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A experiência consiste na valorização da informação, orientação e educação em saúde como estratégias para prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) entre adolescentes e jovens da população LGBTQIAPN+. A proposta parte do reconhecimento de que esse público apresenta vulnerabilidades relacionadas à sexualidade, ao acesso à informação, às condições sociais e às barreiras encontradas nos serviços de saúde. O objetivo da experiência é fortalecer ações de educação, informação e orientação em saúde sexual, com foco na prevenção das IST, promoção de práticas sexuais seguras e redução das vulnerabilidades individuais, sociais e institucionais. A proposta justifica-se pela necessidade de desenvolver abordagens inclusivas, acessíveis e livres de preconceito, considerando as especificidades da população LGBTQIAPN+. Para o desenvolvimento da experiência, foi realizado levantamento e análise de produções científicas relacionadas à temática. Inicialmente, foram identificadas 286 publicações, sendo selecionados 11 estudos que apresentaram maior concordância com os objetivos da pesquisa. A análise desse material permitiu identificar vulnerabilidades, barreiras de acesso e necessidades relacionadas à prevenção das IST e à utilização dos serviços de saúde. A experiência foi fundamentada na importância da articulação entre educação e saúde, contemplando informações e orientações sobre sexualidade, prevenção das IST, uso de preservativos, diagnóstico precoce e acesso aos serviços de saúde. A proposta buscou contribuir para uma abordagem mais acolhedora, inclusiva e livre de discriminação.
A experiência foi motivada pela insuficiência de informações qualificadas sobre sexualidade e prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis, associada às vulnerabilidades sociais, ao estigma, à discriminação e às barreiras de acesso aos serviços de saúde. Esses fatores podem aumentar a exposição de adolescentes e jovens LGBTQIAPN+ às IST e dificultar a adoção de medidas preventivas. O problema também se relaciona à existência de serviços de saúde que nem sempre estão preparados para oferecer atendimento acolhedor, inclusivo e livre de preconceitos, dificultando a busca por informações, prevenção, diagnóstico e acompanhamento. Foram identificadas barreiras relacionadas à comunicação, acessibilidade, discriminação e escassez de serviços específicos, evidenciando a necessidade de aperfeiçoar as ações de promoção e prevenção em saúde para essa população.
Os resultados evidenciaram a importância da informação e da educação sexual para a prevenção das IST entre adolescentes e jovens LGBTQIAPN+. A análise dos 11 estudos selecionados identificou vulnerabilidades relacionadas à iniciação sexual, ao uso inconsistente de preservativos, à desinformação, às desigualdades sociais, ao estigma e à discriminação. Também foram identificadas barreiras relacionadas ao acesso e à utilização dos serviços de saúde, especialmente aquelas associadas à discriminação da população LGBTQIAPN+. Como benefício da experiência, destaca-se o fortalecimento da compreensão sobre a necessidade de estratégias de promoção da saúde que considerem as particularidades individuais, sociais e institucionais dessa população. Como inovação e principal lição da experiência, destaca-se a compreensão de que a educação em saúde precisa ser desenvolvida de forma inclusiva e livre de preconceitos, não se limitando à transmissão de informações, mas contribuindo para ampliar conhecimentos, favorecer escolhas conscientes, promover práticas sexuais seguras e reduzir vulnerabilidades.
Recomenda-se o fortalecimento e a continuidade das ações de educação, informação e orientação em saúde sexual direcionadas a adolescentes e jovens LGBTQIAPN+, com foco na prevenção das IST, promoção de práticas sexuais seguras e redução das vulnerabilidades individuais, sociais e institucionais. Para facilitar a implementação de práticas semelhantes, é importante considerar as especificidades da população atendida e desenvolver ações acessíveis, acolhedoras e livres de discriminação. Também se recomenda a qualificação permanente dos profissionais de saúde para uma abordagem inclusiva e humanizada, além da ampliação do acesso aos serviços de prevenção, diagnóstico e cuidado. A articulação entre educação e saúde deve ser fortalecida para enfrentar a desinformação, o estigma, a discriminação e as barreiras de acesso aos serviços. A experiência demonstra que ações planejadas a partir das necessidades específicas da população podem contribuir para uma vivência sexual mais segura e saudável e para a melhoria do cuidado em saúde.
Unidade Estácio SEAMA - AP - Avenida Jose Tupinamba de Almeida - Jesus de Nazaré, Macapá - AP, Brasil
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