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Ações Articuladas Entre Vigilância Epidemiológica e Atenção Básica para Melhoria da Cobertura Vacinal no Município de João Ramalho

Categoria não especificada

João Ramalho é um município de pequeno porte do interior de São Paulo, com 4.577 habitantes. De acordo com dados do DataSUS, a cobertura vacinal em João Ramalho, nos últimos 3 anos, foi de 29% (2020), 95% (2021) e 112% (2022). Uma das principais ações que impactou em melhorias na cobertura vacinal foi a articulação estreita entre a vigilância epidemiológica (VE) e atenção básica (AB) do município. Em 2021, a atual enfermeira responsável pela VE assumiu o serviço e, em 2022, o cargo de diretora da AB foi preenchido. A partir de então, foram sendo retomadas ações que eram realizadas antes do período de pandemia e construídas outras ações que fortaleceram a estratégia para o aumento da cobertura vacinal: – mutirão entre a equipe de saúde para digitação das fichas espelho no Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC/eSUS-AB); – realização do dia D de vacinação aos sábados com passeio de trenzinho e entrega de bolas e algodão doce para as crianças; – atendimento da sala de vacina em horário estendido; – articulação com as escolas para solicitação de autorização das famílias para vacinação das crianças na escola; – intensificação da busca ativa pelas agentes comunitárias de saúde (ACS) por crianças e adolescentes com atrasos vacinais; – levantamento das ACS das pessoas acamadas e domiciliadas por microárea e vacinação casa a casa com enfermeiras e técnicas/auxiliares de enfermagem das Estratégia Saúde da Família (ESF); – busca ativa por telefone pela enfermeira da VE das crianças e adolescentes com atrasos vacinais; – inauguração de uma segunda sala de vacina na unidade ESF II e ampliação da equipe de enfermagem com contratação de mais técnicos de enfermagem; – participação dos profissionais das salas de vacina em treinamentos e capacitações sobre imunização e sistemas de informação; – intensa divulgação das estratégias nas redes sociais, site da prefeitura, carro de som, faixas, visitas domiciliares e grupos de whatsapp das escolas, igrejas e saúde; – realização de vacina em todas as oportunidades de ações no território: campanha Fique Sabendo, Ônibus da Prevenção, Dia Mundial da Saúde, Bingo da Terceira Idade etc; – produção de relatórios e monitoramento pela enfermeira da VE e pela diretora da AB da cobertura vacinal nos sistemas de informação do Programa Nacional de Imunização (PNI), DataSUS e E-gestor/AB; – melhoria nos cadastros dos munícipes no PEC pelas equipes de ESF, aumentando o número de cadastro pelas ACS e corrigindo as inconsistências e erros nos cadastros; – reuniões periódicas entre enfermeira da VE e diretora da AB e com as equipes de ESF para devolutivas, planejamento e avaliação das ações realizadas.

Número insuficiente de equipe de enfermagem para ampliar e fortalecer as ações de vacinação em sala de vacina e nos territórios; – Aumento da necessidade de registro em vários sistemas de informação que não se integram e não se comunicam, gerando sobrecarga da equipe em sala de vacina e aumentando as possibilidades de erros e registros inadequados; – Inconsistências entre os sistemas de informação PEC e SI-PNI.

Aumentar o número de profissionais da enfermagem para atuarem especificamente na imunização em sala de vacina e nos territórios; – Ter financiamento adequado das instâncias federal e estaduais para aumentar as equipes de enfermagem atuantes nas salas de vacina; – Ter financiamento adequado das instâncias federal e estaduais para implementação da vacinação casa a casa e vacinação domiciliar nos municípios que tenham condições territoriais para tal estratégia; – Melhorar a integração e a intercomunicação dos sistemas de informação da imunização e da atenção básica nos âmbitos federais, estaduais e municipais para diminuir as divergências e facilitar o registro e a geração de relatórios pelas equipes de saúde; – Fortalecer as ações intersetoriais para divulgação e vacinação nos diversos equipamentos sociais do território.

A pesquisa fornece informações relevantes para que as regionais de saúde e os municípios reflitam sobre a cobertura vacinal nos territórios e sobre como as condições de trabalho e de vida e as características regionais e locais impactam nesta cobertura. A experiência do município de João Ramalho mostrou que uma estratégia articulada entre VE e AB tem potencial para melhorar a cobertura e o êxito vacinal, especialmente, porque avança para ações que privilegiam o território e as singularidades de cada grupo populacional. Contudo, há muitos desafios a serem superados para que as ações traçadas tenham bons resultados, sendo a principal delas a garantia de um financiamento adequado das instâncias federal e estaduais para a atenção básica e a vigilância em saúde para que mais profissionais de enfermagem possam ser contratadas, treinadas e capacitadas para atuarem na imunização e para que as equipes possam construir e avançar em ações territoriais, potencializando os preceitos do PNI no país.

Principal

Cristiane de Oliveira Tangerino

Coautores

Karen Namie Sakata So , Marco Antônio Rodrigues da Silva , Adélio Cézar Mathias Júnior

A prática foi aplicada em

Região

Instituição

Endereço

Uma organização do tipo

Instituição Privada

Foi cadastrada por

Conta vinculada

ideiasus@gmail.com

A prática foi cadastrada em

23 dez 2023

e atualizada em

23 dez 2023

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos

Palavras-chave

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