Implantação do eSUS regulação para gestão digital da demanda reprimida

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José Paulo da Silva Júnior

Jose Paulo

José Paulo da Silva Júnior

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APRESENTAÇÃO
A gestão da demanda reprimida no Sistema Único de Saúde (SUS) representa um desafio persistente para municípios de pequeno e médio porte, especialmente quando realizada por meio de ferramentas não estruturadas, como planilhas eletrônicas. No município de Carandaí (MG), a organização das filas de espera para consultas, exames e procedimentos era historicamente realizada em planilhas de Excel, o que implicava limitações importantes relacionadas à fragmentação das informações, dificuldade de atualização em tempo real, risco de inconsistências, baixa rastreabilidade e dependência de sistemas paralelos para operacionalização da regulação.
Além disso, parte da gestão de exames era realizada por meio de sistema contratado, gerando custo adicional ao município e dificultando a integração dos dados com a Atenção Primária à Saúde (APS) e com os fluxos regulatórios.
Diante desse cenário, identificou-se a necessidade de promover a transição para um sistema oficial, integrado e estruturado, que permitisse maior controle, transparência, rastreabilidade e qualificação da gestão da demanda reprimida. Nesse contexto, foi iniciada, a partir do final de março de 2026, a migração da gestão das filas para o sistema e-SUS Regulação.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de fortalecer a governança da regulação, integrar os processos assistenciais e administrativos e reduzir custos operacionais, ao mesmo tempo em que se qualificava o acesso aos serviços de saúde.
OBJETIVOS
Objetivo Geral:
Implantar o e-SUS Regulação como sistema oficial de gestão da demanda reprimida no município, substituindo o uso de planilhas e sistemas paralelos, visando qualificar a organização do acesso, aumentar a rastreabilidade e promover maior eficiência na regulação assistencial.
Objetivos Específicos:
• Migrar integralmente as demandas reprimidas de consultas e exames para o e-SUS Regulação;
• Padronizar o processo de registro e acompanhamento das solicitações;
• Integrar a APS ao sistema de regulação, garantindo maior alinhamento entre assistência e gestão;
• Eliminar a dependência de sistemas pagos para gestão de exames;
• Ampliar a transparência e a rastreabilidade das filas de espera;
• Qualificar o processo de trabalho das equipes administrativas e assistenciais;
• Garantir que novos encaminhamentos sejam inseridos diretamente no sistema oficial;
• Reduzir riscos de inconsistências, duplicidades e perda de informações.
METODOLOGIA
A experiência consistiu na migração estruturada das demandas reprimidas registradas em planilhas eletrônicas e sistemas paralelos para o sistema e-SUS Regulação, com reorganização simultânea do processo de trabalho das equipes envolvidas.
Inicialmente, foi realizado levantamento e consolidação das bases de dados existentes, incluindo filas de consultas, exames e procedimentos, com identificação de inconsistências, duplicidades e registros desatualizados. Em seguida, definiu-se estratégia operacional para digitação e inserção dessas informações no sistema oficial.
A etapa de migração foi conduzida de forma intensiva e organizada, com realização de três mutirões de digitação, ocorridos nos dias 14/03, 21/03 e 11/04 de 2026, envolvendo 43 profissionais, entre equipes administrativas e assistenciais. Durante esse período, foram digitadas 4.787 solicitações de consultas e 2.083 exames, garantindo a incorporação estruturada dessas demandas ao sistema.
Paralelamente, foram realizadas orientações e alinhamentos com as equipes, especialmente recepcionistas e profissionais da APS, para padronização do fluxo de inserção de novas solicitações, estabelecendo que todos os novos encaminhamentos passariam a ser registrados diretamente no e-SUS Regulação.
A implantação ocorreu de forma progressiva, com priorização inicial de exames de radiologia, tomografia, ultrassonografia e diagnósticos laboratoriais, que passaram a ser integralmente geridos no sistema, permitindo a descontinuidade do uso de ferramenta contratada previamente.
No momento atual, o município encontra-se na etapa final de migração das demandas relacionadas ao Tratamento Fora do Domicílio (TFD), consolidando a transição para um modelo de gestão digital integrado.

A gestão da demanda reprimida no município era realizada por meio de planilhas eletrônicas e sistemas paralelos, o que gerava fragmentação das informações, risco de inconsistências, baixa rastreabilidade e dificuldade de atualização em tempo real. Esse modelo comprometia a transparência, a segurança dos dados e a eficiência do processo regulatório. Além disso, a utilização de sistema pago para parte dos exames aumentava custos e dificultava a integração com a Atenção Primária. Esse cenário evidenciou a necessidade de migrar para um sistema oficial, integrado e estruturado, capaz de qualificar a gestão da fila, padronizar fluxos e fortalecer a organização do acesso no SUS.

RESULTADOS
A implantação do e-SUS Regulação resultou em avanços significativos na organização e qualificação da gestão da demanda reprimida no município.
Destaca-se a migração de 6.870 registros (4.787 consultas e 2.083 exames) para o sistema oficial, garantindo maior integridade, padronização e rastreabilidade das informações. A centralização dos dados permitiu melhor controle das filas, redução de inconsistências e maior confiabilidade das informações utilizadas para tomada de decisão.
A substituição de planilhas e sistemas paralelos por uma plataforma integrada promoveu maior transparência e segurança no processo regulatório, além de facilitar o acompanhamento das solicitações em tempo real.
A eliminação do sistema pago anteriormente utilizado para gestão de exames gerou economia de recursos financeiros e simplificação dos fluxos operacionais.
A incorporação do sistema ao processo de trabalho das equipes, com registro direto de novos encaminhamentos pelas recepcionistas, contribuiu para padronização dos fluxos e maior eficiência administrativa.
Além disso, a experiência fortaleceu a integração entre APS e regulação, ampliando a capacidade de organização do acesso e preparando o município para estratégias mais avançadas de gestão da demanda, como qualificação das solicitações e reavaliação sistemática das filas.

Planeje a migração com mapeamento prévio das filas, padronize os dados antes da inserção e defina fluxos claros de registro. Realize mutirões de digitação com equipes treinadas e acompanhamento técnico. Garanta que todos os novos encaminhamentos sejam registrados diretamente no sistema desde o início. Monitore a qualidade das informações, corrija inconsistências continuamente e mantenha integração entre APS e regulação. O apoio da gestão e o engajamento das equipes são decisivos para consolidar a mudança.

autor Principal

José Paulo da Silva Júnior

faturamentocarandai@yahoo.com.br

agente administrativo

Coautores

José Paulo da Silva Júnior, Ludimila Tereza Dornelas Cerqueira, Denílson Hermes da Cunha

A prática foi aplicada em

Carandaí

Minas Gerais

Sudeste

Esta prática está vinculada a

Rua Coletor Clovís Teixeira de Carvalho, 326 - Carandaí, MG, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

José Paulo da Silva Júnior

Conta vinculada

29 abr 2026

CADASTRO

29 abr 2026

ATUALIZAÇÃO

01 mar 2026

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

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