“Casa da Vacina”: Imunização em ambiente hospitalar para todos os ciclos da vida

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SAMIRA EMANUELE DE AZEVÊDO LUNA

samiraemanuele22@gmail.com

Samira Emanuele de Azevêdo Luna

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A implantação da “Casa da Vacina”, configurada como uma sala de imunização em ambiente hospitalar, surgiu da necessidade premente de ampliar o acesso a vacinação no município de Campina Grande, o qual enfrenta o desafio de reverter a queda nas coberturas vacinais, fenômeno causado por fatores multifatoriais que comprometem a proteção coletiva.
Inaugurada em 21 de junho de 2024 no Hospital Municipal Pedro I a unidade opera sob uma lógica inovadora de multivacinação e vacinação supervisionada. O serviço funciona de domingo a domingo, das 08:00 às 20:00 horas, incluindo feriados, garantindo que a população tenha acesso ampliado aos imunizantes de forma contínua. A “Casa da Vacina” disponibiliza quase todos os imunobiológicos do Programa Nacional de Imunização, com exceção da BCG, consolidando-se como um ponto estratégico para a atualização da situação vacinal em todos os ciclos de vida, desde a infância até a terceira idade.
Um dos diferenciais cruciais do serviço é a oferta de imunobiológicos especiais e a vacinação antirrábica humana. Considerando que Campina Grande não dispõe de um Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), a unidade contribui estruturando o fluxo para pacientes com condições clínicas especiais ou que possuem histórico de reações alérgicas graves. A presença em ambiente hospitalar garante a segurança necessária para procedimentos que demandam monitoramento imediato, minimizando riscos e aumentando a confiança do usuário no sistema de saúde.
Esta experiência demonstra que a ampliação do acesso e o funcionamento em horários diferenciados são ferramentas de gestão eficazes para fortalecer os princípios de universalidade e integralidade do SUS. Ao integrar a vigilância epidemiológica com a assistência hospitalar, a iniciativa não apenas melhora os índices de vacinação locais, mas também assegura a proteção contra doenças imunopreveníveis em uma escala robusta, servindo como modelo de eficiência para outras regiões.

Descrever a implantação da “Casa da Vacina” como estratégia inovadora de multivacinação e vacinação supervisionada em ambiente hospitalar em todos os ciclos de vida, visando ampliar o acesso e qualificar a cobertura vacinal no âmbito municipal.

1. Viabilizar a imunização integral de indivíduos em todos os ciclos de vida, por meio da expansão do acesso e da oferta qualificada de imunobiológicos em ambiente seguro;
2. Incrementar os índices de cobertura vacinal municipal, mitigando barreiras de acesso e fortalecendo as estratégias do Programa Nacional de Imunização;
3. Fortalecer as ações de controle, eliminação e erradicação de doenças imunopreveníveis mediante a vigilância ativa e a oferta estratégica de imunizantes;
4. Assegurar a continuidade da assistência vacinal em horários diferenciados, promovendo a universalidade e a integralidade das ações de saúde no SUS.

A experiência demonstrou que a expressiva aceitação popular, evidenciada pela crescente procura por imunizantes do Programa Nacional de Imunização (PNI) na Casa da Vacina, tem contribuído significativamente para a proteção das pessoas em todos os ciclos de vida e para o incremento da cobertura vacinal municipal. Além do impacto epidemiológico, registram-se elevados índices de satisfação dos usuários, com destaque para a viabilidade do horário de atendimento ampliado.
Dados da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) ratificam esse êxito: em aproximadamente 22 meses de funcionamento, a unidade localizada no Hospital Municipal Pedro I totalizou 50.139 doses aplicadas. A distribuição por faixa etária revela a abrangência da estratégia: 11.677 doses em menores de 2 anos; 11.205 entre 2 e 11 anos; 1.925 de 12 a 19 anos; 18.866 de 20 a 59 anos e 6.466 em indivíduos com 60 anos ou mais. Com esse desempenho, o serviço consolidou-se como a segunda unidade com maior volume de vacinação no município no ano de 2025.
Ademais, a Casa da Vacina supre a lacuna de um Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) local, tornando-se também referência em profilaxia antirrábica humana e imunização supervisionada para pacientes com histórico de alergias graves. A integração entre a vigilância epidemiológica e a rede hospitalar fortalece os princípios de acessibilidade e resolutividade do SUS, comprovando a eficácia do serviço no alcance das metas propostas.

A implantação da Casa da Vacina em Campina Grande revela-se uma estratégia de gestão pública exitosa e inovadora, capaz de responder aos desafios contemporâneos da imunização. Ao integrar a vigilância epidemiológica à assistência hospitalar, o serviço não apenas ampliou o acesso físico por meio de horários diferenciados, mas também qualificou o atendimento para grupos específicos, suprindo a ausência de um CRIE municipal e garantindo a segurança em procedimentos supervisionados.
Os expressivos indicadores de produtividade — superando 50 mil doses aplicadas em aproximadamente 22 meses de funcionamento — e a alta aceitação popular ratificam que a flexibilização do modelo tradicional de atenção primária é essencial para elevar as coberturas vacinais. Em suma, a experiência consolida-se como um referencial de eficiência e resolutividade, fortalecendo os princípios de universalidade e integralidade do SUS e servindo de modelo para a estruturação de políticas públicas de imunização em outros centros urbanos.

autor Principal

SAMIRA EMANUELE DE AZEVÊDO LUNA

samiraemanuele22@gmail.com

Coordenadora Municipal de Imunização

Coautores

TÂNIA MARIA DO NASCIMENTO JERÔNIMO, ELAINE BRAGA FAUSTINO, FRANCILUCIA LINHARES DE MOURA, GABRIEL AIRES CASSIANO, MARIZETE NOBREGA SILVA, ROSICLEIDE DOS SANTOS SILVA ALVES, SAARA TAMYRES DUARTE MARIANO, SINTIA TAVARES DONATO, VITÓRIA OLIVEIRA CARTACHO, SEDNA ASMIR SANTOS BARRETO

A prática foi aplicada em

Campina Grande

Paraíba

Nordeste

Esta prática está vinculada a

Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande PB

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Samira Emanuele de Azevêdo Luna

Conta vinculada

06 maio 2026

CADASTRO

06 maio 2026

ATUALIZAÇÃO

14 jul 2025

inicio

fim

Condição da prática

Andamento

Situação da Prática

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