Vozes da Saúde se aproxima dos 200 episódios com 20 novas histórias que revelam a potência do SUS nos territórios

Série da IdeiaSUS Fiocruz amplia para 186 o número de relatos sobre experiências, práticas e personagens que fazem o SUS acontecer todos os dias

Ana Karolina

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Há muitas maneiras de contar a história do Sistema Único de Saúde (SUS). Uma delas é ouvir quem vive o cotidiano dos serviços, conhece de perto os desafios dos territórios e, diante deles, encontra caminhos possíveis para cuidar. É desse lugar que nasce a série Vozes da Saúde, as experiências da IdeiaSUS, produzida pela Plataforma IdeiaSUS Fiocruz em parceria com a VideoSaúde Fiocruz, cujo propósito é dar visibilidade e servir como ponto de memória para práticas que apontam para um sistema público de saúde potente e presente na vida de milhões de pessoas.

Com o lançamento de 20 novos episódios, a série chega a 186 relatos audiovisuais e se aproxima de uma marca simbólica: 200 vídeos. Mais do que
números, a trajetória revela um grande mosaico de experiências que ajudam a compreender a dimensão e a diversidade do SUS brasileiro.

Uma coleção de histórias, uma mesma defesa do SUS

Imagens do episódio “Instituto Axé Mulher | Parte 1”

Nesses 20 novos episódios, as histórias percorrem diferentes serviços e regiões do Brasil e revelam um SUS que se reinventa a partir da realidade de cada território. Há quem leve a Atenção Primária até trabalhadores rurais, utilize a música como recurso de humanização no cuidado domiciliar, encontre no cinema uma possibilidade de acolhimento para adolescentes e transforme os horários de funcionamento de uma unidade para aproximar os homens dos serviços de saúde. Há, também, experiências de equidade, participação social, cuidado em saúde mental, atenção à pessoa idosa, vigilância, prevenção e incorporação de práticas integrativas.

São 20 histórias. E, em cada uma delas, uma ideia em comum: cuidar também é criar caminhos. Reunidos, os 20 novos episódios formam um retrato plural de um sistema que está nos grandes hospitais e nas pequenas unidades, nas cidades e no campo, nas equipes de vigilância e nos espaços de participação popular, nos cuidados em saúde mental e nas ações de prevenção, na tecnologia e nas práticas integrativas, na música, no cinema, na culinária e, sobretudo, nas relações humanas.

Uma coleção de histórias, uma mesma defesa do SUS

Imagens do episódio “Horário diferenciado na UBS: impacto na saúde masculina” 

Nesses 20 novos episódios, as histórias percorrem diferentes serviços e regiões do Brasil e revelam um SUS que se reinventa a partir da realidade de cada território. Há quem leve a Atenção Primária até trabalhadores rurais, utilize a música como recurso de humanização no cuidado domiciliar, encontre no cinema uma possibilidade de acolhimento para adolescentes e transforme os horários de funcionamento de uma unidade para aproximar os homens dos serviços de saúde. Há, também, experiências de equidade, participação social, cuidado em saúde mental, atenção à pessoa idosa, vigilância, prevenção e incorporação de práticas integrativas.

São 20 histórias. E, em cada uma delas, uma ideia em comum: cuidar também é criar caminhos. Reunidos, os 20 novos episódios formam um retrato plural de um sistema que está nos grandes hospitais e nas pequenas unidades, nas cidades e no campo, nas equipes de vigilância e nos espaços de participação popular, nos cuidados em saúde mental e nas ações de prevenção, na tecnologia e nas práticas integrativas, na música, no cinema, na culinária e, sobretudo, nas relações humanas.

Desta forma, ao chegar a 186 episódios, a série reafirma seu compromisso de registrar, preservar e compartilhar essas experiências, abrindo espaço para que sejam ouvidas as muitas vozes que fazem do SUS uma experiência viva, diversa e coletiva. Cada vídeo é, ao mesmo tempo, relato de uma prática e fragmento da história cotidiana do SUS.

Quando o território inspira novas respostas

Os 20 novos episódios estão disponíveis na playlist da série Vozes da Saúde, no canal da IdeiaSUS no YouTube. E cada vídeo (uma nova e inovadora resposta) pode ser acessado abaixo.

