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A experiência refere-se à implementação e ao fortalecimento de ações intersetoriais entre as equipes das Estratégias Saúde da Família das Unidades Básicas de Saúde Pindoval, Prata, Santa Bárbara 1, Santa Bárbara 2 e Santa Bárbara 3 e o Centro de Referência de Assistência Social Centro, no município de Miranda do Norte.
A iniciativa teve como objetivo fortalecer a articulação entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), visando ampliar o acesso da população aos serviços e qualificar o cuidado por meio de ações integradas no território. Como instrumento estruturante desse processo, foi construída a Matriz Intersetorial em setembro de 2025, que passou a orientar o planejamento, a organização e a execução das ações conjuntas entre as equipes.
Participaram da experiência profissionais das equipes de saúde e assistência social, do Conselho Tutelar, da Secretaria de Educação, da Secretaria da Juventude, da Secretaria de Cultura, do UNICEF e parceiros do Projeto SuperSUS/FioCruz, com atuação integrada no território. O público contemplado incluiu a população em geral, com foco em grupos em situação de vulnerabilidade social e em povos tradicionais (quilombolas e ribeirinhos), conforme as demandas identificadas pelas equipes.
As ações intersetoriais foram realizadas no período de setembro de 2025 a abril de 2026, em horários diferenciados, incluindo o período noturno, a partir da identificação de necessidades locais, e estruturadas com foco na promoção da saúde, prevenção de agravos e acesso a direitos socioassistenciais.
Foram desenvolvidas atividades educativas, orientações em saúde, rodas de conversa — algumas realizadas com mães atípicas na APAE, por meio do Grupo de Mulheres Mãe Maravilha —, jogos interativos on-line e presenciais, além da elaboração de vídeos utilizando estratégias de tecnologias educacionais. Também foi desenvolvido um projeto com idosos (Grupo da Melhor Idade), realizado duas vezes por semana, envolvendo a equipe e-Multi e o CRAS, com ações voltadas ao fortalecimento de vínculos.
As atividades ocorreram em diferentes espaços do território, incluindo bares da comunidade, como o Bar da Amizade. As escolas também foram utilizadas como espaços para a realização de atividades educativas sobre controle sanitário, em parceria com a Vigilância Sanitária, com a finalidade de alcançar o público masculino, ampliar o acesso da população e fortalecer a participação comunitária.
Além disso, outras ações programadas integram a matriz intersetorial das equipes, como o “Projeto Idoso Protagonista” e o “Projeto Maio Laranjinha”, que contemplará crianças de 6 a 12 anos com temáticas relacionadas ao cuidado com o corpo, limites e confiança em adultos.
A articulação entre as equipes ocorreu por meio de planejamento conjunto, reuniões e definição compartilhada de responsabilidades, promovendo a integração entre os serviços de saúde e assistência social. A Matriz Intersetorial contribuiu para a organização do processo de trabalho, favorecendo a continuidade das ações e evitando a realização de atividades isoladas e pontuais.
Destaca-se que essa experiência foi desenvolvida com o apoio do Programa Ciclo Saúde Proteção Social, uma iniciativa da Fundação Vale e do CEDAPS, no âmbito do Programa Juntos pela Saúde (BNDES e IDIS), em implementação no período de 2022 a 2026.
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O principal problema identificado foi a complexidade das situações de vulnerabilidade social no território, que não podem ser resolvidas por um único setor isoladamente, exigindo articulação para garantir o acesso aos serviços públicos. Além disso, observou-se baixo acesso da população às informações sobre direitos, fragilidade no acompanhamento contínuo dos usuários e a necessidade de fortalecer vínculos e a rede de apoio, evidenciando a importância da atuação intersetorial para qualificar o cuidado ofertado.
A Matriz Intersetorial contribuiu para a ampliação e qualificação das atividades intersetoriais ao organizar o planejamento das ações, auxiliar na definição de papéis entre as equipes e alinhar objetivos comuns. Os públicos foram melhor definidos, permitindo o direcionamento de ações específicas para mulheres, idosos, homens e povos tradicionais quilombolas e ribeirinhos, além de facilitar a integração entre as Unidades Básicas de Saúde e o Centro de Referência de Assistência Social.
Recomenda-se manter uma comunicação constante e aberta entre os profissionais das equipes, fortalecendo o diálogo e a articulação entre os setores. É fundamental investir no planejamento conjunto das ações, com definição de objetivos compartilhados e organização prévia das atividades. Destaca-se, ainda, a importância de conhecer as reais necessidades da população, considerando as demandas do território como base para a construção de ações intersetoriais mais efetivas e resolutivas.
Recomenda-se, também, garantir a replicabilidade, a sustentabilidade e a continuidade das ações, visando à consolidação das experiências desenvolvidas
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