Olá,

Visitante

Desafios da Imunização em Curuá: Melhorias de Coberturas Vacinais, em Tempos de Fake News!

Categoria não especificada

As ações de imunização na cidade ribeirinha de Curuá, é marcada por desafios constantes, pois, apesar da cidade ser pequena e com poucos habitantes, algumas áreas ficam distantes da sede, prolongando a demora na busca ativa frequente, já que em áreas de terra firme, as estradas não contribuem para o acesso rápido e em períodos chuvosos algumas áreas ficam alagadas, sem possibilidade de chegar a algumas comunidades. Já em regiões de várzea, conseguimos melhorar nossa cobertura vacinal, devido à implantação da Estratégia de Saúde da Família Ribeirinha e com a frequência nas viagens para realização dos atendimentos, melhorando o índice de faltosos para vacinação. Quando estes ribeirinhos precisavam se vacinar, tinham que comparecer a sede do município(zona urbana), atravessando o Rio Amazonas e seus afluentes e pra quem conhece, em tempos de inverno amazônico e nas tempestades de verão, os rios ficam “agressivos”, colocando em risco as famílias, alagando as “bajaras” (pequenas embarcações) o que ocasionava em muitos atrasos vacinais. Na sede(zona urbana), as ações são executadas através das Estratégias de Saúde da família, que realizam ações de imunização e busca ativa nas áreas de acordo com sua população abrangente, mas a cada dia que passa, enfrentamos dificuldades de vacinação devido às constantes informações veiculadas nas mídias sociais, portando, quanto mais informação negativa, mais a população se ausenta das salas de vacina. Mas mesmo assim, de modo geral, conseguimos executar ações para manter nossas coberturas sempre a nível bom de resultados. Em tempos de fake news, cada dia fica mais difícil alcançar metas de coberturas vacinais, mas fazendo buscas ativas até mesmo casa-a-casa, orientando, divulgando os benefícios e desmistificando informações incoerentes, vamos avançando!

Um dos principais aspectos a serem levados em conta é a educação permanente e continuada dos trabalhadores de saúde, mostrando a necessidade de se prevenir doenças, que são imunopreveníveis, afim de conter avanços por doenças como sarampo, poliomielite, coqueluche, entre outras, já que essas doenças vem se manifestando sempre onde há menores índices de cobertura vacinal e casos de pioras, onde se tem tantos recursos para tratamento. Em Curuá por exemplo, não temos hospital, o que agrava mais ainda as questões de tratamentos de saúde, visto que a maioria das pessoas quando adoecem necessitam de Tratamento fora Domicílio. Outro fator importante, baseado na prevenção, é a sensibilização da população de forma em geral, de acordo com o nível de conhecimento de cada um, nas diversas áreas da cidade, afim de desmitificar notícias e informações negativas acerca da vacinação. Isso é sem dúvida um dos pontos mais importantes para melhoria das coberturas vacinais nos município pequenos.

Maior incentivo aos municípios para execução de forma ágil dos serviços de vacinação, no bloco de vigilância em saúde. Continuidade das ações de busca ativa, para melhoria da cobertura vacinal em áreas de difícil acesso, atuando sempre em parceria com as equipes da APS, pois são elas que de fato executam as ações de vacinação. Melhoria das informações via Sistema de Informação, para análise das coberturas vacinais, visto que o ESUS ainda tem falhas que precisam ser corrigidas e outras ações na base de dados de registro, via CADSUS, que precisam ser atualizadas para achar o cidadão, ser incluso e dado como vacinado.

Entendemos que as ações de vacinação, são de extrema necessidade e importância, para que as doenças imunopreveníveis não voltem a circular, tanto virais, quanto bacterianas. Contudo, precisamos trabalhar a base de ações prioritárias, para que a remediação não seja necessária. Investimentos acerca de pesquisas, resultados com experiências exitosas divulgadas, desmistificação de fake news, mostrando a real necessidade de se imunizar, tudo isto ajuda na sensibilização da população, para que ela se torne menos descrente. Além disso, os incentivos para que as equipes continuem atuando de forma ágil também se faz necessário para municípios pequenos tenham suas ações melhoradas. Nesse sentido, esperamos que a pesquisa olhe com cuidado e zelo para cada lugal, mostrando a realidade de cada município, de acordo com os princípios do SUS.

Principal

Martha Moema de Sousa Cordeiro

Coautores

Christiane Alessandra Lopes de Sousa Nome Naiara Aparecida Silva Pedroso

A prática foi aplicada em

Região

Instituição

Endereço

Uma organização do tipo

Instituição Privada

Foi cadastrada por

Conta vinculada

ideiasus@gmail.com

A prática foi cadastrada em

23 dez 2023

e atualizada em

23 dez 2023

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos

Palavras-chave

Você pode se interessar também

Práticas
ADESÃO DAS GESTANTES AO PRÉ-NATAL ODONTOLÓGICO: UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
Paraíba
Práticas
A PRÁTICA DE PRIMEIROS SOCORROS NO CONTEXTO DE UM CURSO TÉCNICO PARA AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE
Paraíba
Práticas
Vacinação nos espaços de formação: experiência no 2º Congresso Nordestino de Pediatria
Paraíba
Práticas
A (in) visibilidade de quem está em situação de rua: caminhos possíveis para cuidado em saúde
Paraíba
Práticas
Título: Autismo – uma causa municipal.
Paraíba
Práticas
Do ambulatório LGBTQIAPNB+ ao Café com Diversidade: garantindo acesso e fortalecimento de vínculos
Paraíba
Práticas
Atuação intersetorial nos casos suspeitos de TEA na primeira infância, um relato de experiência.
Paraíba
Práticas
Programa Bolsa Família: processo formativo para profissionais da atenção primária
Paraíba
Práticas
As PICS como ferramenta potencializadora no cuidado a saúde do trabalhador
Paraíba