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O município de Antônio Carlos/MG tem observado aumento de afastamentos laborais relacionados a transtornos mentais entre trabalhadores da Atenção Primária à Saúde (APS), impactando a qualidade da assistência, a continuidade do cuidado e a organização dos serviços. Esse cenário associa-se à sobrecarga de trabalho, à complexidade das demandas assistenciais, a fragilidades na organização do processo de trabalho e a dificuldades na comunicação e condução das equipes.
A problemática foi identificada a partir de diagnóstico situacional no território, evidenciando desgaste físico e emocional dos profissionais e repercussões no cuidado ofertado. A partir disso, em articulação com a gestão municipal, foi implementado, em junho de 2025, o projeto “Cuidando de quem cuida”, voltado aos trabalhadores da APS do município.
A iniciativa tem como objetivo promover a saúde mental e o bem-estar dos profissionais por meio de abordagem integral, que articula escuta qualificada, acompanhamento multiprofissional, práticas integrativas e complementares em saúde (PICS) e ações voltadas à qualificação do processo de trabalho.
O projeto é desenvolvido de forma gradual nas Unidades Básicas de Saúde, com participação de equipe multiprofissional e apoio da gestão e da vigilância em saúde do trabalhador. A partir da escuta dos profissionais, são identificadas demandas relacionadas ao sofrimento psíquico, às relações de trabalho e à organização dos serviços, possibilitando tanto o cuidado individual quanto a indução de melhorias institucionais.
Trata-se de estratégia de baixo custo, baseada em recursos da própria rede, com potencial de replicabilidade em outros contextos da APS.
Identificou-se aumento de afastamentos por transtornos mentais entre trabalhadores da APS, associado à sobrecarga, fragilidades na organização do processo de trabalho, dificuldades de comunicação e liderança e ausência de fluxos estruturados, com impacto direto na qualidade da assistência, no funcionamento das equipes e na sustentabilidade dos serviços de saúde.
A iniciativa foi implementada em três Unidades Básicas de Saúde, com participação de mais de 50 profissionais e elevada adesão às atividades propostas. Observou-se melhora do bem-estar, redução de sintomas de estresse e ansiedade, melhora da qualidade do sono e diminuição de queixas álgicas, além de maior disposição para o trabalho.
Destaca-se o fortalecimento do vínculo entre trabalhadores e gestão e a ampliação da percepção de cuidado institucional. A escuta qualificada possibilitou identificar fragilidades no processo de trabalho, subsidiando a realização de ação institucional voltada ao fortalecimento da gestão, organização de fluxos assistenciais e qualificação da comunicação entre equipes.
Como inovação, evidencia-se a integração do cuidado em saúde mental do trabalhador com práticas integrativas e ações institucionais, promovendo impacto em níveis individual, coletivo e organizacional. A experiência apresenta baixo custo, alta aceitabilidade e potencial de expansão para toda a rede, reforçando sua sustentabilidade e replicabilidade.
Recomenda-se iniciar a partir de diagnóstico situacional e escuta qualificada dos trabalhadores, garantindo o envolvimento da gestão desde o planejamento. É fundamental atuar com equipe multiprofissional e integrar cuidado individual, práticas integrativas e ações institucionais voltadas à organização do processo de trabalho.
A utilização de recursos já disponíveis na rede favorece a viabilidade da iniciativa, enquanto a estruturação de fluxos e o monitoramento contínuo contribuem para sua sustentabilidade. Destaca-se a importância de valorizar o cuidado ao trabalhador como estratégia central para qualificação da assistência e fortalecimento dos serviços de saúde.
Av. Dr. Henrique Diniz, 348 - Antônio Carlos, MG, 36220-000, Brasil
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