Saúde mental na zona rural: vivências, isolamento e ações de cuidado

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José Augusto Fernandes Junior

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José Augusto Fernandes Junior

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A experiência foi desenvolvida a partir da vivência profissional na Atenção Primária à Saúde, durante a atuação como enfermeiro na zona rural. Ao longo das visitas domiciliares, observou-se que muitos moradores, especialmente idosos, apresentavam sinais de solidão, isolamento social e sofrimento emocional, mesmo vivendo acompanhados por familiares. Em diversas residências, eram perceptíveis histórias marcadas pelo afastamento dos filhos, pelo enfraquecimento dos vínculos familiares e pela redução da convivência comunitária.
A percepção dessa realidade tornou-se ainda mais significativa após a ocorrência de um caso de suicídio de um idoso da comunidade rural, fato que despertou a necessidade de compreender de forma mais aprofundada os impactos do isolamento social na saúde mental dessa população.
Diante desse contexto, foi realizada uma pesquisa qualitativa com moradores da zona rural, buscando identificar aspectos relacionados à solidão, relações familiares, apoio emocional e qualidade de vida. Durante as entrevistas e observações de campo, constatou-se a presença frequente de sentimentos de tristeza, desânimo, dificuldade para dormir e carência de escuta e acolhimento emocional.
A partir dos resultados obtidos, foram implementadas ações de promoção da saúde mental na comunidade rural, incluindo palestras, rodas de conversa, atividade física e espaços de escuta qualificada, desenvolvidos por equipe multiprofissional composta por enfermeiro, psicólogo, terapeuta e médico da família.
A experiência tem como objetivo fortalecer vínculos, ampliar o acesso ao cuidado em saúde mental e promover acolhimento humanizado aos moradores da zona rural, valorizando suas vivências, sua história e sua qualidade de vida.

Durante a atuação na zona rural, observou-se aumento de sinais de sofrimento emocional entre moradores, especialmente idosos, marcado por solidão, isolamento social, afastamento familiar e fragilidade dos vínculos comunitários. Muitos relataram tristeza, desânimo e falta de companhia frequente, evidenciando a necessidade de fortalecer ações de promoção da saúde mental e acolhimento na atenção primária.

A prática desenvolvida possibilitou maior aproximação entre os profissionais de saúde e os moradores da zona rural, promovendo espaços de escuta, acolhimento e fortalecimento dos vínculos sociais e emocionais. As rodas de conversa e palestras realizadas contribuíram para aumentar a participação da comunidade nas ações de saúde mental, favorecendo o diálogo sobre sentimentos, solidão e sofrimento emocional, temas antes pouco abordados nesse contexto.
Observou-se aumento significativo na procura por atendimento psicológico, com mais de 40 pacientes da zona rural atualmente acompanhados pelo serviço de psicologia, demonstrando maior conscientização sobre a importância do cuidado em saúde mental. Outro resultado importante foi o fortalecimento da atuação multiprofissional, envolvendo enfermeiro, médico da família, psicólogo, terapeuta e equipe de apoio.
A experiência também evidenciou a necessidade de ampliação das políticas públicas voltadas à saúde mental no campo, impulsionando a construção de um projeto para inclusão de um psicólogo na equipe do ESF Saúde no Campo. Além disso, a prática proporcionou maior visibilidade ao sofrimento emocional vivido por idosos e moradores rurais, contribuindo para um cuidado mais humanizado, integral e próximo da realidade da comunidade.

Recomenda-se que experiências semelhantes sejam desenvolvidas a partir da escuta ativa e da aproximação com a realidade da comunidade, especialmente durante visitas domiciliares e ações no território. É fundamental que os profissionais estejam atentos não apenas às condições físicas de saúde, mas também aos aspectos emocionais e sociais dos moradores, principalmente idosos.
Outra orientação importante é promover ações simples, porém contínuas, como rodas de conversa, palestras e encontros comunitários, criando espaços de acolhimento e fortalecimento de vínculos. A participação multiprofissional também se mostrou essencial, envolvendo enfermeiro, médico, psicólogo, terapeuta e rede de apoio local.
Destaca-se ainda a importância de construir parcerias com serviços de saúde mental e instituições do município, facilitando encaminhamentos e ampliando o acesso ao cuidado psicológico. Além disso, recomenda-se valorizar a cultura, a vivência e a identidade da população rural, desenvolvendo ações humanizadas e adaptadas à realidade local.

autor Principal

José Augusto Fernandes Junior

juniorfernandesjr7@gmail.com

Enfermeiro da ESF

Coautores

Enfermeiro José Augusto, Dr. Artur Falconi, Equipe Saúde no Campo.

A prática foi aplicada em

Mar de Espanha

Minas Gerais

Sudeste

Esta prática está vinculada a

Secretaria Municipal de Saúde - Centro, Mar de Espanha - MG, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

José Augusto Fernandes Junior

Conta vinculada

07 maio 2026

CADASTRO

07 maio 2026

ATUALIZAÇÃO

22 jan 2025

inicio

07 maio 2026

fim

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos