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A experiência refere-se à implementação de matrizes intersetoriais entre o CRAS e as UBS do território com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale e do CEDAPS, no âmbito do Programa Juntos pela Saúde (BNDES e IDIS), em implementação no período de 2022 a 2026. A matriz foi elaborada em outubro de 2025 e remodelada em abril de 2026, com o objetivo de ampliar e qualificar as ações integradas entre os serviços.
A iniciativa partiu do reconhecimento do CRAS e das UBS como portas de entrada fundamentais das políticas públicas de assistência social e saúde, atuando diretamente na prevenção, no cuidado e na garantia de direitos. A proposta buscou organizar e fortalecer a atuação conjunta por meio do planejamento intersetorial, definição de temas prioritários e realização de ações voltadas a diferentes públicos do território, como mulheres, adolescentes, crianças e idosos.
As ações desenvolvidas incluíram atividades educativas sobre climatério e menopausa, prevenção da gravidez na adolescência, vacinação (HPV), saúde mental e bullying, além de práticas integrativas e de promoção da saúde com idosos, como uso de plantas medicinais, aferição de pressão arterial e glicemia e atividades físicas orientadas.
A operacionalização ocorreu por meio de articulação entre as equipes, com o CRAS responsável pela mobilização dos usuários e organização dos espaços, e as UBS contribuindo com suporte técnico, orientações em saúde e execução das atividades. A experiência também contou com parcerias com instituições de ensino, como participação de acadêmicos de medicina, enfermagem e projetos de extensão universitária.
A experiência foi motivada pela necessidade de atuação conjunta entre o CRAS e as Unidades Básicas de Saúde, considerando que ambos são portas de entrada essenciais das políticas públicas de assistência social e saúde. No território, foram identificadas demandas que exigiam intervenções integradas e articuladas, envolvendo questões relacionadas à saúde, vulnerabilidade social e prevenção de agravos.
Diante desse contexto, evidenciou-se a importância de fortalecer a intersetorialidade entre os serviços, de modo a ampliar a capacidade de resposta às necessidades da população, garantindo ações mais qualificadas, efetivas e alinhadas à realidade das famílias atendidas.
A implementação da matriz intersetorial contribuiu para o fortalecimento da integração entre o CRAS Santa Inês e as Unidades Básicas de Saúde, promovendo maior articulação entre as equipes e qualificação das ações desenvolvidas no território. Por meio de reuniões de planejamento, definição de temas e troca de conhecimentos, foi possível organizar e aprimorar as práticas intersetoriais.
Como benefícios, destacam-se a ampliação do acesso da comunidade aos serviços, a qualificação das intervenções e o fortalecimento do cuidado, da prevenção e da proteção social das famílias. Observou-se também maior aproximação entre os serviços e a comunidade, além de encaminhamentos mais adequados e um olhar mais integral sobre as demandas dos usuários.
Como inovação, destaca-se o uso da matriz intersetorial como ferramenta de planejamento e organização das ações, contribuindo para sistematizar as atividades, alinhar as equipes e fortalecer o trabalho em rede. As ações também incorporaram estratégias educativas, práticas integrativas e parcerias com instituições de ensino, ampliando as possibilidades de intervenção.
Como lição, evidencia-se a importância do diálogo contínuo, do planejamento conjunto e da flexibilidade na execução das ações, reconhecendo que a intersetorialidade se constrói no cotidiano dos serviços.
Recomenda-se que a implementação de práticas intersetoriais entre assistência social e saúde seja baseada na construção coletiva entre as equipes, com fortalecimento do diálogo, planejamento conjunto e definição compartilhada de responsabilidades. É fundamental reconhecer o papel complementar de cada serviço e atuar de forma integrada, considerando as múltiplas dimensões das demandas da população.
A utilização de instrumentos como a matriz intersetorial pode contribuir para a organização das ações, desde que acompanhada de espaços permanentes de troca, alinhamento e avaliação. Destaca-se também a importância de mobilizar os usuários a partir do território, garantindo a participação ativa da comunidade nas atividades desenvolvidas.
Por fim, ressalta-se que a intersetorialidade deve ser compreendida como um processo contínuo, construído no cotidiano, exigindo compromisso, comunicação e articulação permanente entre os serviços.
R. Dr. Edmilson, 53 - Goncalves, Santa Inês - MA, 65302-095, Brasil
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