Olá,

Visitante

Imunização e Rastreio Das Inconsistências Entre Os Sistemas E-Sus e Si-Pni: uMA Estratégia Eficiente para Aumento da Cobertura Vacinal em Arraial do Cabo

Categoria não especificada

Considerando a cobertura vacinal como um componente da extrema atenção de gestores, dirigentes e profissionais do SUS, no que tange a qualidade no processo de imunização municipal. Deve-se, portanto, ser um indicador fundamental para o controle e redução da morbimortalidade infantil produzida por condições imunopreveníveis. Como questões norteadoras colocaram em foco: A vigilância da Cobertura Vacinal pode instrumentalizar a equipe do Programa municipal de imunização (PMI) quanto as ações necessárias para o aumento dos percentuais de cobertura e, sobretudo, do controle de doenças imunopreveníveis? E ainda, a baixa cobertura vacinal nos últimos cinco anos pode estar relacionada à necessidade da avaliação da forma de registro das informações da vacinação nas salas de vacina de Arraial do Cabo- RJ? Por isso, nosso Objetivo geral foi elaborar modelo de rastreio sistemático das incompatibilidades entre os sistemas e-SUS AB e SIPNI para aumentar a eficiência de migração dos dados referentes à imunização implementando um fluxo de informação e interação eficientes entre coordenações da APS, salas de vacina (ESFs) e a coordenação de imunização. Há, portanto, uma justificativa de uma proposição de um modelo de rastreio sistemático das inconsistências dos sistemas de informação vigentes na alimentação das informações em imunização. Na primeira etapa foi implantada a ficha de cartão espelho individualizado e os dados digitados na planilha compartilhada no Google apps permitindo a atualização constante e monitoramentos das vacinados. Na segunda etapa, realizamos um levantamentos das crianças nascidas no segundo semestre de 2022 e até março de 2023, através da DNV e dos dados de vacinação da BCG e Hepatite b em < de 30 dias para controle da cobertura vacinal em menores de um ano. A terceira etapa destinou-se a necessidade de reorganização dos serviços de saúde, apontando para uma lógica da organização e de funcionamento do serviço e da humanização do atendimento Por último. É de fundamental importância levantamos os fatores que interferem na migração dos dados vacinais do e-SUS para o SI-PNI. Foram catalogadas e descritas as ações integradas entre os setores de Imunização e APS para o rastreio das inconsistências entre os sistemas eSUS e SI-PNI. Além da avaliação dos erros de digitação foi realizado capacitação com as equipes das ESF e do setor de digitação municipal apresentando os apontamentos na forma ideal de digitação para atingirmos a qualidade dos registros vacinais e eficiente migração para o SI-PNI. Como resultados tiveram avanços na nossa cobertura e nesses três meses do ano vigente foi possível evidenciar que muitos de nossos indicadores melhoraram consideravelmente e estamos na busca da melhoria do alcance das metas vacinais. Outro resultado fundamental foi a elaboração de um passo a passo do modelo de atuação para melhoria da migração dos registros vacinais do e-SUS para SI-PNI que possa auxiliar outros gestores nessa busca pela excelência de cobertura vacinal.

A vigilância da Cobertura Vacinal pode instrumentalizar a equipe do Programa municipal de imunização (PMI) quanto ações necessárias para o aumento dos percentuais de cobertura e portanto, do controle de doenças imunopreveníveis?  A baixa cobertura vacinal nos últimos cinco anos pode estar relacionada à necessidade da avaliação da forma de registro das informações da vacinação nas salas de vacina de Arraial do Cabo- RJ?