A inserção do ayurveda no cuidado perioperatório dos pacientes oncológicos de um pequeno hospital

Em um pequeno hospital público de Porto Alegre (RS), o cuidado de pacientes oncológicos ganha novas possibilidades com a incorporação do ayurveda ao período perioperatório. A experiência aproxima uma prática integrativa do cuidado em oncologia e propõe um olhar para o paciente que vai além da doença, considerando diferentes dimensões do processo de cuidar.

Imagens do episódio “Microgestão fisioterapêutica: Linha de cuidado ao idoso – Casimiro de Abreu”  

Microgestão fisioterapêutica: Linha de cuidado ao idoso – Casimiro de Abreu

Em Casimiro de Abreu, a experiência apresenta uma estratégia de organização do cuidado fisioterapêutico voltada à população idosa. A proposta aposta no acompanhamento mais próximo e articulado para responder às necessidades de uma população que demanda atenção contínua e integral.

Melhor em casa entregando saúde aos que mais precisam – Mendes

Em Mendes, o cuidado domiciliar ganha espaço como possibilidade de levar a atenção em saúde até onde está o usuário. O episódio mostra como o programa Melhor em Casa amplia o acesso e oferece cuidado a pessoas que enfrentam dificuldades de deslocamento ou que necessitam de acompanhamento no próprio domicílio.

Musicoterapia no Programa Melhor em Casa: estratégia de humanização no cuidado – Arraial do Cabo

Em Arraial do Cabo, o cuidado domiciliar ganha música. A experiência utiliza a musicoterapia como recurso de humanização, valorizando dimensões afetivas, subjetivas e relacionais presentes no processo de cuidar. Uma experiência que lembra que, muitas vezes, cuidar também é criar novas formas de encontro.

Imagem do episódio “Memórias que curam: o impacto das interações sociais na saúde mental dos idosos” 

Memórias que curam: o impacto das interações sociais na saúde mental dos idosos

A saúde mental dos idosos é tema desta experiência, que chama atenção para a importância dos vínculos, das relações sociais e da convivência na promoção do bem-estar e na proteção da saúde mental durante o envelhecimento.

Projeto de integração territorial dos ACEs às Unidades Básicas de Saúde – Barra Mansa

Em Barra Mansa, agentes de combate às endemias (ACEs) e equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBS) aproximam seus saberes e práticas. A experiência fortalece a integração entre Vigilância e Atenção Primária e mostra como o trabalho conjunto pode ampliar a capacidade de conhecer e responder às necessidades do território.

Caminhos da saúde: estratégia visual para mapeamento territorial na Atenção Primária – Saquarema

Em Saquarema, conhecer o território também passa pelo olhar. A experiência utiliza recursos visuais para facilitar o mapeamento territorial e apoiar o
planejamento das ações de saúde, aproximando informação e realidade local.

Saúde viva no campo: Atenção Primária itinerante para trabalhadores rurais – Paty do Alferes

Em Paty do Alferes, o território é também o campo. A experiência leva ações da Atenção Primária até trabalhadores rurais, aproximando o cuidado de uma população cujas condições de vida e trabalho podem dificultar o acesso regular aos serviços de saúde.

Vigia APS

A integração entre Vigilância e Atenção Primária está no centro desta experiência, que reforça a importância de conhecer os riscos e as necessidades do território para orientar ações de prevenção, cuidado e promoção da saúde.

Prevenção e cuidado: implantação do Serviço de Telerretinografia para usuários diabéticos

Para usuários com diabetes, prevenir também significa enxergar antes. A implantação do Serviço de Telerretinografia apresenta uma estratégia de apoio à identificação de alterações oculares relacionadas à doença, ampliando possibilidades de acesso ao diagnóstico e ao cuidado.

Saudável Chef Hiperdia: desenvolvendo habilidades culinárias e promovendo a alimentação saudável

A promoção da alimentação saudável ganha uma dimensão prática nesta experiência, que aposta no desenvolvimento de habilidades culinárias como
ferramenta de educação em saúde. A proposta incentiva escolhas alimentares mais saudáveis entre usuários acompanhados pelo programa Hiperdia.

