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Participação Social no Campo da Saúde Mental

Estes espaços de trocas e participação se dão quando os usuários dos serviços de saúde mental são chamados a falar do seu cotidiano, a pensar junto com os profissionais sua forma de cuidado, que vai do saber dito científico ao saber trazido por eles mesmos e pela comunidade, visando a possibilidade de apropriar-se do lugar de sujeito da comunidade[1], problematizado por Goís ( 2008). Nesta pesquisa fizemos uma análise das compreensões dos usuários dos centros de atenção psicossocial CAPS sobre atenção em saúde mental. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, que tem como referencial de análise os pontos de vista da Hermenêutica, de Paul Ricoeur, balizada por meio dos quatro ensaios evidenciados pela Teoria de Interpretação: a linguagem como discurso, a fala e a escrita, a metáfora e o símbolo, a explicação e a compreensão os teóricos do campo da saúde mental, especialmente os implicados com o movimento da Reforma Psiquiátrica. Os conteúdos para constituição das unidades temáticas foram escolhidos após as entrevistas, em forma de textos narrativos. Aplicou-se, também, a técnica do Círculo Hermenêutico Dialético (CHD), do método pluralista construtivista ou de quarta geração, de Guba e Lincoln (1989), do que participaram 12 entrevistados que se entrelaçam à medida que transcorre a circularidade do procedimento. As categorias temáticas trabalhadas foram: percursos para temática da atenção em saúde mental os tempos quebrados: conflitos entre as ofertas e as necessidades subjetivas de receber aproximações e distanciamentos, entre a tutela e a autonomia ausência e pertença CAPS aberto e não comunitário entre o estigma e a humanização do cuidado. Os principais achados: os CAPS são vistos como espaço de convivência capaz de estabelecer redes afetivas e sociais estigmas, preconceitos e tutela estão presentes nos serviços, nas famílias e na comunidade as práticas manicomiais persistem nos serviços substitutivos a humanização do cuidado amplia o acesso e o vínculo com os serviços a trajetória dos usuários no SUS ocorre devido às suas necessidades sociais e de saúde. Das diversas possibilidades de análises dos dados encontrados, pretendemos focar neste trabalho a temática da articulação entre as possibilidades de participação social dos usuários do campo da saúde mental e a relação com as práticas manicomiais que persistem nos serviços substitutivos propostos pela rede atenção psicossocial. [1] O que distingue o sujeito da comunidade do indivíduo submisso e dependente que ali vive é que o primeiro tem uma consciência transitiva que lhe permite melhor compreender o modo de vida de sua comunidade e de si mesmo, além de reconhecer seu valor e poder para desenvolvê-la e desenvolver-se como sujeito comunitário.( Goís, 2008,p.96).

Práticas manicomiais: barreiras para participação social. As várias facetas da lógica manicomial que atravessa as saberes e práticas cotidianas nos serviços ofertados pela a rede de atenção psicossocial, levantadas a partir dos meados dos anos 70, com o início do Movimento Nacional da Luta Antimanicomial, têm exercido dupla função: barreiras para participação social das pessoas que passam por sofrimento mental e ao mesmo tempo fonte de luta por direitos básicos no Sistema Único de Saúde e nas demais políticas públicas no Brasil, visando a superação da cultura manicomial.

Principal

Raimunda Félix de Oliveira

A prática foi aplicada em

Acopiara

Ceará

Nordeste

Instituição

Endereço

Uma organização do tipo

Instituição pública

Foi cadastrada por

Raimunda Félix de Oliveira

Conta vinculada

ideiasus@gmail.com

02 jun 2023

e atualizada em

14 set 2023

Seu Período de Execução foi de

até

Condição da prática

Concluída

Situação da Prática

Arquivos

Palavras-chave

nenhuma

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