A RedeCCAP desemvolve projeto para curso de formação de jovens comunicadores para a escrita de uma revista sobre ciência a partir de 4 linhas editoriais: 1)“tecnologias digitais, ética e inteligência artificial; 2) matrizes energéticas e justiça ambiental; 3)saúde pós covid e 4) maquinários gambiarras e desigualdades tecnológicas. Por meio de um conteúdo pedagógico aplicou-se oficinas concernentes às temáticas. O nome do Projeto Luneta Goes, é uma homenagem à cientista Jaqueline Góes, a primeira pessoa a sequenciar o vírus SARS-CoV-2 (COVID-19) em apenas 48 horas após o primeiro caso confirmado no Brasil. Para fins de aplicação dessa formação, fizemos uma divisão para atendermos 60 jovens, a partir das divisão de 4 turmas com 15 jovens cada, no período de contraturno escolar. Além da aplicação de oficinas de português, fotografia, designer e visita à campo para a realização de entrevista aos espaços correspondentes às linhas editoriais, os jovens tiveram acesso ao benefício do vale leitura para compra de livros pautado por uma curadoria na perspectiva do letramento racial. Livros dos quais foram pensados para um processo de formação continuada, somada a experiência das discussões realizadas no decorrer do curso com cada turma. Um outro benefício fundamental para a realização do curso foi o pagamento de uma bolsa de apoio à produção para cada jovem e lanche durante a aplicação das oficinas e nas visitas de campo. Estamos neste momento seguindo com o roteiro de gravação para o documentário institucional que busca tratar esse processo de aprendizagem com os jovens comunicadores de ciência.

O território do Complexo de favelas Manguinhos (que inclui a comunidade do Mandela), contempla 12 favelas que extrapolam o bairro de Manguinhos, alcançando Bonsucesso, Benfica e Higienópolis, sendo limítrofe com o Jacarezinho e, segundo levantamento da ETM/ENSP- APS/FIOCRUZ tem uma população de 48.500 habitantes. Já no bairro de Manguinhos, de acordo com o último censo, contempla aproximadamente 36.000 pessoas (IBGE, 2010). Pesquisa realizada pela Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT), sobre “ O que os jovens brasileiros pensam da ciência e da tecnologia?, aponta que jovens defendem a ciência mas desconhecem a produção científica do país. Tratou-se sobre a percepção pública da ciência e tecnologia no Brasil, com foco no público jovem, sendo o estudo baseado em 2,2 mil entrevistas domiciliares, realizadas com jovens de 15 a 24 anos de idade, em 21 Estados e no Distrito Federal. Nesta pesquisa, chama-se atenção de que a maioria dos jovens, até mesmo os que estão frequentando cursos superiores, não conseguem mencionar o nome de sequer uma instituição brasileira que faça pesquisa, nem de algum cientista brasileiro. Para que jovens de territórios tenham a oportunidade de conhecer o processo de produção científica, assim como de locais, o diagnóstico a ser enfrentado justificamos a construção dessa proposta de formação de jovens comunicadores para a produção de uma revista sobre ciência, a partir do delineamento das linhas editoriais informadas.

Podemos destacar que tivemos ao longo do curso a participação de 58 jovens; a impressão de 600 revistas escritas e elaboradas pelas turmas da qual no processo da formação, as turmas foram divididas em grupo para a construção coletiva de cada parte importante da revista (entrevista, escrita, fotografia e diagramação). No que foram estimulados a realizar o trabalho em equipe acompanhado com a chefe de redação. Conheceram nas visitas de campo espaços importantes para pensar sobre inovações tecnológicas e meios sustentáveis de práticas de consumo para o melhor desenvolvimento ambiental e urbano. Esperamos que tenham aprendido a trabalhar em equipe, pois cada parte na divisão de grupo foi fundamental para a apresentação do resultado final que culminou no lançamento das revistas. Com isso, esperamos ter promovido nesse processo de formação: 1) descobertas e aprimoramento de fontes de ciência como matéria complementar à grade curricular do ensino correspondente ao segundo ciclo do ensino fundamental e médio; 2) acesso e melhor conhecimento sobre processo científico em pelo menos 4 sessões trabalhadas nas linhas editoriais; 3) consciência crítica ao compreender como as mensagens são construídas, moldadas e influenciam a percepção pública; 4) fortalecido a representatividade e diversidade de outras vozes nas narrativas de comunicação e, 5) ter fomentado a conscientização sobre questões sociais dos jovens, relacionado às desigualdades, meio ambiente e direitos humanos.

Principal

Rede de Empreendimentos Sociais para o Desenvolvimento Socialmente justo, Democrático e Sustentável

lunetagoes@gmail.com

Coordenadora de Projetos

Coautores

Vanessa Pereira de Almeida, Felipe Eugênio, Fabiana Freire, Elizabeth Campos

A prática foi aplicada em

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

Sudeste

Esta prática está vinculada a

Rua Doutor Luís Gregório de Sá, 46 - Manguinhos, Rio de Janeiro - RJ, Brasil

Uma organização do tipo

Terceiro Setor

Foi cadastrada por

Vanessa Pereira de Almeida

Conta vinculada

21 fev 2025

CADASTRO

21 fev 2025

ATUALIZAÇÃO

20 fev 2025

inicio

Condição da prática

Andamento

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