Ação 1- Implementação do cartão espelho compartilhado1 Problemática: Desconhecimento da realidade vacinal dos munícipes de 0 a menor que cinco anos, bem como da necessidade em avaliar o cadastramento dos usuários das salas de vacina no sistema e-SUS e o registro correto das vacinas no sistema SI-PNI Objetivos:  Mapear a população alvo (crianças de 0 a menor de cinco anos no território com caderneta de vacinação em atraso);  Realizar a busca ativa dos faltosos  Identificar o número de crianças sem cadastro no sistema e-SUS  Identificar o número de crianças vacinadas que apresentam ausência dos dados registrados no banco nacional (SI-PNI)  Executar o cadastramento e realizar a transcrição das vacinas no sistema e-SUS Agentes envolvidos  Equipe da imunização (Técnicos, digitadores e Coordenação do PMI)  Equipe da APS (ACS, técnicos, enfermeiros, recepcionistas, médicos, dentistas)  Vigilância em saúde (Técnicos e coordenadores)  Equipe da digitação do e-SUS 1Cartão Espelho Compartilhado: Esse documento permite o acesso das informações registradas do cartão vacinal do usuário, bem como, atualização dos dados em tempo real no momento da visita domiciliar ou da vacinação na sala de vacina. Pode ser acessado através do celular, tablet ou computador. Cada equipe possui um link de acesso permitindo que todos os envolvidos no controle vacinal possam utilizar os dados para análise do “status vacinal” e da necessidade de busca ativa dos faltosos Nesta primeira etapa foi implantada a ficha de cartão espelho individualizado (Fig.01) com a finalidade de realizar o apontamento das vacinas aplicadas e da necessidade de atualização. Todas os cartões espelhos individualizados foram digitados no Cartão espelho compartilhado no Google Apps e enviado um link de compartilhamento para cada equipe. Esse processo permite atualização constante dos dados vacinais e monitoramento dos aprazamentos das vacinas subsequentes. Figura 01 Cartão espelho individualizado Fonte: Elaboração própria É possível perceber que os dados consolidados no cartão espelho compartilhado ( Fig. 02)construído a partir do levantamento das cadernetas vacinais( preenchimento do cartão espelho individual), possibilitam estabelecer o quantitativo de crianças em cada MA e conseqüentemente a análise das crianças do território de cada Estratégia de saúde da Família e também as crianças que estavam sem cadastro do e-SUS (em destaque na tabela) um dos fatores primordiais para migração dos dados para o SI-PNI. Além de sinalizar as crianças em atraso vacinal (realce em laranja) Resultados encontrados nesta etapa 1 Após a digitação dos dados vacinais no cartão espelho e da implantação da planilha compartilhada tivemos avanços na atualização da caderneta vacinal e um aumento de cadastros no e-SUS, além disso, o fato das ACS solicitarem a cópia da caderneta de vacina foi percebida um acréscimo de doses aplicadas nas 8 salas de vacina da Atenção Básica. A sensibilização dos pais quanto a importância de manter atualizadas as vacinas foi um saldo positivo um e fruto desse trabalho em equipe. Foi possível perceber que havia um grande número de crianças que apesar dos registros de aplicação de vacina encontrados na sua caderneta vacinal, seus dados das vacinas administradas não constavam nos sistemas de informação vigentes. (Fig.3 e 4). Várias considerações encontramos para esse fato: falta de cadastro no e-SUS (destaque na tabela), registro de lotes e fabricantes fora do padrão corretos para migração, doses registradas de maneira equivocada (por exemplo a pneumocócica 10 registrada como D3 e não como reforço na idade de um ano), registros que não foram encaminhados para digitação, falta do controle de registros vacinais nas salas de vacina e paciente não cadastrados na base municipal do e-SUS. Também avaliamos a necessidade de atualização da caderneta de vacinação, estando em realce em laranja as s vacinas que não constavam no cartão espelho, para que os agentes comunitários realizassem a busca ativa Figura 02 Cartão Espelho compartilhado https://docs.google.com/spreadsheets/d/1NBGZAbApoaMu9Ir4a5yYpIYVH2PQpZSxhYdYJJwoH1A/edit?usp=sharing Fonte: Elaboração própria a partir dos Cartões espelho afim de aprazar as doses em falta ou em caso de já ter realizado a vacina depois da visita domiciliar anterior à vacinação, atualizar os dados da administração das referidas vacinas. Figura – 03 Dados retirados do sistema e-SUS Figura 04 – Dados retirados do sistema e-SUS após transcrição dos dados vacinais retirados do cartão espelho compartilhado Fonte: Sistema e-SUS Fonte: Sistema e-SUS Não estamos desconsiderando que algumas crianças estavam com atraso vacinal como demonstrado na figura 2 as vacinas não aplicadas eram sinalizadas para a equipe com objetivo de acerto de cartão. Analisamos em torno de 989 cartões de vacina nesta fase. Foi possível perceber que ainda estávamos longe de conhecer toda a realidade vacinal das crianças menores de cinco anos. Desta forma, em reunião com a coordenação de Vigilância em Saúde e o Secretário de Saúde decidimos realizar o projeto varredura vacinal com objetivo de fazer um levantamento mais fidedigno da cobertura vacinal e dos motivos municipais que impactam na crescente queda da cobertura vacinal em Arraial do Cabo aliada a necessidade de compreender a forma de registro das salas de vacina para aperfeiçoamento do controle de doenças imunopreveníveis. É importante evidenciar, entretanto, que existem algumas limitações para a estimativa correta do percentual de cobertura vacinal, e compreender esses fatores que impedem o cumprimento das metas e a adequação da cobertura vacinal poderá auxiliar nesse processo de vigilância e contribuir para o controle de doenças imunopreveníveis. Ação 2 Levantamento mensal dos Nascidos Vivos Problemática: Objetivos:  Monitorar e manter atualizados o cartão espelho com os novos usuários do e-SUS;  Vincular novos usuários ao cadastro e-SUS e resgatar individuais não cadastrados para migração das primeiras vacinas: BCG e Hepatite B em < de 30 dias.  