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A Atenção Primária à Saúde tem como um de seus principais desafios garantir o acesso ao cuidado para usuários com limitações físicas, mobilidade reduzida ou condições clínicas que dificultam o deslocamento até as unidades de saúde.
No município de Jequitinhonha/MG, foi possível identificar um número significativo de usuários que necessitavam de acompanhamento fisioterapêutico, mas que, por diferentes motivos — como idade avançada, doenças crônicas ou barreiras territoriais — não conseguiam acessar o serviço de forma regular.
Essa realidade frequentemente resultava em agravamento de quadros clínicos, perda de funcionalidade e maior dependência para atividades da vida diária.
Diante desse cenário, a fisioterapia domiciliar foi estruturada como uma estratégia para levar o cuidado até o usuário, garantindo acesso, continuidade do tratamento e melhoria da qualidade de vida.
Mais do que ofertar atendimentos, a proposta foi aproximar o cuidado da realidade do paciente, respeitando suas limitações e fortalecendo o vínculo com a equipe de saúde.
Objetivo Geral
Ampliar o acesso ao cuidado fisioterapêutico por meio da assistência domiciliar, promovendo reabilitação, autonomia e qualidade de vida.
Objetivos Específicos
• Ofertar atendimento domiciliar a usuários com dificuldade de locomoção;
• Promover reabilitação funcional;
• Prevenir complicações e agravamentos;
• Reduzir limitações nas atividades de vida diária;
• Orientar familiares e cuidadores;
• Fortalecer o cuidado integral no território.
A experiência foi desenvolvida a partir da identificação dos usuários com necessidade de fisioterapia domiciliar pelas equipes de Atenção Primária, especialmente por meio dos Agentes Comunitários de Saúde.
O fluxo de atendimento incluiu:
• Identificação dos pacientes no território;
• Avaliação inicial pelo fisioterapeuta;
• Elaboração de plano terapêutico individualizado;
• Realização de atendimentos domiciliares periódicos;
• Orientação a familiares e cuidadores;
• Monitoramento da evolução clínica.
As intervenções foram adaptadas à realidade de cada domicílio, considerando as condições clínicas, sociais e ambientais dos pacientes.
Entre as principais ações desenvolvidas, destacam-se:
• Exercícios de reabilitação motora;
• Treino de marcha e equilíbrio;
• Prevenção de quedas;
• Orientações posturais;
• Estímulo à autonomia nas atividades diárias
A implementação da fisioterapia domiciliar ampliou o acesso ao cuidado para usuários com dificuldade de locomoção, garantindo acompanhamento mais próximo e contínuo no território.
Ao longo de um ano, foram atendidos 150 pacientes, dos quais aproximadamente 80% evoluíram para alta por reabilitação, evidenciando elevada resolutividade do cuidado fisioterapêutico.
Observou-se melhora significativa na funcionalidade dos pacientes, redução de dores e maior independência nas atividades de vida diária, contribuindo diretamente para a qualidade de vida dos usuários.
Além dos ganhos clínicos, houve fortalecimento do vínculo entre equipe, paciente e família, com maior participação dos cuidadores no processo de reabilitação.
A atuação no domicílio também possibilitou um olhar ampliado sobre a realidade dos pacientes, permitindo intervenções mais adequadas e efetivas.
Na prática, o cuidado deixou de estar restrito à unidade de saúde e passou a acontecer no cotidiano do usuário, tornando-se mais acessível, contínuo e humanizado
A experiência demonstrou que levar a fisioterapia até o domicílio é uma forma efetiva de ampliar o acesso e qualificar o cuidado.
Ao considerar a realidade dos usuários, foi possível construir um cuidado mais próximo, resolutivo e humanizado.
Mais do que tratar, a intervenção contribuiu para recuperar movimentos, promover autonomia e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Quando o cuidado chega até a casa do paciente, ele não apenas reabilita — ele devolve autonomia, dignidade e qualidade de vida
Rua São Pedro - Jequitinhonha, MG, Brasil
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