favor seguir as recomendações abaixo:
A garantia do acesso oportuno aos serviços de urgência é um dos pilares do Sistema Único de Saúde (SUS), sustentado pelos princípios da universalidade, integralidade e equidade. No SAMU 192 do Médio Paraíba (RJ), responsável pela cobertura de aproximadamente 1 milhão de habitantes em 12 municípios, a infraestrutura de telecomunicações mostrou-se componente crítico para a efetividade do cuidado.
Entre 2024 e 2025, a progressiva deterioração dos serviços da operadora Oi, culminando em sua falência, comprometeu gravemente o acesso ao número 192. Instabilidades recorrentes, falhas de conexão e queda no volume de chamadas evidenciaram ruptura direta do acesso da população ao serviço, impactando negativamente a universalidade, a integralidade e a equidade do cuidado.
Diante desse cenário, foi implementada uma resposta estruturada de governança regional, baseada em dados, gestão de riscos e articulação institucional. A principal intervenção consistiu na migração para a operadora Algar Telecom, com implantação de infraestrutura mais robusta, resiliente e tecnologicamente avançada. Complementarmente, foi desenvolvido e implantado o aplicativo SAMU 192 Fácil, ampliando os canais de acesso e reduzindo a dependência exclusiva da telefonia tradicional.
Foram também reestruturados fluxos operacionais, fortalecidos os mecanismos de monitoramento em tempo real e qualificada a regulação médica, consolidando um modelo de gestão orientado por dados e desempenho.
O estudo tem como objetivo analisar o impacto dessa reestruturação da infraestrutura de telecomunicações sobre o desempenho do serviço, com foco na ampliação do acesso, melhoria da continuidade do cuidado e redução de desigualdades, no período de janeiro de 2024 a janeiro de 2026.
Trata-se de um estudo observacional, longitudinal e comparativo, baseado em dados secundários dos sistemas institucionais, analisando indicadores como volume de ligações, número de ocorrências atendidas e tempo-resposta em casos críticos.
A iniciativa se justifica pela necessidade de fortalecer a resiliência dos serviços de urgência, evidenciando que a gestão da infraestrutura crítica é elemento estratégico para garantir acesso, qualidade e equidade no SUS.
A instabilidade progressiva da operadora Oi entre 2024 e 2025 comprometeu gravemente o acesso da população ao número 192 no Médio Paraíba, resultando em falhas recorrentes nas ligações, redução significativa no volume de chamadas e risco direto à assistência em situações de urgência. Essa fragilidade estrutural evidenciou uma ruptura do acesso ao serviço, afetando principalmente populações mais vulneráveis, ampliando desigualdades e comprometendo a capacidade de resposta do sistema. O cenário revelou a necessidade urgente de reestruturação da infraestrutura de telecomunicações, com foco em resiliência, diversificação de canais e fortalecimento da governança.
A intervenção produziu recuperação rápida e consistente dos indicadores de acesso e desempenho do serviço.
O número de ligações, que havia caído de aproximadamente 135 mil em 2024 para 95 mil em 2025 (redução de cerca de 30%), apresentou crescimento expressivo após a migração tecnológica. Entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, observou-se aumento de aproximadamente 72% no volume de chamadas e 30% nas ocorrências atendidas, evidenciando restabelecimento da universalidade do acesso.
O tempo-resposta em ocorrências críticas, que havia piorado durante o período de instabilidade (cerca de 19 minutos em 2025), apresentou melhora após a intervenção, com redução para aproximadamente 18 minutos em janeiro de 2026, indicando recuperação da eficiência assistencial.
Destacam-se como principais inovações:
Diversificação dos canais de acesso com o aplicativo SAMU 192 Fácil
Implantação de infraestrutura tecnológica mais resiliente
Monitoramento contínuo e em tempo real
Gestão baseada em dados e resposta rápida a crises
Como lições de implementação, evidencia-se que a infraestrutura de telecomunicações deve ser tratada como componente estratégico da assistência, e não apenas como suporte técnico. A antecipação de riscos e a capacidade de resposta rápida são determinantes para garantir continuidade do cuidado.
Para replicação da experiência em outros territórios do SUS, recomenda-se:
Tratar telecomunicações como infraestrutura crítica em saúde: garantir redundância, estabilidade e planos de contingência.
Diversificar canais de acesso: incorporar soluções digitais, como aplicativos, reduzindo dependência exclusiva da telefonia.
Fortalecer a governança regional: articular municípios e संस्थuições para respostas rápidas e coordenadas.
Adotar gestão baseada em dados: monitorar indicadores em tempo real para tomada de decisão ágil.
Planejar gestão de riscos: antecipar falhas estruturais e estruturar respostas antes do colapso.
Qualificar continuamente a regulação: integrar tecnologia e capacidade técnica para melhorar a resolutividade.
Garantir escalabilidade das soluções: priorizar tecnologias replicáveis e adaptáveis a diferentes realidades.
A principal orientação é clara: sistemas de urgência não podem depender de um único ponto de falha. A integração entre governança, tecnologia e organização do cuidado é essencial para garantir acesso, reduzir desigualdades e salvar vidas.
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