Construir uma lista de vacinados menor de um ano para controle das doses dos indicadores da cobertura vacinal na população desta faixa etária e acompanhamento até a faixa menor de 5 anos. Agentes envolvidos  ACS e técnicos da sala de vacina (com supervisão da Enfermeira da unidade)  Equipe de imunização  Equipe da Vigilância epidemiológica  Equipe da maternidade  Equipe da sala de imunização da policlínica Nesta etapa comparamos a lista de nascidos vivos disponibilizada pela equipe da vigilância epidemiológica, acrescentamos aos dados das crianças que realizaram a hepatite b na maternidade e a lista de vacinados da BCG recebidos da maternidade e da policlínica respectivamente. Essa compilação de informação referente aos recém nascidos que serão acompanhados em sua vacinação em nosso município, destaca a importância de se observar que muitas crianças podem ter nascido em municípios vizinhos, sendo, portanto, necessário unir esforços para manter os dados atualizados principalmente no primeiro ano de vida. Além destes fatores mencionados a listagem atualizada mensalmente do cartão espelho compartilhado também faz com que a equipe possa acessar prontamente os dados vacinais da criança. Como visto na figura 05 abaixo, Através da declaração de Nascidos Vivos (DNV), buscamos os nomes da mãe do recémnascido (RN) e sua data de nascimento nas bases de cadastro do SI-PNI – Painel Geral. Essa base de dados nos permitiu acessar os dados de identificação, moradia e de contato dos RN e como visto na quinta coluna da referida tabela a maioria das crianças que realizaram as primeiras vacinas não eram cadastradas no banco municipal do e-SUS repercutindo negativamente para cobertura das vacinas BCG e hepatite b em < de 30 dias de vida. Figura -05 Relação dos Nascidos Vivos Resultados encontrados nesta etapa 2 Com a implementação desta ação relacionada aos novos munícipes conseguimos aumentar o número de cadastros no e-SUS interferindo principalmente na cobertura das vacinas da hepatite b em < de 30 dias e da BCG. Considerando os três primeiros meses de 2023 conseguimos atingir uma cobertura maior que todo o ano de 2021. (Tabela 3 ) Ainda estamos no processo de cadastramento e de acertos para que tenhamos um resultado mais positivo no alcance da meta destes dois indicadores do primeiro ano de vida . Fonte: Elaboração própria. Dados fornecidos pela Vigilância epidemiológica e da Coordenação do PMI de Arraial do Cabo Tabela 3 Cobertura de BCG e Hepatite b em < de 30 dias em Arraial do Cabo de 20121ª 2023 Imunobiológico 2021 2022 2023 BCG 28,60 59,21 34,07 Hepatite B em crianças até 30 dias 13,53 73,66 37,78 Estamos também reavaliando todas as digitações referentes aos imunobiológicos em menores de um ano no período possível de resgate da cobertura vacinal, mas também realizando a transcrição das vacinas em período superior para que o registro possibilite a cópia das vacinas em caso de perda do cartão vacinal pela família. Vale ressaltar que foi solicitado um controle mais efetivo do cartão espelho das crianças de até dois anos de idade e enviado para a coordenação do PMI, e desta forma, está sendo verificado possíveis discordâncias no registro e avaliação da completude vacinal em tempo oportuno. Ação 3- Sensibilização da equipe de Saúde envolvidos na sala de vacina Problemática: Necessidade de reorganização dos serviços de saúde, apontando para uma lógica da organização e de funcionamento do serviço de saúde indicando que a assistência prestada ao usuário no momento da vacinação precisa ter um olhar para a segurança do paciente em sala de vacinação. Objetivos:  Conhecer a percepção da equipe de enfermagem sobre os fatores que contribuem negativamente para o acerto do cartão vacinal da população de 0 a menores de cinco anos;  Discutir estratégias para o alcance das metas de vacinação segundo normativas do Programa Nacional de Vacinação  Entender o território e suas características para elaboração e plano de ação eficaz para facilitar o acesso à vacinação infantil. Agentes envolvidos  Equipe da imunização (Técnicos, digitadores e Coordenação do PMI)  Equipe de da APS de sala de vacina  Equipe de digitação do e-SUS  Equipe da Vigilância em Saúde O acolhimento na sala de vacina nos remete não só a humanização do atendimento e a identificação dos fatores que podem prejudicar o acesso à vacinação eficaz, mas nos remete também a uma reorganização dos serviços de saúde, aponta para uma lógica da organização e de funcionamento do serviço de saúde indicando que a assistência prestada ao usuário no momento da vacinação começa no momento em que está se definindo o primeiro contato com o familiar. Como já exposto na contextualização desse projeto muitos são os fatores que interferem na vacinação, mas o profissional precisa estar alinhado as normas de vacinação. Nesse processo de trabalho foi aprovado o Plano Operacional