre saúde e assistência social diante de desafios relevantes no território, como gravidez na adolescência, mulheres vítimas de violência, população em situação de rua e uso de álcool e outras drogas. Ao longo do processo, foram realizadas ações comunitárias e educativas em diferentes espaços, como CRAS, escolas, UBS e comunidade, envolvendo adolescentes, mulheres, público intergeracional e população em geral. Entre as ações desenvolvidas, destacam-se atividades de prevenção à gravidez na adolescência nas escolas, ações de promoção do autocuidado e prevenção em saúde, atendimentos integrados com orientações sobre Cadastro Único, BPC, benefícios eventuais e carteira do idoso, além de momentos coletivos de capoterapia, dança, vacinação, educação alimentar e atendimentos multiprofissionais. A experiência evidenciou a importância da atuação intersetorial para ampliar o acesso da população aos serviços e fortalecer o cuidado integral no território.
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A experiência surgiu da necessidade de fortalecer a rede de proteção social e qualificar a resposta às demandas complexas do território, especialmente em temas como gravidez na adolescência, mulheres vítimas de violência, vulnerabilidade social, uso de álcool e outras drogas e dificuldade de acesso da população a serviços essenciais. Observou-se que muitas dessas demandas exigiam respostas articuladas entre saúde e assistência social, uma vez que o atendimento fragmentado limitava o cuidado integral e a efetividade das ações. Nesse contexto, a matriz intersetorial foi construída como uma oportunidade de aproximar os serviços, ampliar a comunicação entre as equipes, levar ações para os espaços de convivência da comunidade e promover intervenções mais preventivas, educativas e resolutivas, conectadas às necessidades reais da população.
A experiência contribuiu para o fortalecimento da intersetorialidade entre CRAS e UBS, ampliando o diálogo entre as equipes e possibilitando a realização de ações mais integradas no território. Entre os principais resultados percebidos, destacam-se a ampliação do acesso da população a atendimentos de saúde e assistência social, maior circulação de informações sobre direitos e serviços, fortalecimento dos vínculos com adolescentes, mulheres, idosos e famílias, além da melhoria na articulação entre os profissionais envolvidos. As ações educativas nas escolas favoreceram o debate qualificado sobre prevenção da gravidez na adolescência, com boa participação dos estudantes e maior aproximação entre serviços e juventude. Já as ações comunitárias e nas UBS contribuíram para facilitar o acesso a benefícios, orientações socioassistenciais, vacinação, acompanhamento em saúde e encaminhamentos necessários. Como resultado mais amplo, a experiência mostrou que o trabalho conjunto entre SUS e SUAS aumenta a capacidade de resposta da rede, fortalece a prevenção e produz cuidado mais integral, humanizado e próximo da realidade do território.
Para a implementação de práticas semelhantes, recomenda-se iniciar com o mapeamento das principais vulnerabilidades do território e promover reuniões de alinhamento entre CRAS, UBS e demais parceiros locais, de modo a pactuar prioridades, definir responsabilidades e organizar fluxos de trabalho. É importante investir em ações no território e em espaços onde o público já está presente, como escolas, igrejas, grupos comunitários e unidades de saúde, facilitando o acesso e ampliando a participação. Também é fundamental combinar atividades educativas, preventivas e assistenciais, para que a população encontre respostas mais completas em um mesmo processo de atendimento. Outra recomendação é manter comunicação constante entre as equipes e registrar as ações realizadas, para fortalecer a continuidade da articulação intersetorial. A experiência mostra que a intersetorialidade se consolida quando há planejamento compartilhado, compromisso institucional e foco nas necessidades concretas da população.
R. E, 481 - Cidade Nova, Parauapebas - PA, 68515-000, Brasil
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