Sentinelas do guaraná: brigadas institucionais e vigilência de arboviroses em Maués (AM)

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Cassia Cristina Dinelly Castro

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CASSIA CRISTINA DINELLY CASTRO

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O projeto “Sentinelas do Guaraná” surge da necessidade de adaptar as estratégias de vigilância em saúde às dinâmicas territoriais e hidrológicas de Maués/AM. Observou-se que as inspeções domiciliares rotineiras eram insuficientes para controlar criadouros do Aedes aegypti em edificações de grande porte, o que motivou a criação das Brigadas Institucionais. A iniciativa foca em prédios públicos e privados com alta circulação (escolas, unidades de saúde e sedes administrativas), transformando servidores e alunos em agentes ativos de vigilância. A estratégia é fundamental para otimizar a resposta do serviço público frente à sazonalidade biológica do vetor na região amazônica. Objetivos- Geral: Instituir e consolidar brigadas de combate ao mosquito em instituições de Maués, estabelecendo uma vigilância participativa permanente.Específicos: Capacitar a comunidade escolar e servidores para identificação técnica de criadouros. Implementar a metodologia dos “10 minutos semanais” como rotina institucional. Mitigar riscos de transmissão de dengue, zika e chikungunya por meio da supressão contínua de focos.Fortalecer a integração intersetorial entre a Vigilância em Saúde e outras esferas do município. A experiência se desenvolve através de pactuações com gestores, formações teóricas e práticas in loco, territorialização (incluindo a zona rural e ribeirinha) e monitoramento mensal via relatórios técnicos. O ponto alto da mobilização ocorre no “Dia D”, alinhado à legislação estadual, para demonstrar resultados e reduzir a carga vetorial antes do período das chuvas.

O principal desafio identificado em Maués/AM foi a persistência de focos do mosquito Aedes aegypti em prédios de grande porte e alta circulação, onde as inspeções domiciliares rotineiras dos agentes de endemias (ACE) se mostravam insuficientes. Além disso, o LIRAa de 2025 registrou um Índice de Infestação Predial de 1,8%, colocando o município em estado de alerta e evidenciando a necessidade urgente de descentralizar as ações de controle vetorial. Identificou-se, portanto, a oportunidade de instituir uma cultura de prevenção contínua e corresponsabilidade técnica dentro dessas instituições, utilizando a metodologia dos “10 minutos semanais” para garantir a supressão de focos de forma sistemática e independente da visita externa periódica.

Resultados Alcançados: A implantação das Brigadas Institucionais em Maués/AM consolidou avanços estratégicos na descentralização da vigilância e na capacidade de resposta aos indicadores entomológicos. A análise da experiência fundamenta-se nos dados do LIRAa de 2025, que registrou um Índice de Infestação Predial (IIP) geral de 1,8%, situando o município em estado de alerta. Impacto e Capilaridade: Rede de Corresponsabilidade: A principal conquista foi a criação de uma rede de capilaridade social e técnica, onde servidores, docentes e colaboradores operacionais das instituições parceiras atuam como braços da Vigilância em Saúde.Autonomia e Resolutividade: A adoção da metodologia dos “10 minutos semanais” conferiu autonomia aos brigadistas para a interrupção precoce do ciclo biológico do vetor, reduzindo a dependência estrita da atuação externa dos Agentes de Combate às Endemias (ACE).Alcance Territorial: A estratégia demonstrou alta capacidade de interiorização, levando a vigilância para a zona rural e comunidades ribeirinhas, como a unidade piloto na Ilha de Vera Cruz, e formando “sentinelas mirins” em escolas municipais rurais.Redução de Riscos: A supressão sistemática de criadouros em bairros críticos, como Mário Fonseca (3,6%) e Santa Tereza (2,8%), garantiu a manutenção da biossegurança ambiental mesmo em zonas de alta densidade vetorial. A experiência demonstrou que a convergência entre mobilização social e vigilância técnica é basilar para a sustentabilidade do controle de arboviroses. Ao institucionalizar o monitoramento, a iniciativa transformou unidades públicas e privadas em espaços ativos de cuidado coletivo, essenciais para a resiliência do território frente às doenças transmissíveis.

Para municípios que desejam implementar brigadas similares, recomenda-se focar no empoderamento dos brigadistas e na educação em saúde como política pública contínua, visando consolidar a autonomia das instituições. É fundamental estabelecer uma pactuação intersetorial sólida, envolvendo gestores das esferas pública e privada desde o início para garantir a adesão técnica e a formalização das brigadas.
Além disso, a adoção da metodologia dos “10 minutos semanais” deve ser apresentada não como uma tarefa extra, mas como uma rotina institucionalizada de baixo custo e alta resolutividade. Outro ponto crucial é a territorialização das ações, adaptando a logística para alcances desafiadores, como zonas rurais e ribeirinhas, para garantir a capilaridade e a resiliência do projeto em diferentes contextos geográficos. Por fim, sugere-se o uso de instrumentos de monitoramento simples, como relatórios mensais de vistoria, que permitam ao Núcleo de Educação em Saúde acompanhar os resultados sem sobrecarregar os parceiros.

autor Principal

Cassia Cristina Dinelly Castro

cassiacdinelly@gmail.com

Técnico em Agente de Combate de Endemias

Coautores

Cassia Cristina Dinelly Castro

A prática foi aplicada em

Maués

Amazonas

Norte

Esta prática está vinculada a

SEMSA - Secretaria Municipal de Saúde de Maués - Av. Pereira Barreto - Centro, Maués - AM, Brasil

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

CASSIA CRISTINA DINELLY CASTRO

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10 abr 2026

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10 abr 2026

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