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O projeto “Sentinelas do Guaraná” surge da necessidade de adaptar as estratégias de vigilância em saúde às dinâmicas territoriais e hidrológicas de Maués/AM. Observou-se que as inspeções domiciliares rotineiras eram insuficientes para controlar criadouros do Aedes aegypti em edificações de grande porte, o que motivou a criação das Brigadas Institucionais. A iniciativa foca em prédios públicos e privados com alta circulação (escolas, unidades de saúde e sedes administrativas), transformando servidores e alunos em agentes ativos de vigilância. A estratégia é fundamental para otimizar a resposta do serviço público frente à sazonalidade biológica do vetor na região amazônica. Objetivos- Geral: Instituir e consolidar brigadas de combate ao mosquito em instituições de Maués, estabelecendo uma vigilância participativa permanente.Específicos: Capacitar a comunidade escolar e servidores para identificação técnica de criadouros. Implementar a metodologia dos “10 minutos semanais” como rotina institucional. Mitigar riscos de transmissão de dengue, zika e chikungunya por meio da supressão contínua de focos.Fortalecer a integração intersetorial entre a Vigilância em Saúde e outras esferas do município. A experiência se desenvolve através de pactuações com gestores, formações teóricas e práticas in loco, territorialização (incluindo a zona rural e ribeirinha) e monitoramento mensal via relatórios técnicos. O ponto alto da mobilização ocorre no “Dia D”, alinhado à legislação estadual, para demonstrar resultados e reduzir a carga vetorial antes do período das chuvas.
O principal desafio identificado em Maués/AM foi a persistência de focos do mosquito Aedes aegypti em prédios de grande porte e alta circulação, onde as inspeções domiciliares rotineiras dos agentes de endemias (ACE) se mostravam insuficientes. Além disso, o LIRAa de 2025 registrou um Índice de Infestação Predial de 1,8%, colocando o município em estado de alerta e evidenciando a necessidade urgente de descentralizar as ações de controle vetorial. Identificou-se, portanto, a oportunidade de instituir uma cultura de prevenção contínua e corresponsabilidade técnica dentro dessas instituições, utilizando a metodologia dos “10 minutos semanais” para garantir a supressão de focos de forma sistemática e independente da visita externa periódica.
Resultados Alcançados: A implantação das Brigadas Institucionais em Maués/AM consolidou avanços estratégicos na descentralização da vigilância e na capacidade de resposta aos indicadores entomológicos. A análise da experiência fundamenta-se nos dados do LIRAa de 2025, que registrou um Índice de Infestação Predial (IIP) geral de 1,8%, situando o município em estado de alerta. Impacto e Capilaridade: Rede de Corresponsabilidade: A principal conquista foi a criação de uma rede de capilaridade social e técnica, onde servidores, docentes e colaboradores operacionais das instituições parceiras atuam como braços da Vigilância em Saúde.Autonomia e Resolutividade: A adoção da metodologia dos “10 minutos semanais” conferiu autonomia aos brigadistas para a interrupção precoce do ciclo biológico do vetor, reduzindo a dependência estrita da atuação externa dos Agentes de Combate às Endemias (ACE).Alcance Territorial: A estratégia demonstrou alta capacidade de interiorização, levando a vigilância para a zona rural e comunidades ribeirinhas, como a unidade piloto na Ilha de Vera Cruz, e formando “sentinelas mirins” em escolas municipais rurais.Redução de Riscos: A supressão sistemática de criadouros em bairros críticos, como Mário Fonseca (3,6%) e Santa Tereza (2,8%), garantiu a manutenção da biossegurança ambiental mesmo em zonas de alta densidade vetorial. A experiência demonstrou que a convergência entre mobilização social e vigilância técnica é basilar para a sustentabilidade do controle de arboviroses. Ao institucionalizar o monitoramento, a iniciativa transformou unidades públicas e privadas em espaços ativos de cuidado coletivo, essenciais para a resiliência do território frente às doenças transmissíveis.
Para municípios que desejam implementar brigadas similares, recomenda-se focar no empoderamento dos brigadistas e na educação em saúde como política pública contínua, visando consolidar a autonomia das instituições. É fundamental estabelecer uma pactuação intersetorial sólida, envolvendo gestores das esferas pública e privada desde o início para garantir a adesão técnica e a formalização das brigadas.
Além disso, a adoção da metodologia dos “10 minutos semanais” deve ser apresentada não como uma tarefa extra, mas como uma rotina institucionalizada de baixo custo e alta resolutividade. Outro ponto crucial é a territorialização das ações, adaptando a logística para alcances desafiadores, como zonas rurais e ribeirinhas, para garantir a capilaridade e a resiliência do projeto em diferentes contextos geográficos. Por fim, sugere-se o uso de instrumentos de monitoramento simples, como relatórios mensais de vistoria, que permitam ao Núcleo de Educação em Saúde acompanhar os resultados sem sobrecarregar os parceiros.
SEMSA - Secretaria Municipal de Saúde de Maués - Av. Pereira Barreto - Centro, Maués - AM, Brasil
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