favor seguir as recomendações abaixo:
O período do Carnaval é marcado por grande circulação de pessoas, intensificação de eventos festivos e aumento das interações sociais, fatores que contribuem para maior vulnerabilidade às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). No contexto da Atenção Primária à Saúde e da Vigilância Epidemiológica, torna-se essencial fortalecer ações educativas e preventivas, especialmente por meio da estratégia da Prevenção Combinada, que integra diferentes métodos de proteção, diagnóstico e cuidado. Nesse cenário, foi desenvolvido a estratégia “Bloquinho da Prevenção Combinada”, uma ação intersetorial realizada pela Vigilância Epidemiológica em parceria com os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), com foco na promoção da saúde sexual e reprodutiva durante o Carnaval, aproximando os serviços de saúde da comunidade de forma acessível, educativa e culturalmente adequada.
Objetivo Geral
Promover a prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) durante o período do Carnaval, por meio da estratégia de divulgação e oferta da Prevenção Combinada, ampliando o acesso à informação, insumos de prevenção e serviços de saúde.
Objetivos Específicos
Sensibilizar a população sobre a importância da prevenção das IST, HIV, hepatites virais e sífilis;
Divulgar informações sobre os métodos de Prevenção Combinada, como uso de preservativos, testagem, PrEP e PEP;
Distribuir preservativos masculinos e femininos e materiais informativos em locais de grande circulação;
Fortalecer o vínculo entre a comunidade, os Agentes Comunitários de Saúde e a Vigilância Epidemiológica;
Estimular a busca pelos serviços de saúde para testagem, prevenção e acompanhamento.
A ação foi planejada de forma integrada entre a Vigilância Epidemiológica e os Agentes Comunitários de Saúde, considerando o mapeamento de locais estratégicos com maior circulação de pessoas durante o período carnavalesco, como bares, comércios, postos de gasolina, barbearias, escolas de samba e pontos de concentração comunitária.
As atividades desenvolvidas incluíram:
Abordagem educativa da população, com orientações verbais sobre IST e Prevenção Combinada;
Distribuição de materiais informativos educativos sobre prevenção combinada;
Distribuição de preservativos;
Divulgação dos serviços de saúde disponíveis no município, incluindo locais para testagem e acompanhamento.
A metodologia adotada priorizou a escuta qualificada, o diálogo respeitoso e a linguagem acessível, garantindo uma abordagem acolhedora e não discriminatória.
As IST continuam representando um importante problema de saúde pública, com impacto direto na qualidade de vida da população e nos indicadores epidemiológicos. Eventos sazonais, como o Carnaval, demandam ações específicas e oportunas de prevenção, considerando o aumento do risco de exposição e a necessidade de estratégias mais atrativas e próximas da realidade da população.
A implementação do Bloquinho da Prevenção Combinada justifica-se pela necessidade de ampliar o alcance das ações de educação em saúde, utilizando abordagens lúdicas, informais e territorializadas, capazes de romper barreiras de acesso à informação e reduzir o estigma relacionado às IST. A participação dos ACS é fundamental nesse processo, pois potencializa a comunicação, o vínculo e a adesão da comunidade às práticas de prevenção.
A prática contribuiu para a ampliação do acesso da população às informações sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis e aos métodos de Prevenção Combinada, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade durante o período do Carnaval. Observou-se maior engajamento da comunidade nas abordagens educativas, favorecido pela linguagem acessível e pela atuação territorial dos Agentes Comunitários de Saúde, o que fortaleceu o vínculo entre população e serviços de saúde. Foram distribuídos mais de 7.000 preservativos em locais acessíveis à população.
Como benefícios, destacam-se a redução de barreiras relacionadas ao estigma, o estímulo ao uso de preservativos, a maior visibilidade das estratégias de prevenção (testagem, PrEP e PEP) e a valorização das ações intersetoriais entre Vigilância Epidemiológica e Atenção Primária. A principal inovação da prática foi a utilização de uma abordagem lúdica e culturalmente contextualizada, integrada ao território e aos eventos locais, potencializando o alcance das ações educativas.
Como lição aprendida, evidencia-se que ações de prevenção realizadas fora do ambiente tradicional dos serviços de saúde, com participação ativa dos ACS, ampliam a efetividade das estratégias de promoção da saúde, favorecem a adesão da população e contribuem para o fortalecimento das políticas públicas de prevenção das IST.
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