Educação e cuidado à mulher no climatério na APS: experiência exitosa em Santa Teresinha/PB

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LAIANY ERIKA ARRUDA ROQUE CARREIRO

laiany arruda

LAIANY ERIKA ARRUDA ROQUE CARREIRO

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O climatério constitui uma fase natural do ciclo de vida feminino, marcada por mudanças fisiológicas, emocionais e sociais que podem impactar significativamente a qualidade de vida das mulheres. Apesar de sua relevância, esse período ainda é frequentemente negligenciado na Atenção Primária à Saúde (APS), que historicamente concentra suas ações no ciclo gravídico-puerperal. Nesse contexto, o município de Santa Teresinha desenvolveu uma experiência voltada à promoção da saúde de mulheres no climatério, com foco na escuta qualificada, educação em saúde e fortalecimento do cuidado integral.
A experiência foi desenvolvida na Atenção Primária à Saúde do município de Santa Teresinha, a partir de uma atuação integrada entre a gestão municipal e as equipes da Estratégia de Saúde da Família. Essa parceria foi fundamental para o planejamento e execução das ações, garantindo alinhamento entre as necessidades identificadas no território e as intervenções propostas. As atividades ocorreram durante o mês de março, período estrategicamente escolhido em função das mobilizações voltadas à saúde da mulher, possibilitando maior engajamento da comunidade e fortalecimento das ações de promoção, prevenção e cuidado direcionadas às mulheres no climatério.

OBJETIVO GERAL:

Promover a saúde e o cuidado integral das mulheres no climatério no município de Santa Teresinha, por meio de ações educativas e estratégias de acolhimento na Atenção Primária à Saúde.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

– Identificar as principais dúvidas, medos e inseguranças das mulheres no período do climatério;
– Planejar ações educativas baseadas nas necessidades identificadas;
– Desenvolver materiais informativos acessíveis sobre o climatério e menopausa;
– Realizar atividades coletivas de educação em saúde voltadas para mulheres no período não reprodutivo.

METODOLOGIA

Trata-se de um relato de experiência exitosa desenvolvida no município de Santa Teresinha, a partir de uma abordagem qualitativa e participativa. Inicialmente, foi realizado um levantamento junto às mulheres em período de menopausa, por meio de escuta ativa durante atendimentos individuais e rodas de conversa nas unidades de saúde. Esse momento permitiu compreender percepções, dúvidas, medos e fragilidades relacionadas à assistência recebida.

Com base nos achados, a equipe de saúde, em conjunto com a gestão municipal, planejou intervenções voltadas às necessidades identificadas. As ações foram implementadas no mês de março, aproveitando a mobilização em torno do cuidado à saúde da mulher. Foram elaborados panfletos informativos com linguagem simples e acessível, abordando temas como sintomas do climatério, autocuidado, alimentação, saúde mental e direitos em saúde.

Além disso, foram realizados encontros educativos em grupos nas unidades de saúde, com metodologias participativas, incluindo rodas de conversa, dinâmicas e esclarecimento de dúvidas. As atividades foram conduzidas por profissionais da equipe multiprofissional, fortalecendo o vínculo entre usuárias e serviços de saúde.

O período climatérico, apesar de sua relevância, ainda é frequentemente negligenciado na Atenção Primária à Saúde (APS), que historicamente concentra suas ações no ciclo gravídico-puerperal.
Identificar as principais dúvidas, medos e inseguranças das mulheres no período do climatério;
– Planejar ações educativas baseadas nas necessidades identificadas;
– Desenvolver materiais informativos acessíveis sobre o climatério e menopausa;
– Realizar atividades coletivas de educação em saúde voltadas para mulheres no período não reprodutivo.

A experiência evidenciou maior adesão das mulheres às ações de saúde quando suas demandas são consideradas no planejamento das atividades. Observou-se participação ativa nos encontros, com relatos de identificação com a temática abordada e maior abertura para compartilhar experiências.

Os panfletos informativos contribuíram para ampliar o acesso à informação, sendo bem aceitos pelas usuárias. Houve também fortalecimento do vínculo entre profissionais e comunidade, além de maior visibilidade para o cuidado à mulher no período não reprodutivo.

Outro resultado relevante foi a sensibilização da gestão e das equipes de saúde quanto à necessidade de incluir o climatério como eixo prioritário nas ações da APS, ampliando o olhar para além da saúde reprodutiva.

A experiência desenvolvida em Santa Teresinha reforça a importância de reconhecer o climatério como uma fase que demanda atenção qualificada na Atenção Primária à Saúde. A escuta das mulheres foi fundamental para direcionar ações mais efetivas e alinhadas às suas reais necessidades.

As estratégias adotadas demonstraram que intervenções simples, como educação em saúde e produção de materiais informativos, podem gerar impactos positivos na autonomia, no autocuidado e na qualidade de vida das mulheres. Além disso, evidenciam a necessidade de institucionalizar esse cuidado de forma contínua, evitando que o período não reprodutivo permaneça invisibilizado nas práticas de saúde.

Recomenda-se a ampliação e continuidade dessas ações, bem como a inclusão do tema climatério nas agendas permanentes da APS, fortalecendo uma assistência integral, equitativa e humanizada à saúde da mulher ao longo de todo o seu ciclo de vida.

autor Principal

LAIANY ERIKA ARRUDA ROQUE CARREIRO

laianyerika@gmail.com

ENFERMEIRA

Coautores

Marilia Aires Alves de LIma, Maria Clara do Nascimento Alves, Mikaely Lucena de Sousa Perônico, Jakelina Gomes de Lucena.

A prática foi aplicada em

Santa Teresinha

Paraíba

Nordeste

Esta prática está vinculada a

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE SANTA TERESINHA PB

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE SANTA TERESINHA PB

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

LAIANY ERIKA ARRUDA ROQUE CARREIRO

Conta vinculada

06 maio 2026

CADASTRO

06 maio 2026

ATUALIZAÇÃO

inicio

fim

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

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