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Criação de Um Grupo para Pessoas com Dor Crônica, uma Abordagem Terapêutica e Social: Um Relato de Experiência na Ubs Vila Marchi.

A dor é uma percepção subjetiva, desagradável e vital. No que se trata de classificação, podemos utilizar o contexto temporal como indicador, sendo a divisão feita em dor aguda e dor crônica. Consideram-se crônicas aquelas em que o sintoma se mantém além do tempo fisiológico de cicatrização de determinada lesão, ou por permanecer por mais de três meses. Mundialmente estima-se que 80% das consultas médicas devam-se à presença da dor e a nível nacional demonstra que 75% dos pacientes que consultam serviços públicos de saúde relatam a presença de dor crônica. O tratamento clássico da dor (aguda) consiste em repouso e uso de fármacos para o alívio do sintoma. Ao contrário do tratamento da dor aguda, os agentes químicos analgésicos não se demonstram eficazes contra a dor crônica. A baixa eficácia do uso contínuo de fármacos está inevitavelmente associada a efeitos secundários indesejáveis e à baixa adesão ao tratamento farmacológico, por isso, o tratamento da dor crônica deve caracterizar-se por programas multidimensionais visando o biopsicossocial. No plano biológico: visam regular os mecanismos endógenos de controle da dor e a concentração de neurotransmissores. No psicológico: reduzem ansiedade, depressão, angústia e incapacidades mentais geradas pela dor crônica. No social: favorecem a autoestima, a participação social e a produtividade intelectual e física. Dentre as estratégias empregadas pelos programas multidisciplinares destinados à dor crônica, temos gestão do estresse, educação dos pacientes e das famílias, relaxamento e orientações práticas para as atividades de vida diária.A preparação para realização do grupo se iniciou em outubro, visto a preocupação com as pessoas que aguardavam o chamado para consulta com Reumatologista. O primeiro passo foi a análise das guias de encaminhamentos. Visto um número considerável de encaminhamentos e realizamos um momento entre especialista em reumatologia (Policlinica Rudge Ramos) com os médicos de família da UBS. Este encontro proporcionou uma visão mais ampliada sobre os casos de reumatologia. O terceiro momento se deu com a convocação dos pacientes encaminhados para reumatologia para uma reavaliação com participação dos apoiadores e uma médica da UBS. Desta reavaliação, foram chamados os pacientes para participação no grupo. Formato do Grupo: Foi pensado um grupo rotativo, feito em ciclos de 10 semanas, terminado este tempo, uma nova turma se inicia. A cada semana é abordado um aspecto diferente na recuperação e promoção da saúde, alongamentos, exercícios para resistência, fortalecimento, sessões de acupuntura, além de interação social e abordagens multidisciplinares sobre a dor (interação medicamentosa, cuidados gerais, posicionamentos para minimização da dor, etc). Foi estabelecido um número de no máximo 20 participantes por ciclo.

Número considerável de encaminhamentos de pacientes com dor crônica aguardando consulta para especialista em Reumatologia, provocando a necessidade de análise das guias de encaminhamento.

O matriciamento mostrou-se uma iniciativa necessária para realização do grupo onde foram solucionadas diversas dúvidas e uma aproximação com a rede.O grupo de dor vem para minimizar o sofrimento das pessoas com dor crônica.

Principal

Vinicius Santos Sanches, Adriane Campo Gaino, Renata Silva Santana, Marcia Teixeira da Silva, Elisangela de Oliveira Nascimento.

vinicius_422@hotmail.com

A prática foi aplicada em

São Bernardo do Campo

São Paulo

Sudeste

Instituição

RUA CONTINENTAL - JARDIM DO MAR

Uma organização do tipo

Instituição pública

Foi cadastrada por

Vinicius Santos Sanches, Adriane Campo Gaino, Renata Silva Santana, Marcia Teixeira da Silva, Elisangela de Oliveira Nascimento.

Conta vinculada

A prática foi cadastrada em

03 mar 2020

e atualizada em

14 set 2023

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos

Palavras-chave

nenhuma

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