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A implantação da “Casa da Vacina”, configurada como uma sala de imunização em ambiente hospitalar, surgiu da necessidade premente de ampliar o acesso a vacinação no município de Campina Grande, o qual enfrenta o desafio de reverter a queda nas coberturas vacinais, fenômeno causado por fatores multifatoriais que comprometem a proteção coletiva.
Inaugurada em 21 de junho de 2024 no Hospital Municipal Pedro I a unidade opera sob uma lógica inovadora de multivacinação e vacinação supervisionada. O serviço funciona de domingo a domingo, das 08:00 às 20:00 horas, incluindo feriados, garantindo que a população tenha acesso ampliado aos imunizantes de forma contínua. A “Casa da Vacina” disponibiliza quase todos os imunobiológicos do Programa Nacional de Imunização, com exceção da BCG, consolidando-se como um ponto estratégico para a atualização da situação vacinal em todos os ciclos de vida, desde a infância até a terceira idade.
Um dos diferenciais cruciais do serviço é a oferta de imunobiológicos especiais e a vacinação antirrábica humana. Considerando que Campina Grande não dispõe de um Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), a unidade contribui estruturando o fluxo para pacientes com condições clínicas especiais ou que possuem histórico de reações alérgicas graves. A presença em ambiente hospitalar garante a segurança necessária para procedimentos que demandam monitoramento imediato, minimizando riscos e aumentando a confiança do usuário no sistema de saúde.
Esta experiência demonstra que a ampliação do acesso e o funcionamento em horários diferenciados são ferramentas de gestão eficazes para fortalecer os princípios de universalidade e integralidade do SUS. Ao integrar a vigilância epidemiológica com a assistência hospitalar, a iniciativa não apenas melhora os índices de vacinação locais, mas também assegura a proteção contra doenças imunopreveníveis em uma escala robusta, servindo como modelo de eficiência para outras regiões.
Descrever a implantação da “Casa da Vacina” como estratégia inovadora de multivacinação e vacinação supervisionada em ambiente hospitalar em todos os ciclos de vida, visando ampliar o acesso e qualificar a cobertura vacinal no âmbito municipal.
1. Viabilizar a imunização integral de indivíduos em todos os ciclos de vida, por meio da expansão do acesso e da oferta qualificada de imunobiológicos em ambiente seguro;
2. Incrementar os índices de cobertura vacinal municipal, mitigando barreiras de acesso e fortalecendo as estratégias do Programa Nacional de Imunização;
3. Fortalecer as ações de controle, eliminação e erradicação de doenças imunopreveníveis mediante a vigilância ativa e a oferta estratégica de imunizantes;
4. Assegurar a continuidade da assistência vacinal em horários diferenciados, promovendo a universalidade e a integralidade das ações de saúde no SUS.
A experiência demonstrou que a expressiva aceitação popular, evidenciada pela crescente procura por imunizantes do Programa Nacional de Imunização (PNI) na Casa da Vacina, tem contribuído significativamente para a proteção das pessoas em todos os ciclos de vida e para o incremento da cobertura vacinal municipal. Além do impacto epidemiológico, registram-se elevados índices de satisfação dos usuários, com destaque para a viabilidade do horário de atendimento ampliado.
Dados da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) ratificam esse êxito: em aproximadamente 22 meses de funcionamento, a unidade localizada no Hospital Municipal Pedro I totalizou 50.139 doses aplicadas. A distribuição por faixa etária revela a abrangência da estratégia: 11.677 doses em menores de 2 anos; 11.205 entre 2 e 11 anos; 1.925 de 12 a 19 anos; 18.866 de 20 a 59 anos e 6.466 em indivíduos com 60 anos ou mais. Com esse desempenho, o serviço consolidou-se como a segunda unidade com maior volume de vacinação no município no ano de 2025.
Ademais, a Casa da Vacina supre a lacuna de um Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) local, tornando-se também referência em profilaxia antirrábica humana e imunização supervisionada para pacientes com histórico de alergias graves. A integração entre a vigilância epidemiológica e a rede hospitalar fortalece os princípios de acessibilidade e resolutividade do SUS, comprovando a eficácia do serviço no alcance das metas propostas.
A implantação da Casa da Vacina em Campina Grande revela-se uma estratégia de gestão pública exitosa e inovadora, capaz de responder aos desafios contemporâneos da imunização. Ao integrar a vigilância epidemiológica à assistência hospitalar, o serviço não apenas ampliou o acesso físico por meio de horários diferenciados, mas também qualificou o atendimento para grupos específicos, suprindo a ausência de um CRIE municipal e garantindo a segurança em procedimentos supervisionados.
Os expressivos indicadores de produtividade — superando 50 mil doses aplicadas em aproximadamente 22 meses de funcionamento — e a alta aceitação popular ratificam que a flexibilização do modelo tradicional de atenção primária é essencial para elevar as coberturas vacinais. Em suma, a experiência consolida-se como um referencial de eficiência e resolutividade, fortalecendo os princípios de universalidade e integralidade do SUS e servindo de modelo para a estruturação de políticas públicas de imunização em outros centros urbanos.
Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande PB
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