favor seguir as recomendações abaixo:
O objetivo geral da experiência é garantir o acesso universal e equitativo à saúde, superando barreiras geográficas e
sociais que deixam populações vulneráveis fora do alcance dos serviços tradicionais. Buscamos reduzir a invisibilidade
social e sanitária de grupos estigmatizados, assegurando que direitos fundamentais sejam exercidos.
Como objetivos específicos, destacam-se:
1. Realizar busca ativa e ofertar ações de saúde diretamente nos territórios de maior vulnerabilidade, incluindo locais de
convivência e trabalho do público-alvo;
2. Estabelecer vínculos de confiança e facilitar o encaminhamento adequado para a rede de saúde pública;
3. Promover educação em saúde e direitos humanos, combatendo estigmas e preconceitos que impedem o acesso aos serviços;
O problema central que demandou o desenvolvimento desta experiência foi a identificação de uma significativa
parcela da população que permanecia desassistida pelas redes convencionais de saúde, em especial populações
específicas que enfrentam alto estigma e preconceito.
Apesar dos esforços da nossa Atenção Primária à Saúde (APS), reconhecemos a necessidade de avançar na cobertura total e na
efetividade do cuidado. Percebemos que o modelo tradicional de esperar o usuário na unidade de saúde era insuficiente para
alcançar todos os cidadãos. Existia, portanto, uma lacuna no acesso que deixava para trás justamente aqueles que mais
precisavam: pessoas que, por vulnerabilidade, medo de discriminação ou experiências anteriores negativas, não buscam os
serviços ou, quando buscam, não recebem uma escuta qualificada e um acolhimento livre de julgamentos.
O estigma e o preconceito, enquanto barreiras sociais concretas, impediam o acesso pleno ao direito à saúde. Nosso objetivo,
portanto, foi criar uma estratégia proativa e outreach para ir além das paredes da unidade de saúde, localizar essa população
invisibilizada e garantir que ela seja atendida com dignidade e efetividade, fechando essa lacuna assistencial.
Os principais resultados evidenciam impactos significativos na linha de cuidado em saúde. Ampliamos
expressivamente o número de testagens para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) por meio da oferta
ativa nos territórios. Com isso, aumentou-se substancialmente o diagnóstico precoce de casos, permitindo o
encaminhamento imediato para tratamento na rede especializada.
Esse fluxo contínuo — testagem, diagnóstico e vinculação ao cuidado — resultou na redução de complicações graves e
consequentemente na diminuição de óbitos relacionados às ISTs na população acompanhada. Além dos avanços clínicos, a
experiência promoveu transformações sociais relevantes. A disseminação de informações qualificadas e o diálogo constante
com a comunidade contribuíram para reduzir o estigma e o preconceito, tanto entre o público atendido quanto entre os
profissionais de saúde, fortalecendo a busca por direitos e a equidade no acesso aos serviços.
Invista em escuta ativa e territorialização: mapeie os locais de convivência e trabalho das populações vulneráveis antes de iniciar as ações. A chave do sucesso é a construção de vínculos baseados na confiança e no respeito, o que exige abordagens horizontais, sem julgamentos e com linguagem acessível.
Capacite continuamente a equipe para o acolhimento livre de estigmas, garantindo que todos os profissionais compreendam as especificidades culturais e sociais do público. Utilize testes rápidos e insumos de prevenção como ferramentas de aproximação e diálogo, não apenas como procedimentos técnicos.
Por fim, estabeleça parcerias sólidas com a rede de saúde e serviços sociais para assegurar um fluxo eficiente de encaminhamento e continuidade do cuidado, transformando o acesso pontual em um direito efetivo e permanente.
Secretaria Municipal de Saúde - Avenida Getúlio Vargas - Monte Castelo, São Luís - MA, Brasil
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