Padrão (POP) da sala de vacina, A implantação desse manual foi realizada através de treinamento teórico e prático com todos os profissionais que atuavam na sala de vacinação. Entretanto, em função de mudança de gestão da Coordenação da Atenção Básica alguns profissionais foram desligados e novos profissionais contratados, trazendo uma demanda de agendamento de nova capacitação e suas devidas atualizações. Nesta etapa realizamos encontros locais com todos os componentes da equipe envolvidos com vacinação. Além disso, a equipe da vigilância em saúde iniciou as atividades com a possibilidade de desenvolver uma escuta ativa das principais situações que dificultavam as ações de imunização no território. Em destaque, foi discutido os inúmeros papeis que a equipe da enfermagem desenvolvia dentro da Estratégia de Saúde da Família. O enfermeiro que atua no programa de saúde da família, além de ser responsável pela supervisão da sala de vacina, realiza também assistência integral aos indivíduos e famílias dentro da sua área de abrangência e realiza todas as demais atividades inerentes ao cargo, e sua queixa seria a dificuldade de estar mais presente nas salas de vacina. Em resposta a essa demanda a gestão local permitiu a contratação de mais um técnico para as salas de vacina em todas as 8 unidades da APS. Com esse reforço de recursos humanos elaboramos uma estratégia em parceria com a coordenação da APS para que as técnicas Outra característica de sensibilização para o tema da importância da cobertura vacinal foi a parceria com o setor da Educação. Realizamos reunião de forma intersetorial e ofertamos a capacitação em leitura de cartão para as técnicas de enfermagem lotadas nas creches municipais. Essa proposta visa manter sistematicamente a avaliação dos cartões de vacina das crianças já matriculadas e a avaliação dos registros vacinais em novas matrículas. Essa proposta possibilita ações subsequentes de atualização das vacinas trazendo ações continuas do PSE e não de forma pontual. Entregamos também a ficha de cartão espelho para que seja anexado aos documentos dos alunos, sendo mais uma fonte de resgaste do histórico vacinal caso ocorra algum dano no cartão original do educando. Resultados encontrados nesta etapa 3 A informação, orientação e acolhimento é uma forma de facilitar a adesão da vacinação, pois a família que recebe informações mais precisas do profissional sente-se seguro em relação ao procedimento que será realizado. Sendo assim, nesta etapa as coordenações de Imunização, APS e Vigilância em Saúde buscavam trazer em foco todos as questões que poderiam repercutir positivamente na prática da vacinação no município. Com a finalidade de melhorar a capitação das crianças e promover a adesão as vacinas objetivou-se com este trabalho apresentar qual a importância da humanização na sala de vacinas para promoção de um ambiente mais acolhedor. E em resposta tivemos um aumento considerável de procura dos pais buscando o acerto do cartão vacinal. Aliadas as ações municipais esse período de início de 2023 trouxe também a particularidade da renovação de matrícula escolar com a solicitação das comprovações vacinais e a nova ratificação da solicitação de manter as vacinas em dia para os usuários da bolsa família. A equipe de enfermagem municipal vem se atualizando junto às boas práticas da humanização que se incorporam cada vez mais ao dia a dia da assistência aos usuários de saúde. Nesse contexto, muitas ações têm sido propostas e elaboradas pelas equipes´ com o intuito de alcançar as metas propostas pelo PNI. Tivemos a unidade de Saúde de Sabiá, no segundo distrito, que já iniciou vacinação nas residências contribuindo muito no acesso dos usuários à vacinação, pois trata-se de um área de grande extensão territorial e algumas residências encontra-se muito distante da Unidade de Saúde da Família Ação – 4-Rastreio de Fatores que interferem na migração dos dados vacinais do eSUS para o SI-PNI Problemática: Inconsistências que impedem a migração do e-SUS para o SI-PNI Objetivos:  Identificar erros de digitação imunobiológico X fabricantes cadastrados no SIPNI;  Disponibilizar lista com padrão de digitação com dados de fabricantes conforme registrados no SI-PNI;  Implementar ficha de controle de aplicação de imunobiológicos contendo os dados compatíveis com a digitação e migração eficiente para o SI-PNI;  Analisar mensalmente os cartões espelhos implementados na primeira etapa para avaliar necessidade de busca ativa em conformidade com o PNI com participação da equipe de imunização e APS;  Analisar quinzenalmente as inconsistências encontradas nos dois sistemas vigentes e-SUS e SI-PNI segundos os passos padronizados nessa etapa 3;  Emitir relatório quinzenal das inconsistências encontradas para o setor de digitação (no caso de digitação centralizada) ou para as unidades vacinais com sistema de PEC e-SUS implantados (em sistemas descentralizados de registro vacinal);  Solicitar devolutiva com os acertos em prazo pré-estabelecidos segunda capacidade de demanda do território;  Reavaliar os ajustes solicitados das inconsistências após devolutiva das unidades vacinas e de prazo pré-estabelecidos segunda capacidade de demanda do território;  Verificar duplicidade de cadastro no e-SUS e SI-PNI Agentes envolvidos  Equipe da imunização (Técnicos, digitadores e Coordenação do PMI)  Equipe de da APS de sala de vacina  Equipe de digitação do e-SUS Os dados que migram dos Registros