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Foi implantado o Programa Miguilim no município de Manga em 2025. A experiência de encaminhar crianças da rede pública com integração entre saúde e educação no cuidado integral à infância mostrou que o acesso das crianças da cidade acontecia normalmente, ofertando assim cuidado oftalmológico a todas as crianças. Entretanto, as crianças da zona rural tinham dificuldades de acessar o serviço, porque não conseguiam ir até a cidade para realizar agendamento e ou comparecer ao agendamento realizado pelo prestador em dias em que não havia transporte, então foi realizada a estratégia de colocar um interlocutor com reponsabilidade pegar a demanda com as equipes de APS, organizadas em uma planilha, organizar o agendamento e comunicar as datas agendadas para que a família se organize e encaminhe a criança na data que tenha transporte acessível as comunidades rurais, especialmente Quilombolas e Ribeirinhos.
As crianças que residem em zona rural tem dificuldade de acessar os serviços oftalmológicos ofertados pelo programa Miguilim , porque não conseguiam ir até a cidade para realizar agendamento e ou comparecer ao agendamento realizado pelo prestador em dias em que não havia transporte. Foi observado que as crianças quilombolas e ribeirinhas tem dificuldade de acessar o serviço. Inicialmente verificamos que dos atendimentos, apenas 10% eram da zona rural. Foi necessário a utilização dos recursos humanos: Enfermeiro interlocutor; enfermeiro coordenador APS e regulação da SMS. Em relação aos recursos tecnológicos destacam se a utilização de materiais educativos digitais uso de equipamentos básicos da unidade (computador, notebook, projetor); aplicativos de mensagens (ex.: WhatsApp) para comunicação com os reponsáveis, envio de orientações, lembretes e fortalecimento do vínculo e registros institucionais para monitoramento e acompanhamento das ações. Recursos financeiros foram investidos uso de materiais de consumo de baixo custo (papel, caneta, impressões simples), custeados pelo orçamento regular da unidade; a ação caracteriza-se como estratégia de cuidado de baixo custo e alto impacto, alinhada aos princípios da eficiência e da economicidade no SUS.
Essa experiência com o Programa Miguilim mostrou-se uma estratégia eficaz de promoção da equidade, garantindo acesso a um cuidado especializado para crianças que, muitas vezes, não teriam condições de realizá-lo devido à dificuldade de acesso. A experiência reforçou o papel da Atenção Primária à Saúde como coordenadora do cuidado e articuladora das políticas públicas, fortalecendo o SUS como instrumento de transformação social. Foram evidenciados que após a utilização da estratégia, das 89 crianças atendidas no município, 38 eram quilombolas/ribeirinhas, um percentual de 42% aumento significativo nos atendimentos.
A atuação do enfermeiro facilitador no Programa Miguilim, responsável por organizar e agendar as consultas oftalmológicas, bem como comunicar e articular a equipe de saúde, mostrou-se fundamental para qualificar o acesso ao serviço. Visto que o prestador não consegue entender a real necessidade da população. Essa organização do fluxo assistencial contribuiu diretamente para a ampliação do número de crianças atendidas, com destaque para o aumento significativo do atendimento a crianças quilombolas, historicamente mais vulneráveis e com maiores barreiras de acesso aos serviços especializados. A presença do enfermeiro como articulador do cuidado possibilitou maior integração entre Atenção Primária, escola e equipe especializada, reduzindo faltas, otimizando agendas e garantindo que as crianças encaminhadas efetivamente realizassem as consultas qualificando o serviço e alinhando-se aos princípios da humanização e da integralidade do SUS.
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