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A experiência foi desenvolvida na UBS José de Sousa Almeida, em Chapadinha-MA, entre julho e outubro de 2025, com o objetivo de qualificar as visitas domiciliares por meio da Busca Ativa Inteligente baseada em georreferenciamento e priorização de risco. A iniciativa surgiu diante de desafios como dispersão territorial, aumento de faltosos no acompanhamento de hipertensos e diabéticos, pré-natal irregular e reincidência de focos de Aedes aegypti. A estratégia integrou ACS e ACE, utilizando dados do e-SUS, prontuários e sistemas de vigilância para mapear vulnerabilidades e organizar o processo de trabalho, tornando-o mais eficiente, equitativo e resolutivo.
A equipe identificou dificuldades na organização das visitas domiciliares devido à dispersão territorial e à ausência de critérios objetivos de priorização. Observou-se aumento de pacientes faltosos, gestantes com acompanhamento irregular e persistência de focos de Aedes aegypti, além de microáreas descobertas. Esses fatores evidenciaram a necessidade de aprimorar a busca ativa tradicional, tornando-a mais estratégica e baseada em dados, a fim de melhorar a identificação de riscos e otimizar as ações de saúde no território.
A implementação da Busca Ativa Inteligente trouxe melhorias significativas, como redução dos focos de Aedes aegypti nas áreas prioritárias e aumento da adesão de hipertensos e diabéticos ao acompanhamento e tratamento. Houve também maior regularidade no pré-natal das gestantes identificadas como de risco. A integração entre ACS e ACE possibilitou identificar vulnerabilidades sociais antes invisíveis, permitindo intervenções mais rápidas. Além disso, o uso de mapas de calor otimizou o planejamento e o deslocamento das equipes, tornando as ações mais eficientes e direcionadas.
Recomenda-se que equipes interessadas iniciem com a organização e análise de dados já disponíveis nos sistemas de saúde, como e-SUS e registros locais. A utilização de ferramentas simples de georreferenciamento pode facilitar a identificação de áreas prioritárias. É essencial promover a integração entre ACS e ACE e realizar monitoramento contínuo dos indicadores para ajustes no planejamento. A estratégia deve ser adaptada à realidade local, valorizando o trabalho em equipe e o uso de dados para tomada de decisão, garantindo maior efetividade das ações.
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