de Atendimento Individual do e-SUS AB para o Sistema Gestor do PAB na Saúde no e-Gestor AB, conforme o perfil do beneficiário são: data, CNS do profissional, código CNES unidade, Código equipe (INE), nº cartão SUS, data de nascimento, peso, altura, vacinação em dia, data da última menstruação (DUM), idade gestacional, pré-natal (BRASIL, DPS/SAPS/MS). Os dados do SISAB, obtidas por meio do e-SUS AB, somente migram para o Sistema Gestor do PAB na Saúde quando contemplam o total de informações (GRIFO DA PESQUISADORA) de cumprimento das condicionalidades de cada beneficiário (BRASIL, DPS/SAPS/MS). Cabe ser mencionado que o Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB) foi instituído pela Portaria GM/MS nº 1.412, de 10 de julho de 2013 (BRASIL, 2013), passando a ser o sistema de informação da AB vigente para fins de financiamento e de adesão aos programas e estratégias da Política Nacional de Atenção Básica, substituindo o Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB). O SI-PNI web recebe os dados que são registrados no e-SUS pelo PEC ou CDS, mas devemos estar atentos a duplicidade de dados de registro do cidadão. O recémnascido muitas vezes inicia a vacinação na maternidade ou nos locais de indicados para realização da BCG e neste primeiro momento pode ainda não ter seu registro de nascimento oficial, e, portanto, é gerado um cadastro com registro: RN de. Os locais destinados a confecção do cartão do SUS precisa estar atento para não gerar duplicidade de cadastro quando o responsável retornar com o registro oficial da criança, caso isso ocorra é preciso unificar os registros para que não comprometa a migração dos dados. Como demonstrado na Figura 06 os dados vacinais da criança pode não ser registrado de forma correta, e em alguns casos pode migrar para esse cadastro provisório fazendo com que se perca as informações das vacinas desse vacinado; Figura 06- Duplicidade de cadastro no SI´PNI O SI-PNI WEB possui uma ferramenta importante que possibilita retirar relatórios dos dados exportados, permitindo acompanhar as doses aplicadas e o relatório de inconsistências. Entretanto, não existe a possibilidade de se gerar um relatório de vacinação com a relação de nomes dos usuários vacinados e/ou qual vacina foi aplicada. Os relatórios disponíveis são aqueles presentes em "Vacinação" nos "Relatórios de Produção" com os grupos de informação apresentados. Considerando que o registro dos e-SUS é realizado pela inserção do cartão do SUS ou CPF, em caso de ausência ou registro inadequado de algum número inviabiliza a identificação do vacinado. Na figura 07 demonstramos a ficha do e-SUS para registro de vacina e na figura 08 a ficha construída pela coordenação do PMI de Arraial do Cabo. Figura 7 Ficha de Vacinação do e-SUS Com a implantação da nova planilha de registro (Fig. 06) foi possível também observar a dificuldade dos profissionais em identificar quais as doses deveriam ser registradas para não incorrer em erros de migração de dados. Foi bem perceptível na faixa etária de um ano por exemplo, que as crianças tomam o reforço da pneumocócica 10 e meningocócica C e essas doses deveriam ser atribuídos as doses de reforço e reforço 1(Ref. 1) respectivamente. Entretanto era registrado terceira dose (D3) repercutindo negativamente nesses indicadores. A implantação desta planilha compartilhada (google apps) de controle da inserção dos dados, gerada no software Excel®, tornou portanto, capaz de se avaliar de forma mais qualitativa os registros do e-SUS. Figura 08 Lista de vacinados de Arraial do Cabo É possível, no momento da consulta, verificar o cartão de acompanhamento de vacinação para verificar as vacinas que já foram aplicadas, as que estão em atraso e as que ainda não estão no período indicado, possibilitando um acompanhamento da situação vacinal do cidadão. Ressalta-se que, para um adequado acompanhamento da situação vacinal, é necessário atualizar a caderneta do cidadão no PEC, incluindo as doses que estão na caderneta física de vacinação no item “É registro anterior” do bloco de vacinação, assim transcrevendo as doses que a pessoa recebeu ao longo da vida. Outro fator fundamental ocorreu pós a implantação da planilha de doses aplicadas (Fig.09), permitindo assim um maior controle da coordenação do PMI da aplicação dos imunobiológicos em todas as unidades de vacinação referentes as: datas de aplicação, quantidade de imunobiológicos aplicados, doses realizadas (D1, D2, D3 e reforços), e validades dos insumos. Essa estratégia buscou minimizar os erros e estabelecer uma concordância com a digitação realizada; Figura 09 Planilha de doses aplicadas Fonte: Elaboração própria Coordenação do PMI de Arraial do Cabo Para o registro, deve ser priorizada a lista pré existente do e-SUS, na qual já constam os laboratórios nacionais que produzem vacinas. (Fig. 10) Caso seja identificado produto de um novo laboratório produtor, ele também poderá ser cadastrado manualmente, conforme orientação da vigilância. Antes de iniciar o registro do vacinado no e-SUS, é preciso realizar uma busca de todos os lotes cadastrados no e-SUS disponíveis para aplicação e que não estão no sistema, deve-se clicar em pesquisar para ver quais lotes já estão cadastrados nas salas. Caso não haja o cadastro do imunobiológico pesquisado, deve-se adicionar antes de seguir com o cadastro dos vacinados (BRASIL, 2021). Figura 10- Registros de Fabricantes segundo dados de laboratórios registrados no