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O climatério constitui uma fase natural do ciclo de vida feminino, marcada por mudanças fisiológicas, emocionais e sociais que podem impactar significativamente a qualidade de vida das mulheres. Apesar de sua relevância, esse período ainda é frequentemente negligenciado na Atenção Primária à Saúde (APS), que historicamente concentra suas ações no ciclo gravídico-puerperal. Nesse contexto, o município de Santa Teresinha desenvolveu uma experiência voltada à promoção da saúde de mulheres no climatério, com foco na escuta qualificada, educação em saúde e fortalecimento do cuidado integral.
A experiência foi desenvolvida na Atenção Primária à Saúde do município de Santa Teresinha, a partir de uma atuação integrada entre a gestão municipal e as equipes da Estratégia de Saúde da Família. Essa parceria foi fundamental para o planejamento e execução das ações, garantindo alinhamento entre as necessidades identificadas no território e as intervenções propostas. As atividades ocorreram durante o mês de março, período estrategicamente escolhido em função das mobilizações voltadas à saúde da mulher, possibilitando maior engajamento da comunidade e fortalecimento das ações de promoção, prevenção e cuidado direcionadas às mulheres no climatério.
OBJETIVO GERAL:
Promover a saúde e o cuidado integral das mulheres no climatério no município de Santa Teresinha, por meio de ações educativas e estratégias de acolhimento na Atenção Primária à Saúde.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
– Identificar as principais dúvidas, medos e inseguranças das mulheres no período do climatério;
– Planejar ações educativas baseadas nas necessidades identificadas;
– Desenvolver materiais informativos acessíveis sobre o climatério e menopausa;
– Realizar atividades coletivas de educação em saúde voltadas para mulheres no período não reprodutivo.
METODOLOGIA
Trata-se de um relato de experiência exitosa desenvolvida no município de Santa Teresinha, a partir de uma abordagem qualitativa e participativa. Inicialmente, foi realizado um levantamento junto às mulheres em período de menopausa, por meio de escuta ativa durante atendimentos individuais e rodas de conversa nas unidades de saúde. Esse momento permitiu compreender percepções, dúvidas, medos e fragilidades relacionadas à assistência recebida.
Com base nos achados, a equipe de saúde, em conjunto com a gestão municipal, planejou intervenções voltadas às necessidades identificadas. As ações foram implementadas no mês de março, aproveitando a mobilização em torno do cuidado à saúde da mulher. Foram elaborados panfletos informativos com linguagem simples e acessível, abordando temas como sintomas do climatério, autocuidado, alimentação, saúde mental e direitos em saúde.
Além disso, foram realizados encontros educativos em grupos nas unidades de saúde, com metodologias participativas, incluindo rodas de conversa, dinâmicas e esclarecimento de dúvidas. As atividades foram conduzidas por profissionais da equipe multiprofissional, fortalecendo o vínculo entre usuárias e serviços de saúde.
O período climatérico, apesar de sua relevância, ainda é frequentemente negligenciado na Atenção Primária à Saúde (APS), que historicamente concentra suas ações no ciclo gravídico-puerperal.
Identificar as principais dúvidas, medos e inseguranças das mulheres no período do climatério;
– Planejar ações educativas baseadas nas necessidades identificadas;
– Desenvolver materiais informativos acessíveis sobre o climatério e menopausa;
– Realizar atividades coletivas de educação em saúde voltadas para mulheres no período não reprodutivo.
A experiência evidenciou maior adesão das mulheres às ações de saúde quando suas demandas são consideradas no planejamento das atividades. Observou-se participação ativa nos encontros, com relatos de identificação com a temática abordada e maior abertura para compartilhar experiências.
Os panfletos informativos contribuíram para ampliar o acesso à informação, sendo bem aceitos pelas usuárias. Houve também fortalecimento do vínculo entre profissionais e comunidade, além de maior visibilidade para o cuidado à mulher no período não reprodutivo.
Outro resultado relevante foi a sensibilização da gestão e das equipes de saúde quanto à necessidade de incluir o climatério como eixo prioritário nas ações da APS, ampliando o olhar para além da saúde reprodutiva.
A experiência desenvolvida em Santa Teresinha reforça a importância de reconhecer o climatério como uma fase que demanda atenção qualificada na Atenção Primária à Saúde. A escuta das mulheres foi fundamental para direcionar ações mais efetivas e alinhadas às suas reais necessidades.
As estratégias adotadas demonstraram que intervenções simples, como educação em saúde e produção de materiais informativos, podem gerar impactos positivos na autonomia, no autocuidado e na qualidade de vida das mulheres. Além disso, evidenciam a necessidade de institucionalizar esse cuidado de forma contínua, evitando que o período não reprodutivo permaneça invisibilizado nas práticas de saúde.
Recomenda-se a ampliação e continuidade dessas ações, bem como a inclusão do tema climatério nas agendas permanentes da APS, fortalecendo uma assistência integral, equitativa e humanizada à saúde da mulher ao longo de todo o seu ciclo de vida.
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE SANTA TERESINHA PB
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