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A experiência refere-se à implementação de matrizes intersetoriais entre o CRAS e as UBS do território com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale e do CEDAPS, no âmbito do Programa Juntos pela Saúde (BNDES e IDIS), em implementação no período de 2023 a 2026. A matriz foi inicialmente elaborada em outubro de 2025 e posteriormente remodelada em abril de 2026, com o objetivo de qualificar a articulação entre as políticas de assistência social e saúde.
A proposta teve como foco o planejamento integrado de ações voltadas a públicos prioritários do território, como crianças, adolescentes e idosos, considerando demandas identificadas no acompanhamento social e nas práticas de saúde. As ações incluíram atividades educativas sobre vacinação (HPV), saúde mental e bullying, além de práticas de promoção da saúde com a população idosa, como aferição de pressão arterial, glicemia, atividades físicas e orientações preventivas.
A operacionalização ocorreu por meio de reuniões de planejamento conjunto, definição de temas prioritários, divisão de responsabilidades entre as equipes e mobilização do público pelo CRAS, enquanto as UBS contribuíram com suporte técnico em saúde. Destaca-se que, embora a matriz tenha orientado o planejamento, algumas ações intersetoriais também foram realizadas para além do escopo inicialmente previsto, evidenciando a flexibilidade da estratégia e a ampliação espontânea da articulação entre os serviços.
A experiência também contou com parcerias ampliadas, como a participação de acadêmicos de medicina, fortalecendo o caráter formativo e interdisciplinar das ações.
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A experiência foi motivada pela necessidade de atuação conjunta entre o CRAS e as Unidades Básicas de Saúde, reconhecidos como portas de entrada das políticas públicas de assistência social e saúde no território. As equipes identificaram demandas que exigiam intervenções integradas e articuladas, evidenciando a importância de fortalecer a intersetorialidade para garantir respostas mais qualificadas, efetivas e alinhadas às necessidades do público atendido.
A utilização da matriz intersetorial contribuiu para organizar o planejamento das ações entre o CRAS Santa Inês e as Unidades Básicas de Saúde, funcionando como ferramenta de alinhamento entre as equipes e apoio na definição de atividades conjuntas no território. A matriz favoreceu a comunicação entre os serviços, a distribuição de responsabilidades e o acompanhamento das ações realizadas.
Como benefício, destaca-se a maior integração entre assistência social e saúde, com fortalecimento do trabalho em rede e melhoria na articulação entre as equipes. Como inovação, a matriz se apresentou como um instrumento prático de organização e planejamento intersetorial, permitindo sistematizar ações e orientar o trabalho conjunto de forma mais estruturada.
Além das atividades previstas, observou-se a ampliação das ações intersetoriais, com a realização de iniciativas em parceria com outras equipes de saúde não inicialmente incluídas na matriz, evidenciando a incorporação da intersetorialidade no cotidiano dos serviços.
Como lição, ressalta-se a importância da flexibilidade na utilização da matriz e da manutenção do diálogo contínuo entre as equipes, permitindo adaptações conforme as demandas do território e favorecendo a continuidade das ações.
Recomenda-se que a implementação de práticas intersetoriais entre assistência social e saúde seja iniciada a partir do diálogo entre as equipes, com definição conjunta de objetivos, prioridades e responsabilidades. A construção de instrumentos como a matriz intersetorial pode facilitar o planejamento e a organização das ações, desde que utilizada de forma flexível e adaptada à realidade de cada território.
É importante garantir espaços periódicos de alinhamento entre os serviços, favorecendo a comunicação contínua e o acompanhamento das ações. Destaca-se também a relevância de reconhecer e aproveitar iniciativas que surgem para além do planejamento inicial, ampliando as parcerias e fortalecendo o trabalho em rede.
Por fim, recomenda-se que as equipes valorizem a prática intersetorial como processo contínuo, construído no cotidiano, e não apenas como instrumento formal, assegurando maior integração e efetividade das ações desenvolvidas.
Santa Inês, MA, Brasil
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