SI-PNI Os coordenadores municipais podem, através do SI-PNI WEB, utilizar uma importante ferramenta, acessando o Relatório “Erros de Registro” (Fig. 11) e encaminhar para as unidades vacinais, objetivando identificar possíveis erros de registro. Para acessar este relatório, é necessário ter a senha do sistema de informação e seguir o passo-a-passo (Vacinação Relatório- Erros de registro- colocar dados da instância (município e sala de vacina) e o período), deve-se também buscar um relatório de doses aplicadas no mesmo período (Figura 12) (Vacinação relatório- doses aplicadas- colocar dados da instância (município e sala de vacina) – e o período.). Fonte: Coordenação do PMI de Itaguaí Figura 11- Demonstração para acesso ao SIPNI Web para análise de erros de registro A comparação das doses aplicadas com o relatório de erros de registro irá possibilitar identificar os fatores que impediram que os dados de vacinação sejam inseridos na caderneta da criança no SI-PNI e consequentemente não contribuía para a cobertura vacinal. Essa análise é portanto, fundamental para acertos das inconsistências dos registros. Conforme observado na figura 09 é preciso selecionar o período de analise que se deve, portanto, ser respeitado nos dois sistemas, e assim, permitir ver os erros de migração. Caso o registro da vacinação inserido no e-SUS AB não migre para o SI-PNI, devem ser observado os seguintes pontos: Cadastro Individual, Registro de Entrada do Lote, Registro da Dose, Movimentação do Imunobiológico no SIPNIWEB na competência do registro da Dose. Caso estes elementos estejam correlacionados e o registro ainda não seja reconhecido pelo SIPNIWEB, deve ser notificado o Ministério da Saúde, por meio do suporte do e-SUS. Mas para isso, é obrigatório que haja correlação entre esses elementos, e a informação esteja devidamente completa e validada. (BRASIL, 2021) Figura 12 – Seleção do período de análise das doses aplicadas Os passos acima detalhados foram empregados neste estudo para avaliação de eventuais discrepâncias, um dos objetivos pretendidos no projeto. Por fim, é relevante esclarecer que o tempo de migração dos dados para quem usa o PEC é de 72 horas e para o CDS pode ocorrer entre o 20º e 25º dias do mês subsequente. Caso o intervalo esteja superior a 30 dias após o fechamento da base de CDS e não haja a identificação, aconselha-se acionar o suporte do e-SUS. Logo, os relatórios devem ser retirados observando esses prazos de validação. (BRASIL, 2013). Resultados encontrados nesta etapa 4 : Avanços da cobertura vacinal do município de Arraial do Cabo Observando os dados da tabela 3, foi possível evidenciar que muitos de nossos indicadores melhoraram consideravelmente. Um dado importante refere-se a vacinação da BCG que apesar de ocorrer de forma centralizada os registros aconteciam sem ser registrado o dados documentais do recém nascidos, e sim, era registrado o cartão do SUS da mãe. Além desse fato, a criança recebe essa vacina no primeiro mês de vida, e portanto, muitas vezes ainda não está cadastrado nos bancos de dados e-Sus AB dificultando a migração para o SI-PNI web. A situação similar ocorria com a Hepatite b em< de 30 dias de nascido. A vacinação nessa faixa etária é administrada em nossa maternidade, desta forma, passamos a orientar à equipe que utilizasse o número do SUS que está registrado na DNV (Declaração de Nascidos Vivos) e assim atingimos 69% da cobertura, mas ainda temos a questão do atraso do cadastramento do recém-nascido na atenção básica em tempo oportuno à migração para SI-PNI web. Tabela 4 Coberturas Vacinais por Ano segundo Imunobiológicos Arraial do Cabo de 2021 -2023 Imuno 2021 2022 2023 BCG 28,60 59,21 34,07 Hepatite B em crianças até 30 dias 13,53 73,66 37,78 Rotavírus Humano 37,92 46,85 32,59 Meningococo C 36,14 50,58 31,11 Penta 36,81 55,71 27,41 Pneumocócica 40,58 55,71 33,33 Poliomielite 34,37 54,31 28,15 Febre Amarela 21,95 29,14 26,67 Hepatite A 32,59 38,69 31,11 Pneumocócica(1º ref) 28,38 34,50 42,96 Meningococo C (1º ref) 35,70 37,76 42,96 Poliomielite(1º ref) 5,54 17,48 8,89 Tríplice Viral D1 44,35 54,78 36,30 Tríplice Viral D2 10,86 50,12 22,96 DTP 36,81 55,71 27,41 Tríplice Bacteriana(DTP)(1º ref) 6,43 15,85 9,63 Varicela 27,05 36,60 19,26 Fonte: Construção própria – Tabnet SI-PNI Web– ,Disponívelem:http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/dhdat.exe?bd_pni/cpnibr.def acessado em 27/03/2023 Buscamos com o projeto da varredura vacinal que acontecerá em parceria com as equipes da APS, atualizar não só os dados da caderneta, mas também possibilitar avaliar as crianças sem o cadastramento na Atenção Básica. Essa atividade de busca ativa realizado em conjunto com as equipes da APS, ainda tem a finalidade de que todos os envolvidos no processo de trabalho entendam as dificuldades para se manter alinhada as ações permanentes de imunização no município. Tabela 5 – Evolução da proporção de cobertura vacinal, no município, no 1º, 2º e 3º quadrimestres, apresentado no relatório de Gestão municipal 2022 Fonte: Construção própria – Tabnet SI-PNI Web– ,Disponívelem:http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/dhdat.exe?bd_pni/cpnibr.def acessado em 27/03/2023 No quadro 04 acima, das 13 vacinas analisadas sete conseguiram atingir um percentual acima de 50% após as intervenções realizadas pelas equipes do PMI e da Atenção Básica. O setor de digitação do e-Sus AB foi fundamental nesse processo e crescimento da cobertura