favor seguir as recomendações abaixo:
CONTEXTUALIZAÇÃO
Com vistas na Integralidade (principio do SUS), alicerceamos nosso projeto, também através do Currículo Escolar municipal, que traz a construção de uma escada a qual os métodos pedagógicos necessários para a criação e implantação da construção do saber do aluno, são valorizados e aplicados no seu dia a dia. Com isso, o utilizamos como base, para a elaboração de um Procedimento Operacional Padrão para somar ao Projeto Zoonoses e Vetores na Escola, e assim torna-lo mais didático e aplicável durante todo o ano.
Paraíba do Sul está inserida na região Centro Sul Fluminense, a cerca de 135 km da capital fluminense, tendo o acesso rodoviário á mesma, através de duas vias principais: a Rodovia BR-040 e a RJ-125. Entre os 92 municípios do Rio de Janeiro, Paraíba do Sul se encontra na 40ª posição em relação ao número de população, com cerca de 42.063 mil habitantes (IBGE, 2022). Já entre os municípios de sua região, é o maior em extensão territorial (580.803 Km2), e o 3º no quesito tamanho populacional. Essas características sendo fundamentais, para o entendimento do ambiente o qual estamos inseridos.
O Projeto em questão, através de Diretrizes do Ministério da Saúde, detém mecanismos, que buscam auxiliar na coordenação de ações e identificação de situações/problema e logística de atuação, permitindo otimizar os resultados a serem buscados, que é uma população mais sensível aos problemas de saúde pública, como as doenças negligenciadas como a Dengue e outras zoonoses em nosso meio.
JUSTIFICATIVA
O projeto em questão foi elaborado para propor um método de fazer saúde no território, através da sensibilização da criança em sua fase de desenvolvimento cognitivo e de aprendizagem, para que possam ter nessa fase, orientações e informações a cerca dos problemas de saúde pública trabalhados pelo setor de Vigilância em Saúde Ambiental.
OBJETIVOS:
1.Trabalhar a informação, a educação e a comunicação em saúde referente as doenças emergentes e reemergentes, assim como as doenças negligenciadas, como por exemplo: Arboviroses, Esporotricose, Raiva animal/humana, Acidentes com animais peçonhentos (PORTARIA 1138 DE 23 DE MAIO DE 2014);
3.Colaborar com a construção do desenvolvimento crítico/ativo da criança/aluno, contribuindo para formação de cidadãos mais sensíveis diante de situações de riscos á saúde do ambiente que o cerca (multiplicadores do conhecimento);
4.Pomover o conceito de One health junto ao ambiente escolar e também ao ambiente extra-escolar.
METODOLOGIA
Consiste na base da prática pedagógica, e as competências referente a saúde pública a serem instituídas na rotina escolar, objetivando uma formação plena dos estudantes no que tange as zoonoses. Esse ponto, trás um cronograma junto a Secretaria de Educação municipal, para inserção de conteúdos voltados à saúde do território o qual a Escola esteja inserida, trabalhando conteúdos didáticos diversos, que são relacionados para o cotidiano da população escolar e suas diferentes faixas-etárias e necessidades.
O Projeto iniciou suas atividades no ano de 2018 ofertando junto a Rede Educacional, temas relacionados às zoonoses e vetores em seu ambiente, fazendo a Equipe da Vigilância Ambiental em Saúde, entrar para o ambiente escolar, e ali também promover ações de Educação Popular em Saúde. Essa estratégia de ação foi inserida na PAS do município e junto a Rede Educacional, vem sendo uma das ferramentas de promoção da saúde no município mais utilizadas pela Vigilância Ambiental em Saúde.
O projeto procura trabalhar em um dos fundamentais fatores de formação da consciência, do pensamento crítico/ativo, e do desenvolvimento cognitivo, através das ações de Educação em Saúde para as etapas do desenvolvimento infantil. Esse, sendo fundamental à formação do cidadão mais ativo, critico e sensível quanto aos problemas de saúde publica ao seu redor, levando em consideração que a interação entre o aluno e o ambiente, contribui e muito para a formação de seu conhecimento humano (Jean Piaget).
