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Análise da qualidade da água fornecida nos abrigos públicos às vítimas da enchente do ano de 2012, município de Rio Branco, Acre

FINALIDADE DA EXPERIÊNCIA:Assegurar o fornecimento de água com qualidade às populações alojadas nos locais denominados como abrigos públicos, dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde através da Portaria MS n. 2.914/2011.DINÂMICA E ESTRATÉGIAS DOS PROCEDIMENTOS USADOS: A metodologia deste trabalho consistiu de revisão bibliográfica sobre os constantes desastres naturais ocorridos no município de Rio Branco, especialmente no que tange as enchentes e inundações, possibilitando maior conhecimento do problema e, também, de coletas de amostras de água nos abrigos destinados aos desabrigados pela enchente.Os abrigos, cujas amostras foram coletadas, estão localizados no Parque Marechal Castelo Branco, Ginásio de Esportes Álvaro Dantas, Serviço Social do Comércio-SESC/Bosque, Serviço Social de Transporte-Serviço Nacional de Apredizagem do Transporte-SEST/SENAT, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas-SEBRAE e Avenida Amadeu Barbosa.Foram analisados os seguintes parâmetros: Cor aparente, Coliformes totais, Escherichia coli e Aspecto, no Laboratório Central (LACEN), Turbidez e Cloro residual, analisados em campo com turbidímetro e clorímetro, cujos padrões de potabilidade seguido foram o da Portaria MS n? 2.914/2011.As amostras, após coletadas em bolsas plásticas (sacos) esterilizados, foram acomodadas em caixa térmicas com bolsas de gelo. O manuseio das bolsas plásticas e as coletas das amostras sempre foram realizados com a utilização de luvas para evitar contaminações.INDICADORES/VARIÁVEIS/COLETA DE DADOS:A qualidade microbiológica da água não é definida apenas pela presença de organismos, mas pelas diferentes espécies deles. O indicador utilizado neste trabalho foi as bactérias do grupo coliforme, o Escherichia coli, normalmente associados a microrganismos de origem intestinal.OBSERVAÇÕES/AVALIAÇÃO/MONITORAMENTOAnalises físico-químico e organolépticas realizadas pelo Laboratório Central-Lacen e Cloro residual in locu.

Enchentes e inundações são fenômenos que podem ocorrer de forma natural ou em função do processo de modificação e desestabilização pela ação do homem. Como fenômeno natural são classificadas como uma das calamidades ambientais hídricas, pois ocorrem quando um corpo d’água superficial tem seu nível elevado devido ao aumento de sua vazão e descarga, ocasionando o extravasavamento do seu leito natural quando a cota do nível da água atinge o nível máximo da calha principal do corpo d’água. Como consequência antrópica, as enchentes e inundações ocorrem devido ao processo de modificação e desestabilização pela ação do homem, acompanhado do crescimento demográfico e a falta de planejamento urbano.Baseado no relatório de clima do INPE, Nogueira et al (2009) prevê que as enchentes e inundações poderão se tornar mais frequentes e severas no Brasil. Essa frequência e severidade foram registradas pelos estudos realizados por Bandeira (2011), onde na última década ficou comprovado que o Brasil fora atingido por 37 enchentes que deixaram 4,5 milhões de vítimas.Anualmente, o município de Rio Branco, vem sendo assolado com regular periodicidade de enchentes e inundações, resultando, na maioria das vezes, em danos materiais, estragos patrimoniais e também prejudicando a prestação dos serviços essenciais, especialmente, aqueles relacionados com a distribuição de energia elétrica e saneamento básico (disposição de águas servidas, dejetos, coleta de lixo, etc), além dos prejuízos para a população residente em áreas de planície de inundação do rio Acre que chegam a ficarem desabrigadas e privadas de alimentos adequados, roupas, etc., por conseguinte, expostas a propagação de enfermidades.Por serem consideradas entre as catástrofes naturais, as enchentes e inundações são as que mais causam danos à saúde da população, podendo ocorrer, inclusive, elevado índice de mortalidade. Por outro lado, a propagação das enfermidades pode ser disseminada pela água de baixa qualidade por meio da sua ingestão, de insetos e contato.As principais doenças causadas por ingestão de água contaminada são (disenteria amebiana e bacilar, cólera, hepatite, febre tifóide e paratifóide, gastroenterite, paralisia infantil, salmonelose e leptospirose)

Constante limpeza nas redes internas de abastecimento (cisternas, caixas d’água, torneiras e bebedouros, para garantir que a qualidade das águas seja mantida durante o seu consumo), boas práticas nos procedimentos de abastecimento e higienização das mãos por parte da população.Assim, entende-se que, apesar de um percentual de amostras encontrarem-se dentro dos padrões estabelecidos pela Portaria MS n.? 2.914/2011, o número de amostras que não foram realizadas análises foram expressivos decorrentes de uma série de fatores, como por exemplo, a falta de insumos (reagentes) e não funcionamento do laboratório aos fins de semana.Desse modo, é necessário planejamento dos insumos (reagentes) e disponibilidade de laboratório para a realização das análises da água a ser distribuída à população alojada em abrigos públicos no período de ocorrência de enchentes e inundações, tendo em vista que é um fenômeno que ocorre anualmente no município de Rio Branco.

Principal

Monica de Abreu Morais

A prática foi aplicada em

Rio Branco

Acre

Norte

Esta prática está vinculada a

Avenida Ceará, 3.335

Uma organização do tipo

Instituição Pública

Foi cadastrada por

Monica de Abreu Morais

Conta vinculada

A prática foi cadastrada em

03 jul 2016

e atualizada em

13 mar 2024

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos

Palavras-chave

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