municipal. Durante esse processo de levantamento de dados das principais causas da queda da cobertura vacinal em Arraial do Cabo, ao analisamos os cartões espelhos (foram 988 cartões) algumas vacinas que deveriam ser aplicadas na mesma faixa etária muitas das vezes isso não ocorria. O fato de termos vacinas atenuadas com multidoses e de validade curta após abertura que nos obriga a termos dias específicos de utilização, a exemplo temos: SRC (tríplice viral), febre amarela, BCG. Além disso, a Vacina Oral da Poliomielite (VOP) que após aberta sua utilização é de até cinco dias, mas nesse caso, nosso maior problema é o quantitativo de frascos/dose que recebemos, que nos obriga a realizar um agendamento em apenas uma semana no mês em cada unidade vacinal para otimizar o uso e evitar o desperdício. Mas também observamos que a vacinação A vacinação simultânea (onde várias vacinas podem ser realizadas concomitantemente) de imunobiológicos de monodoses não eram realizadas em momentos oportunos por questão de escolha do vacinador que por falta de qualificação técnica tinha dificuldades em administrar. Podemos citar o exemplo da vacinação da pneumocócica 10 que é aplicada no vasto lateral da coxa direita (proximal) e da vacina inativada da poliomielite que é administrada no vasto lateral da coxa direta (distal). O profissional não seguia a orientação de realizar no mesmo vasto lateral mantendo a distância recomendada de 2,5 cm entre os pontos de aplicação, pela insegurança em realizar o procedimento. A pneumocócica 10 deve ser administrada aos dois e quatro meses, mas em função do receio do profissional acabava sendo administrada aos três e cinco meses juntamente com o meningocócica C que é administrada no vasto lateral da coxa esquerda. Esse fato acabava por expor as crianças as pneumopatias mais comum no segundo mês de vida. Essa situação foi resolvida com capacitação teórica é prática ministrada pelo Programa municipal de imunização. Muitos erros também foram percebidos na vacinação da rotavírus, que por indicação do manual de vacinação do Ministério da Saúde, a D1 não pode ultrapassar de 3 meses e quinze dias, e caso não realize a primeira dose a criança perde também a segunda dose. Das sete vacinas que conseguimos atingir pelo menos 50 %, mas nossa preocupação é de melhorar ainda mais principalmente a atingimentos das metas das vacinas dos indicadores em menores de um ano para que possamos realizara imunoproteção de doenças mais prevalente na infância, por isso ainda estamos longe de comemorarmos, mas alegres por persistir nessa meta de imunoproteger nossos munícipes. Após a execução das ações pelo município, segundo plano de intervenção, baseados na análise da cobertura vacinal realizada no início deste projeto. Podemos destacar a seguir algumas ações executadas: Padronização da digitação dos imunobiológicos recebidos pela Secretaria Estadual através do departamento de imunização estadual. Essa padronização permitiu acertar erros de migração relativos a forma de cadastro dos imunobiológicos, principalmente ao que tange à grafia exata dos fabricantes e validade conforme registrado no SI-PNI web. Controle pelo PMI da aplicação dos imunobiológicos em todas as unidades de vacinação referentes as datas e aplicação, quantidade de imunobiológicos aplicados, doses, validades em concordância com a digitação realizada; Analise dos cartões espelho, implantadas na primeira etapa desse projeto, para avaliação da necessidade de busca ativa das crianças não vacinadas em conformidade com o definido pelo Programa Nacional de Imunização; Iniciativas de ação de vacinação nas residências de algumas Unidades de Saúde da Família (USF); Reuniões locais nas unidades de vacinação com as equipes responsáveis pela vacinação para criação de estratégias locais de busca ativa e atualização do cartão vacinal; Análise das inconsistências encontradas nos dois sistemas de informação vigente (e-Sus AB e SI-PNI web); Direcionamento das inconsistências para a gerencia da Atenção Básica responsável pela digitação das vacinações que ocorre de forma centralizada no setor de digitação do e-Sus AB; Devolutiva do setor de digitação do e-Sus AB em que muitas das inconsistências estavam relacionadas a falta de cadastramentos das crianças na base do e-SUS municipal, além disso, muitos imunobiológicos já lançados no sistema e-SUS antes da implantação do projeto ainda estavam lançadas no sistema, esse fato ainda permitia registro inadequado da fabricante ocasionando a não migração para o SI-PNI web Formulação de uma cartilha para orientar o correto registro dos dados vacinais realizados pelos vacinadores nas salas de vacinação Formulação de uma cartilha para orientar os digitadores sobre os possíveis erros que geram as inconsistências Capacitação para implantação das cartilhas de registros para profissionais vacinadores e digitadores; Solicitação de reunião com o setor de suporte do departamento de Imunização da SES para acertos de dados referentes a gestão da Tecnologia da Informação local e análise das necessidades de adequação. Essas iniciativas buscam estabelecer uma rede colaborativa institucional em parceria com a Atenção Básica para chegarmos a excelência de cobertura que é de atingir em torno de 95% da cobertura vacinal. Algumas de nossas vacinas melhoram muito no que tange os percentuais antes atingidos no início desse projeto, mas muito ainda são os esforços para o comprimento das metas nacionais.