Horário diferenciado na UBS: impacto na saúde masculina

Uma mudança na organização do serviço pode fazer diferença no acesso. Ao oferecer horário diferenciado na Unidade Básica de Saúde, a experiência busca aproximar os homens da Atenção Primária e favorecer o cuidado, a prevenção e o acompanhamento da saúde masculina.

Instituto Axé Mulher – Parte I

Em Guaratiba, o Instituto Axé Mulher aparece em dois episódios. Juntos, os vídeos apresentam uma experiência social e de cuidado desenvolvida no território, trazendo para o centro da narrativa as mulheres, suas necessidades e a construção de redes de apoio e proteção. Na primeira parte, as vozes são de Mãe Manu da Oxum, sacerdotisa da Umbanda e idealizadora do instituto, e de Juraci Sérgio, médico e pesquisador da IdeiaSUS.

Instituto Axé Mulher – Parte II

Na continuidade da experiência, o segundo episódio amplia o olhar sobre o trabalho desenvolvido pelo Instituto Axé Mulher e sua atuação no território. As vozes aqui são de seus colaboradores, entre psicopedagoga, médica da família e psiquiatra e profissional de educação física e auriculoterapeuta, que fazem dessa iniciativa potente e real. Os dois vídeos ajudam a compreender como iniciativas construídas a partir das necessidades concretas das comunidades podem fortalecer vínculos, cuidado e proteção social.

Agenda Trans: equidade e humanização no acesso aos serviços de saúde na Atenção Primária

A construção de estratégias para ampliar e qualificar o acesso da população trans aos serviços de saúde é o foco desta experiência. O episódio reforça que garantir o direito à saúde implica reconhecer diferenças, enfrentar barreiras e produzir acolhimento, respeito e cuidado humanizado.

Equidade no SUS

O próprio princípio da equidade está no centro desta experiência, que evidencia a necessidade de construir respostas capazes de considerar desigualdades e necessidades específicas da população. Afinal, garantir o direito à saúde pressupõe
reconhecer que diferentes pessoas e territórios também demandam diferentes formas de cuidado.

Cineclube terapêutico: adolescentes em cena

Para adolescentes, falar de saúde mental pode encontrar caminhos inesperados. Nesta experiência, o cinema é utilizado como recurso terapêutico e de cuidado, estimulando reflexão, expressão, convivência e diálogo. Uma proposta que reconhece a potência da cultura e das produções audiovisuais na construção de vínculos.

Cuidado compartilhado na escola: matriciamento em saúde mental como estratégia intersetorial no SUS

A aproximação entre saúde e educação é o caminho escolhido para enfrentar demandas de saúde mental no ambiente escolar. A experiência aposta no
matriciamento e no compartilhamento de saberes e responsabilidades entre os setores, fortalecendo a rede de cuidado e a atenção às crianças e adolescentes.

Entrada assistida – entre o ideal e o real: a potência do cuidado possível

Entre aquilo que se deseja oferecer e aquilo que é possível construir no cotidiano dos serviços existe um espaço onde o cuidado acontece. A experiência parte justamente dessa tensão para mostrar a potência de uma atenção baseada em escuta, vínculo e capacidade de produzir respostas possíveis diante da realidade concreta.

Soberania popular no SUS: a consolidação dos Conselhos Locais de Saúde

O SUS não se constrói apenas dentro das unidades e dos hospitais. Ele também se fortalece nos espaços de participação social. A experiência mostra a importância dos Conselhos Locais de Saúde como espaços de diálogo, participação e exercício da cidadania na construção das políticas de saúde.

Vozes da Saúde

A série é produzida pela Plataforma IdeiaSUS Fiocruz em parceria com a VideoSaúde Fiocruz, com apoio da Agência Fiocruz de Notícias (AFN) e da
Coordenação de Comunicação Social (CCS) da Fundação. Em vídeos curtos, objetivos e carregados de informação, trabalhadores e trabalhadoras, gestores, usuários e outros atores do SUS contam experiências desenvolvidas nos territórios e mostram que, muitas vezes, inovar em saúde significa encontrar respostas criativas para necessidades muito concretas da população.

Por Katia Machado (Plataforma IdeiaSUS Fiocruz)