A situação/problema identificada que norteou o projeto, foi a falta de engajamento social, junto as ações preventivas de saúde pública relacionadas as doenças zoonóticas trabalhas pelo nosso setor de Vigilância em Saúde Ambiental.
O Projeto Zoonoses e Vetores na Escola desde sua implantação, vem tornando possível a mudança de hábitos e consequentemente de cenários, no que tange, a formação de cidadãos mais ativos e críticos quanto as questões de saúde pública presentes no território sul-paraibano, e assim fazer escolhas mais assertivas quanto as boas práticas de saúde.
Desde 2018, ano o qual o projeto foi implantado, foram atendidas mais de 25.000 mil crianças e adolescentes, e o resultado está sendo muito nítido, pois o ensinamento e troca de informação realizada a partir desse Projeto, geram a multiplicação da informação junto as demais pessoas que fazem parte da rotina afetiva desse aluno, dessa criança, desse adolescente, desse membro da Escola.
Quando o aluno assimila o conteúdo e leva a informação pra dentro de seu âmbito familiar, ele está promovendo saúde junto ao seu ambiente, e com isso, modificando hábitos que podem ser prejudiciais a saúde própria, a saúde de sua família, e consequente a Saúde Pública.
Pensando que a partir desse total de 25.000 mil crianças e adolescentes atendidos pelo Projeto até o momento, multiplicando esse número por 4 por exemplo, temos cerca de 100.000 mil pessoas que receberam informação, educação e comunicação em saúde, nesse tempo que o Projeto está ocorrendo.
É notório, que a criança consegue sensibilizar o adulto em seu lar, e essa estratégia de trabalho, vem nos mostrando que é possível mudar hábitos que levam riscos à saúde humana, animal e do ambiente.
Esperamos agora, que o projeto seja consolidado junto a toda rede educacional do município, para se tornar, rotina dentro das atividades escolares promovidas também por outros atores (formação de multiplicadores).
Ao longo dos 7 anos desse projeto, podemos notar que localidades nas quais as Instituições de Ensino do município estão inseridas, obtivemos certa mudança de cenário, no que tange questões de Saúde Pública mencionadas no projeto. Essa mudança principalmente sendo a de hábitos que geravam e potencializavam os riscos à saúde humana, animal e do ambiente.
A adesão por parte do público alvo (estudantes, professores e demais membros da comunidade escolar), além da população de entorno, foi significativa, e com isso foi possível a criação de um vínculo entre o setor saúde e a população num contexto geral, possibilitando justamente surgir hábitos mais cautelosos e cuidadosos para com o meio que nos cerca, e para com o cidadão que compartilha desse meio.
Em relação à Saúde Pública, Rosen (1994) menciona que ao longo da história humana, os maiores problemas de saúde que o homem enfrentava, sempre estiveram relacionados com a natureza da vida em comunidade, e esse projeto faz com que a população reflita sobre 3 fatores fundamentais para a Saúde Pública: que são: a saúde humana, a saúde animal e a saúde do ambiente no qual todos nós estamos inseridos (Uma Só Saúde).
A maior recomendação trata-se da necessidade da consolidação desse projeto, podendo além de ser inserido na programação Anual de Saúde (PAS) municipal, para que possa se tornar uma politica sólida e perene, também ser incluída na rotina escolar, não somente em períodos epidêmicos de determinada zoonose. Esse tipo de mecanismo, irá fazer com que as prática de Educação em Saúde promovidas, virem rotinas dentro dos processos de se fazer saúde junto ao território e junto aos espaços sejam eles públicos e/ou privados.
Paraíba do Sul, RJ, Brasil
CADASTRO
ATUALIZAÇÃO