Na busca pela formulação de melhores estratégias para o aumento da cobertura vacinal em crianças menores de dois anos no município de Arraial do Cabo. Por meio desta pesquisa de investigação-ação, foi iniciado um plano de ação municipal, visando melhorar os indicadores de cobertura vacinal das crianças residentes nesse território. Após a execução das ações pelo município, segundo plano de intervenção, baseados na análise da cobertura vacinal realizada no início deste projeto. Um dos primeiros passos foi padronização da digitação dos imunobiológicos recebidos pela Secretaria Estadual através do departamento de imunização estadual. Essa padronização permitiu acertar erros de migração relativos a forma de cadastro dos imunobiológicos, principalmente ao que tange à grafia exata dos fabricantes e validade conforme registrado no SI-PNI web. Sem dúvida nosso maior trunfo foi à análise dos cartões espelho, implantadas na primeira etapa desse estudo. Esse instrumento serviu não só para a avaliação das condições do “status vacinal” de nossas crianças e da necessidade de busca ativa das crianças não vacinadas, mas também para identificar que muitas vacinas realizadas não estavam lançadas nos sistemas de informação. Esse movimento de análise das cadernetas promoveu também iniciativas de ação de vacinação nas residências de algumas Unidades de Saúde da Família(USF); Reuniões locais também ocorreram nas unidades de vacinação com as equipes responsáveis pela vacinação para criação de estratégias locais de busca ativa e atualização do cartão vacinal Outro fator importante percebido através da leitura e compreensão das informações do cartão espelho foi identificar que muitos dados não migraram por falta de cadastro crianças no e-SUS, sendo assim, as vacinas eram lançadas mas não computavam no e-SUS e nem migravam para o SIPNI. Infelizmente encontramos crianças que nenhuma informação de vacinação estava registrada nos sistemas apesar de estarem com mais de dois anos e com a caderneta de vacinação em dia, demonstrando, portando, uma falha no processo de registro das vacinas. Passo a passo do Modelo de atuação para melhoria da migração dos registros vacinais do e-SUS para SI-PNI  Avaliar se o vacinado está cadastrado na base do e-SUS  Verificar se o registro no e-SUS está compatível com o registro no SI-PNI (cadastro as vezes registrados apenas com CFP sem o SUS e no SI-PNI necessita do cartão do SUS)  Analisar os novos cadastros do cartão do SUS quando feito sem o CPF da criança e é registrado como RN DE. Precisa ser alterado e não gerado um novo cartão quando o registro oficial da criança já estiver sido realizado.  Verificar se o vacinado não tem duplicidade de registro no SI-PNI (buscar por cartão do SUS e de forma nominal e data de nascimento)  Verificar se o imunobiológico já está registrado em cada sala de vacina no sistema e-SUS em: lote de imunobiológico  Realizar o registro em lotes de imunobiológicos seguindo os parâmetros para migração. Ou seja atentar para forma que os lotes estão inseridos segundo registros dos dados de laboratórios registrados no SI-PNI (exemplo: SERUM INDIA registrar S.INDIA)  Atentar para as doses a serem administradas estabelecidas segundo faixa etária e indicação vacinal ( DI, D2, D3. REF. REF 1 REF 2 DU e D)  Utilizar um documento de registro vacinal capaz de unir todos os dados essenciais para qualidade dos dados (Nome, data nascimento, sexo, SUS/CPF, imunobiológico, estratégia, lote, Validade, laboratório, local de atendimento( APS/ Domicílio/PSE), sala de vacina, turno, data, dose, se é gestante e se está cadastrado no e-SUS ou é visitante  Realizar o registro dentro do prazo de migração do sistema e-SUS para SI-PNI  Acompanhar as aplicadas com adequação epidemiológica, ou seja nas idades corretas e com adequação imunológica obedecendo os intervalos corretos  Controlar a aplicação dos imunobiológicos em todas as unidades de vacinação referentes as datas e aplicação, quantidade de imunobiológicos aplicados, doses, validades em concordância com a digitação realizada;( livro de registro atualizados e monitoramento)  Padronizar a digitação dos imunobiológicos de acordo com a realidade local seguindo um roteiro estabelecido (PEC ou CDS)  Disponibilizar lista com padrão de digitação com dados de fabricantes conforme registrados no SI-PNI;  Analisar mensalmente os cartões espelhos implementados na primeira etapa para avaliar necessidade de busca ativa em conformidade com o PNI com participação da equipe de imunização e APS;  Analisar quinzenalmente as inconsistências encontradas nos dois sistemas vigentes e-SUS e SI-PNI segundos os passos padronizados nessa etapa 3;  Emitir relatório quinzenal das inconsistências encontradas para o setor de digitação (no caso de digitação centralizada) ou para as unidades vacinais com sistema de PEC e-SUS implantados (em sistemas descentralizados de registro vacinal);  Solicitar devolutiva com os acertos em prazo pré-estabelecidos segunda capacidade de demanda do território;  Reavaliar os ajustes solicitados das inconsistências após devolutiva das unidades vacinas e de prazo pré-estabelecidos segunda capacidade de demanda do território; 6.1 PERSPECTIVAS FUTURAS: Execução do projeto Varredura Vacinal O projeto de varredura vacinal vai buscar realizar um mapeamento da realidade vacinal dos munícipes de 0 a 5 anos do município de Arraial do Cabo, essa proposta tem três características fundamentais: Mapear, vacinar e prevenir. Essa estratégia que está sendo adotada nos trará fontes de análises dos principais obstáculos municipais para o cumprimento das metas vacinais e atingimento da cobertura vacinal de excelência que deve estar em torno de 95% para a maioria dos imunobiológicos da faixa etária supracitada. Além disso, ao identificar uma criança não protegida, ela pode receber a dose na sua própria casa, com a equipe que está realizando a visita. O objetivo é justamente facilitar o acesso à imunização. As ações acontecerão de 8h às 16h, de segunda a sexta, podendo ocorrer em alguns sábados se necessário. Iniciaremos no segundo 2º distrito pelo bairro de Sabiá e subseqüentemente Figueira e Monte Alto. Seguiremos posteriormente para o 1º distrito numa lógica geográfica territorial de aproximação setorial. Faremos uma divulgação das ações nas redes sociais da prefeitura para esclarecimento da população, ficando, portanto, atenta, as presenças dos agentes de saúde e da equipe estarão identificados com uniformes e/ou crachá para abordagem. As propostas de Vigilância vacinal voltada para a população infantil que esse projeto de varredura nos trará serão: diagnóstico do território adstrito, com levantamento populacional para que as equipes conheçam o seu denominador e possam comparar com dados administrativos; planejar a necessidade de vacinas e insumos para a vacinação; ofertar a vacinação considerando seus critérios e indicações; aprazar doses subsequentes e orientar sempre a população quanto à importância do retorno e a guarda do comprovante vacinal e ações que visem à reversão desse cenário atual de baixa cobertura vacinal garantindo assim o cumprimento das recomendações do PNI. O esquema vacinal inclui, portanto, a aplicação de todas as vacinas indicadas pelo PNI, nas quais as doses foram aplicadas com adequação epidemiológica, ou seja, nas idades corretas e com adequação imunológica quando obedecidos os intervalos corretos.

Principal

Janete de Souza Rangel

A prática foi aplicada em

Região

Instituição

Endereço

Uma organização do tipo

Instituição Privada

Foi cadastrada por

Conta vinculada

ideiasus@gmail.com

A prática foi cadastrada em

23 dez 2023

e atualizada em

23 dez 2023

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos

Palavras-chave

Você pode se interessar também

Práticas
Caminhos estratégicos da APS frente a cobertura vacinal no município de Bernardino Batista
Paraíba
Práticas
Ampliando leque da rede: fortalecimento dos vínculos entre equipes e escola.
Paraíba
Práticas
Relato de experiência: humanização na atenção ao usuário no pronto atendimento de Pilar (PB))
Paraíba
Práticas
Implantação de laserterapia na rede de atenção à saúde de Pilar (PB): relato de experiência
Paraíba
Práticas
Paciente protagonista de sua terapia: o cuidado farmacêutico com pacientes atendidos no CAPS de Pilar (PB)
Paraíba
Práticas
Atenção e cuidado ao paciente portador de feridas no SUS em Pilar (PB)
Paraíba
Práticas
Quando a saúde vai além dos muros das UBS
Rio de Janeiro